Senado confirma Jared Isaacman para NASA após disputa acirrada: 67 votos a 30 selam nomeação

O placar final não deixa dúvidas: 67 a 30. Após uma batalha política que consumiu corredores e comitês, o Senado americano finalmente deu seu aval. Jared Isaacman, o bilionário que financia suas próprias missões espaciais, assume oficialmente as rédeas da agência mais icônica do planeta.
Um voto de confiança... ou de desespero?
A matemática é fria. Para cada senador que levantou objeções sobre conflitos de interesse ou falta de experiência burocrática tradicional, mais que o dobro votou a favor. A nomeação passou não por unanimidade, mas por uma margem clara de 37 votos. O argumento vencedor? Que a NASA precisa da agilidade e da mentalidade de 'missão crítica' de um veterano do setor privado, não de mais um administrador de carreira.
Isaacman não é um estranho no ninho. Ele já pilotou uma cápsula Crew Dragon até a órbita terrestre, não como passageiro, mas como comandante pagante. Sua empresa, a Shift4, processa bilhões em transações. Ele entende de risco, tecnologia e prazos impossíveis. O que ele não entende, segundo seus críticos, é a lentidão glacial e o jogo político de Washington.
O que muda no programa espacial?
Espere menos discursos sobre 'o legado da Apollo' e mais linguagem de startup. Metas agressivas para a Lua e Marte. Parcerias público-privadas não como experimento, mas como regra. E um orçamento que será espremido como um limão - os contribuintes vão adorar essa parte, ou pelo menos seus representantes no Congresso vão fingir que sim.
A era dos bilionários no comando chegou de vez. Primeiro, a Tesla na estrada. Depois, voos espaciais financiados por patrimônios pessoais. Agora, um deles senta na cadeira do administrador da NASA. É a culminação de uma tendência de décadas: quando os governos vacilam, o capital privado avança. Só esperamos que a próxima grande inovação não seja a monetização da gravidade zero ou a venda de naming rights para a Estação Espacial Internacional. Afinal, qual é o yield anual de um asteroide?
Investidores estão buscando exposição à SpaceX por meio de um ETF antes do IPO.
Enquanto Jared lutava pela vaga na NASA, uma onda paralela se formava em torno da SpaceX. Investidores individuais se apressaram para garantir até mesmo uma pequena participação na empresa privada antes de qualquer oferta pública inicial (IPO).
Essa onda de investimentos colocou o ETF ERShares Private-Public Crossover, com o código XOVR, em destaque. O fundo captou mais de US$ 470 milhões desde 8 de dezembro, o que representa mais da metade de seus ativos totais.
Um dos motivos: uma reportagem da Bloomberg afirmou que Musk pretende realizar um IPO em 2026, que poderia arrecadar mais de US$ 30 bilhões e avaliar a SpaceX em cerca de US$ 1,5 trilhão. Os investidores viam o ETF como uma das únicas maneiras, negociadas nos EUA, de acessar a empresa, já que ele detém uma pequena participação na SpaceX por meio de uma empresa de propósito específico.
O ETF adquiriu essa exposição em dezembro de 2024. A ERShares afirmou ter investido mais de US$ 20 milhões na SpaceX na época, o que conferia à participação cerca de 12% dos ativos do ETF. A SpaceX tornou-se sua primeira participação em uma empresa privada depois que o fundo mudou de nome em agosto de 2024 e adicionou empresas privadas ao seu mandato, que também inclui empreendimentos empresariais de capital aberto.
Mas, com a entrada de novos cash , a participação da SpaceX foi diluída para cerca de 4% dos ativos. Os dados mostram que agora ela está atrás da Nvidia, Meta e Maplebear.
Dave Nadig, chefe de pesquisa da ETF.com, afirmou que o fundo avalia suas ações da SpaceX em US$ 185. "Esse preço está muito abaixo do que é mostrado nos mercados secundários", observou. Essa baixa cotação mantém a participação pequena e dificulta que o ETF compre mais ações sem atualizar o preço.
Se a SpaceX fosse listada a US$ 420, o preço usado em uma recente venda secundária, o valor patrimonial líquido do fundo aumentaria cerca de 4%. Mas Nadig alertou que muitos investidores podem não ficar com todo o lucro, pois os compradores tardios podem ver seus retornos diminuírem quando os vendedores saírem após o IPO.
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