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Especialistas em criptomoedas rebatem New York Times: alegações sobre favorecimento regulatório de Trump são ’desconexas da realidade’

Especialistas em criptomoedas rebatem New York Times: alegações sobre favorecimento regulatório de Trump são ’desconexas da realidade’

Published:
2025-12-15 10:39:00
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Especialistas em criptomoedas criticam alegações do New York Times sobre favorecimento regulatório de Trump.

O setor reage com ceticismo profissional às narrativas tradicionais.

Um recente artigo do New York Times sugerindo que a administração Trump ofereceu um tratamento regulatório excepcionalmente favorável ao setor de criptomoedas encontrou resistência imediata entre analistas e veteranos do mercado. Especialistas apontam que a narrativa simplifica um cenário regulatório complexo e em evolução, ignorando movimentos bipartidários e pressões de mercado globais que moldam o ambiente muito além de qualquer figura política isolada.

Uma análise fria dos fatos

Críticos da reportagem argumentam que ela confunde correlação com causalidade. A expansão do setor durante o período citado coincide com ciclos de adoção tecnológica e inovações em infraestrutura financeira – como a explosão das finanças descentralizadas (DeFi) e o amadurecimento de soluções de custódia institucional – fatores que operam independentemente de ciclos eleitorais. A ideia de que um único mandato presidencial poderia 'domar' ou direcionar um ecossistema global e descentralizado é vista como uma leitura ingênua, digna dos mesmos analistas que previam o fim do Bitcoin uma dúzia de vezes.

O verdadeiro motor: inovação versus burocracia

O consenso entre os profissionais é claro: a trajetória das criptomoedas é impulsionada pela demanda do usuário final e pela fuga de capital para ativos de fronteira, não por decretos regulatórios. Enquanto a burocracia debate terminologia, os desenvolvedores constroem a próxima geração da internet do valor. A regulamentação, quando vem, tenta correr atrás do prejuízo tecnológico, não o antecipa. Focar excessivamente em Washington ou em qualquer outra capital é perder o panorama global – e o fato de que, para muitos investidores, a principal 'regulação' desejada continua sendo a do código aberto e da matemática, não a de comissões com agendas políticas mutáveis.

O fechamento irônico: se há um favorecimento real, ele não está em salas de reuniões governamentais, mas no fluxo constante de capital que vota com a carteira digital, ignorando tanto manchetes alarmistas quanto promessas políticas. O mercado, como sempre, tem o veredito final – e ele raramente lê o jornal.

Reportagem do NYT aborda mudanças problemáticas na regulamentação de criptomoedas pela SEC

investigação do The Times detalhou como a SEC suavizou ou abandonou diversas ações de fiscalização após o retorno de Trump à Casa Branca. Entre elas, um processo federal contra uma empresa de criptomoedas operada pelos gêmeos bilionários Wink Levoss.

Segundo a reportagem, o caso vinha sendo investigado de forma agressiva antes da posse de Trump, mas foi efetivamente paralisado assim que o novo governo assumiu o poder. A publicação também citou a decisão da SEC de arquivar o processo contra Binance depois que a equipe do ex-presidente Gary Gensler acusou a corretora de violar as leis de valores mobiliários dos EUA. 

Em outro exemplo, a agência reduziu uma multa imposta judicialmente à Ripple Labs após uma batalha legal de anos, um esforço que o Times considerou uma tentativa de amenizar o impacto financeiro sobre a empresa, observando também que é altamente incomum a SEC recuar em mais de 60% dos casos de um mesmo setor em um período de poucos meses.

No entanto, segundo Thorn, da Galaxy, o relatório ignorou a dinâmica política da administração anterior e exagerou os “interesses pessoais de Trump”. Ele argumentou que a postura regulatória da administração Biden contou com a participação de figuras partidárias cujas nomeações teriam sido resultado de um suposto acordo político entre o ex-dent Joe Biden e a senadora Elizabeth Warren durante a campanha de 2020.

“Entre esses partidários estavam funcionários de órgãos reguladores que imediatamente se dirigiram a organizações sem fins lucrativos alinhadas a Warren, como a Better Markets e a Consumer Federation of America, incluindo autoridades entrincheiradas dentro dos órgãos reguladores bancários, que agora foram expostas por visar indevidamente setores legais”, avaliou Thorn.

A própria SEC rejeitou as acusações de favorecimento político. Em comunicado, a agência afirmou que tais considerações “não tiveram nada a ver” com a sua atuação em questões de fiscalização de criptomoedas. 

Líderes de opinião do setor: Culpar Trump por mudar o controle regulatório sobre as criptomoedas é uma loucura

Em sua análise do artigo do NYT, Thorn criticou duramente a interpretação do Times sobre a mudança de postura regulatória da SEC em relação às criptomoedas, escrevendo: “A ideia de que a mudança regulatória em relação às criptomoedas no último ano se deve de alguma forma ao interesse pessoaldent, e não ao fato de a postura regulatória anterior ser absolutamente INSANA. Esse tipo de reportagem pressupõe que o leitor esteja desinformado, o que, infelizmente, acontece com muitos.”

Os comentários de Thorn foram corroborados por Paul Grewal, diretor jurídico da Coinbase, que apontou para uma linguagem presente na própria reportagem do Times que parecia contradizer o título. 

“Aprecio a franqueza do repórter nos comentários da versão online da matéria: 'não encontramos evidências de que as empresas tenham tentado influenciar os processos contra elas por meio de doações ou laços comerciais com a família Trump'. Isso demonstra que a manchete e a narrativa geral são ainda mais distorcidas”, escreveu o advogado.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, respondendo às alegações da senadora Warren de que a família Trump usou o Salão Oval para negociações com informações privilegiadas, disse que as políticas estavam "cumprindo a dent de tornar os Estados Unidos a capital mundial das criptomoedas e uma oportunidade econômica para todos os americanos".

Paul Atkins, o recém-nomeado presidente da SEC, reiterou que a agência "acabaria com a regulação por meio da aplicação da lei", um termo usado para criticar a era Biden. 

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