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Dólar em queda livre: caminha para a pior perda semanal desde junho enquanto investidores apostam em cortes de juros

Dólar em queda livre: caminha para a pior perda semanal desde junho enquanto investidores apostam em cortes de juros

Published:
2025-12-26 17:33:46
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O dólar caminha para a pior perda semanal desde junho, com investidores apostando em cortes nas taxas de juros

O vento mudou. A moeda americana enfrenta sua pior semana desde junho, com os mercados já precificando uma guinada do Federal Reserve.

O que está acontecendo?

Os dados são claros: a pressão inflacionária dá sinais de arrefecimento. Os investidores não estão apenas esperando por cortes nas taxas de juros—eles estão apostando pesado neles. O sentimento no mercado de futuros virou, e o dólar está pagando o preço. A narrativa de 'juros mais altos por mais tempo' desmorona semana após semana.

Um alívio para quem?

Enquanto os tradicionalistas se contorcem, um setor respira aliviado: os ativos de risco. Historicamente, um ambiente de juros mais baixos funciona como esteróides para mercados emergentes e, claro, para ativos digitais. O capital, faminto por yield, começa a procurar alternativas fora do sistema financeiro tradicional. É um clássico: quando as portas centrais se fecham, o dinheiro encontra janelas—ou no caso atual, blockchains.

O fechamento irônico.

É quase cômico. Durante anos, os bancos centrais inflaram os balanços com quantitative easing, chamando de 'estímulo necessário'. Agora, ao sinal do primeiro corte, o mercado celebra como se fosse uma conquista, e não o reconhecimento tácito de que o remédio anterior tem efeitos colaterais brutais. A verdadeira inovação financeira, parece, sempre esteve um passo à frente da política monetária reativa.

Operadores de câmbio apostam contra o dólar com a escassez de liquidez

A queda do dólar nesta semana foi impulsionada pelo aumento da demanda por moedas sensíveis ao risco, como o dólar australiano e a coroa norueguesa, que apresentaram um desempenho superior.

No mercado de títulos, a desvalorização do dólar representou um ganho para os títulos do Tesouro americano. Os rendimentos dos títulos de 10 anos caíram cerca de três pontos-base, para 4,12%, mantendo-se em uma faixa estreita, mas indicando compras constantes. Os investidores já precificaram uma probabilidade de quase 90% de que o Fed não altere as taxas de juros na próxima reunião. No entanto, o mercado ainda espera pelo menos mais dois cortes de 0,25 ponto percentual até o final do ano, um até meados do ano e outro antes do início de 2026.

Enquanto o dólar se desvalorizava, as ações mantinham um ritmo acelerado. O S&P 500 atingiu um novo recorde histórico na sexta-feira. O Dow Jones e o Nasdaq também registravam ganhos semanais superiores a 1%. Esta é a quarta semana consecutiva de alta para o S&P nas últimas cinco, mesmo com o baixo volume de negociações após o feriado de Natal.

A sessão de quarta-feira já havia batido recordes, com o S&P atingindo novas máximas intradia e de fechamento. Os mercados americanos permaneceram fechados na quinta-feira, mas os investidores retornaram na sexta-feira, ainda impulsionados pelo bom momento.

Os investidores estão imersos no que é conhecido como o rali de Natal, aquele período de baixa atividade no final do ano que historicamente impulsiona as ações. Desde 1950, o S&P 500 apresentou um ganho médio de 1,3% durante essa janela de sete dias, segundo dados do Stock Trader's Almanac.

Tom Hainlin, estrategista nacional de investimentos da US Bank Asset Management, disse: “As pessoas estão realizando lucros aqui e ali, ou comprando em momentos de baixa, mas não há muita informação disponível. Não há resultados de lucros corporativos. Não há muitos dados econômicos, então provavelmente se trata mais de análise técnica e posicionamento estratégico para o momento atual.”

Tom também apontou para uma mudança no que está impulsionando o mercado: as ações de tecnologia não foram as responsáveis pelos ganhos mais recentes, mas sim os setores financeiro e industrial.

“Isso nos dá ainda mais confiança para 2026, mostrando que não se trata apenas do setor de tecnologia e de todos os outros setores envolvidos”, disse Tom. “O mercado como um todo está se beneficiando da reforma tributária aprovada em julho e dos cortes de juros ocorridos no quarto trimestre deste ano. Esses são fatores bastante favoráveis para 2026.”

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