Índia prende nove por operações ilegais com criptomoedas - fiscalização se intensifica

O mercado cripto global enfrenta mais um capítulo regulatório. Autoridades indianas fecharam o cerco contra operações financeiras não autorizadas no ecossistema digital.
Nove indivíduos foram detidos - a cifra oficial revela o alcance da ação. As acusações giram em torno de atividades com criptoativos que violavam a estrutura legal local, um sinal claro de que os órgãos fiscalizadores estão ajustando suas lentes para o setor.
O que isso significa para o mercado?
Operações pontuais como esta não são novidade, mas seu ritmo está acelerando. Cada intervenção serve de termômetro para o amadurecimento regulatório global - e de lembrete para quem ainda acha que cripto é terra sem lei. A Índia, com seu mercado massivo e ambivalente relação com ativos digitais, torna-se mais um laboratório de como os governos tentam domesticar a descentralização.
Enquanto isso, nas mesas de trading, a reação é quase um bocejo coletivo. A notícia mal arranha o preço do Bitcoin - porque, no fim do dia, para o mercado, reguladores perseguindo marginais é só mais uma confirmação de que o sistema tradicional finalmente percebeu que estamos aqui. E que, diferentemente dos bancos que precisam de resgates bilionários, nossa maior 'crise' são nove caras sendo presos por burlar regras que nem existiam cinco anos atrás.
A polícia indiana prendeu nove suspeitos por atividades ilegais com criptomoedas.
Segundo a polícia, os quatro suspeitos presos na primeira operação foramdentcomo Sultan Salim Shaikh, Sayed Ahmad Choudhary, Satish Kumar e Tushar Maliya. Durante o interrogatório, os acusados revelaram que faziam parte de uma quadrilha de fraudes em grande escala, que realizava atividades fraudulentas sob as ordens de um alto funcionário da organização. Os suspeitos alegaram que costumavam mudar de localização para evitar as batidas policiais e serem descobertos.
Durante o interrogatório, Shaikh revelou que abriu uma conta corrente em um banco alguns meses antes, a mando de um intermediário, que lhe prometeu uma comissão de 25% sobre qualquer transação realizada por meio da conta. Ele também confessou saber que a conta bancária estava sendo usada para atividades criminosas, observando que recebeu um telefone celular como parte do acordo com o intermediário da conta.
Segundo o delegado Vinit Kumar, da Divisão de Operações de Segurança Interna (IFSO), após análise da conta bancária, constatou-se que o suspeito a abriu com um depósito inicial de 25.421 rúpias e a vinha utilizando para atividades fraudulentas desde então. Entre 21 e 26 de novembro, foram realizadas mais de 10.423 transações na conta, totalizando 52,4 milhões de rúpias. A polícia realizou buscas subsequentes, que resultaram na prisão de mais cinco suspeitos: Shivam, Parbhu Dayal, Suresh Kumar Kumawat, Tarun Sharma e Sunil.
As autoridades alertam os autores para que desistam.
As autoridades alegaram que Kumawat se tornou um elo importante entre os fornecedores de contas e os líderes do sindicato. Ele era responsável pela lavagem de dinheiro ilícito através de canais hawala. O rastro do dinheiro também envolvia transações em que cash era sacado e pago a operadores peer-to-peer que enviavam aos criminosos ativos digitais, sempre na forma de USDT (Trusted Bitcoin Trader) da Tether. Os criminosos, então, repassavam o USDT para aqueles que ditavam as regras no topo da quadrilha.
A polícia afirmou que as investigações continuam em andamento, pois pretendem chegar à raiz do problema. Também emitiram um alerta aos criminosos ainda foragidos, instando-os a desistir de seus atos antes que a lei os alcance. A polícia indiana também emitiu diversos alertas aosdentpara que tomem cuidado, pois esses criminosos estão desenvolvendo métodos cada vez mais sofisticados para atacá-los e roubar seus fundos.
crimes relacionados a criptomoedas na Índia está em ascensão, e as autoridades estão tomando medidas para prender o máximo possível de criminosos. Em um caso semelhante, um transportador alegou ter sido vítima de um golpe de 1,6 milhão de rúpias após ser apresentado a um falso investimento em criptomoedas operado por meio de um site fraudulento. A vítima foi contatada pelo WhatsApp por uma mulher que prometeu apresentá-lo a um esquema de investimento com altos rendimentos. Após algumas conversas, ele enviou os fundos e, depois de um tempo, descobriu que não conseguia sacar o dinheiro.
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