UE e Indonésia selam acordo comercial histórico que promete revolucionar fluxos econômicos

Blocos econômicos gigantescos fecham parceria que ignora fronteiras tradicionais.
Nova arquitetura comercial
O acordo corta tarifas em setores-chave enquanto cria corredores digitais inéditos. Empresas de tecnologia ganham acesso privilegiado a mercados antes restritos.
Impacto nos fluxos financeiros
Transações跨境 aceleram com protocolos blockchain não-oficiais já testados por ambos os lados. Bancos centrais observam atentos a possível desintermediação.
Um acordo que pode render mais que seu portfólio de criptomoedas em dia de bull market - mas duvide que os burocratas deixem isso acontecer sem taxação.
Cortes de tarifas devem impulsionar carros, máquinas e agricultura
O acordo reduz as tarifas para zero sobre 96% dos produtos em cinco anos, uma medida que deverá aumentar as exportações da UE para a Indonésia em pelo menos 30%, ou cerca de € 3 bilhões. Os impostos sobre carros da UE cairão de 50% para zero no mesmo período, enquanto os impostos sobre máquinas e eletrodomésticos cairão de 30% para zero mais rapidamente. Produtos agrícolas e alimentícios também se beneficiarão da liberalização do comércio.
Licenciamentos e outras restrições serão eliminados para materiais como produtos químicos exportados pela UE. Enquanto isso, os materiais processados pela Indonésia receberão tratamento tarifário preferencial na Europa. No entanto, a proibição de exportação de níquel de Jacarta, um ponto crítico em uma disputa da Organização Mundial do Comércio com a UE, permanecerá intacta.
Com uma população de 300 milhões de habitantes, a Indonésia é um parceiro crucial para a estratégia de diversificação da cadeia de suprimentos da UE, já que enfrenta tarifas americanas de até 15% sobre a maioria das exportações. O acordo ocorreu após a intensificação das negociações da UE com as principais economias, incluindo a Índia, e a conclusão das negociações com o Mercosul, que incluiu o Brasil e a Argentina.
Ainda assim, o pacto não resolve os atritos em torno das regras de desmatamento da UE, às quais Jacarta se opõe veementemente devido ao seu impacto nas exportações de óleo de palma e café. Em vez disso, Sefcovic afirmou que o acordo fornecerá uma plataforma para ajudar as empresas indonésias, especialmente as pequenas exportadoras, a cumprir os requisitos da UE.
O acordo ainda precisa ser ratificado pelos Estados-membros da UE, pelo Parlamento Europeu e pelo legislativo da Indonésia antes de entrar em vigor. Descrevendo-o como uma "estrutura muito clara", Sefcovic afirmou que o acordo fortaleceria o comércio e criaria oportunidades para ambas as partes.
Jacarta e Bruxelas entram em conflito sobre óleo de palma, desmatamento e impostos sobre biodiesel
Enquanto isso, as disputas sobre o biodiesel continuam sem solução. No mês passado, a Indonésia instou a União Europeia a eliminar os direitos compensatórios sobre as importações de biodiesel, após a Organização Mundial do Comércio ( ter apoiado várias das principais reivindicações de Jacarta em uma queixa apresentada à entidade comercial.
O maior exportador de óleo de palma do mundo alegou em sua reclamação de 2023 que as taxas cobradas pela União Europeia, o terceiro maior destino de seus produtos de óleo de palma, violavam as regras do órgão comercial.
“Instamos a UE a revogar imediatamente esses direitos de importação compensatórios que não estão em conformidade com a OMC”, disse o Ministro do Comércio, Budi Santoso, em um comunicado.
O caso se junta a uma série de disputas sobre tarifas de biodiesel e a ligação do óleo de palma com o desmatamento. A UE impõe tarifas, que variam de 8% a 18%, desde 2019, alegando que os produtores de biodiesel dos países do Sudeste Asiático se beneficiam de subsídios, benefícios fiscais e acesso a matérias-primas abaixo dos preços de mercado.
A economia da Indonésia está sob intensa pressão, com protestos violentos, queda da moeda e tensão política afetando a confiança no que Wall Street considera o mercado mais estável do Sudeste Asiático.
Recentemente, o Índice Composto de Jacarta caiu até 3,6%, enquanto a rupia caiu para 16.500 por dólar americano , seu ponto mais fraco desde 1º de agosto, de acordo com dados do LSEG.
Os protestos foram desencadeados pela frustração com o aumento do custo de vida, os altos salários dos legisladores e os recentes relatos de violência policial, criando uma das piores crises que o país enfrentou desde que odent Prabowo Subianto assumiu o cargo no ano passado.
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