Robby Walker, executivo de IA da Apple, deixa cargo após anos de falhas da Siri e atrasos em melhorias

A Apple enfrenta mais um revés em sua jornada de IA enquanto Robby Walker, seu principal executivo de inteligência artificial, deixa a empresa após uma série de contratempos públicos.
Anos de promessas não cumpridas
A Siri continua significativamente atrás de assistentes rivais da Google e Amazon—Walker não conseguiu reverter a estagnação tecnológica que persiste desde seu início há mais de uma década.
Investidores questionam o futuro
Com a Apple perdendo terreno na corrida de IA generativa, analistas cortam projeções de receita—porque quem precisa de um assistente inteligente quando se pode ter mais animojis?
Um lançamento futuro agora em questão
Walker teria sido transferido para supervisionar o desenvolvimento de uma nova ferramenta de busca na web com tecnologia de IA, semelhante aos produtos da Perplexity e ChatGPT.
O projeto de busca está previsto para ser lançado em 2026, mas com sua saída iminente, o cronograma para esse lançamento pode ser questionado. Walker era conhecido internamente como um defensor do potencial de longo prazo da Siri.
Em uma reunião interna em março, ele comparou o trabalho da Apple em IA a "nadar centenas de quilômetros" apenas para ser criticado por "não chegar ao Havaí", reconhecendo os atrasos, mas insistindo que o progresso foi significativo.
Um êxodo de talentos em IA
A saída de Walker ocorre após uma série de saídas de alto escalão da divisão de IA da Apple. Ruoming Pang, que liderava a equipe de modelos de IA da Apple, foi para a Meta no início deste ano, seguido por vários engenheiros e pesquisadores. Frank Chu, outro membro sênior que trabalhava na equipe de serviços de busca, também foi para a Meta.
Essa fuga de talentos intensificou as preocupações sobre a capacidade da Apple de reter os melhores talentos em IA em um momento em que rivais, como Google, Meta e Microsoft, estão acelerando com produtos avançados de IA generativa. As deserções correm o risco de esvaziar a expertise institucional da Apple, em um momento em que a demanda por recursos de IA generativa em hardware de consumo acelera.
As saídas ocorrem em um momento em que a estratégia de IA da Apple enfrenta críticas de investidores e consumidores. A empresa revelou seu conjunto de recursos "Apple Intelligence" no início deste ano, integrando grandes modelos de linguagem ao iPhone e ao Mac.
O que vem a seguir para a Apple?
Críticos apontam que a Siri, lançada em 2011, não conseguiu capitalizar uma tecnologia na qual foi pioneira há mais de uma década e agora está ficando para trás na corrida pela liderança da IA.
O desenvolvimento do sistema de busca próprio da Apple, baseado em IA, foi recebido com entusiasmo, especialmente por seu ecossistema, visto como o próximo grande passo para a gigante da tecnologia. Seu lançamento, no entanto, pode ser adiado sob a nova liderança.
Apesar dos desafios recentes, alguns investidores continuam otimistas quanto às chances da Apple virar o jogo.
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