Oracle dispara: receita com nuvem cresce 34% para US$ 7,98 bi e infraestrutura salta 68% para US$ 4,08 bi

Os números da Oracle não são apenas bons – são um sinal de que a guerra pela nuvem corporativa está longe do fim. Enquanto os gigantes dominam as manchetes, um veterano do setor acaba de mostrar que ainda tem cartas na manga.
O motor da infraestrutura dispara
O crescimento de 68% na receita de infraestrutura, atingindo US$ 4,08 bilhões, é o verdadeiro destaque. Isso não é crescimento incremental; é uma corrida. Indica que as empresas não estão apenas migrando aplicativos antigos, mas construindo cargas de trabalho novas e críticas em sua plataforma – um voto de confiança caro.
A nuvem consolida seu domínio
Com a receita de nuvem subindo 34% para US$ 7,98 bilhões, fica claro que o modelo de assinatura está engolindo o mundo do enterprise software. Não se trata mais de 'se', mas de 'quanto' e 'quão rápido'. A base recorrente está se expandindo, criando um fosso cada vez mais difícil de cruzar para os concorrentes.
O que os analistas (talvez) estão perdendo
Esses números falam de uma captura de valor em duas frentes: a migração contínua para a nuvem e a demanda insaciável por poder de computação para alimentar tudo, desde IA até blockchain. Enquanto o mercado tradicional se preocupa com múltiplos de P/L, a Oracle está construindo uma máquina de receita recorrente que faria qualquer gestor de hedge fund sorrir – entre um mergulho no iate, é claro.
O veredito? Em um setor obcecado pelo próximo grande lançamento, a execução sólida em negócios fundamentais ainda paga as contas. E, pelo visto, paga muito bem.
Investidores questionam gastos à medida que a construção de data centers se acelera.
A Oracle construiu sua estratégia de nuvem com base em sua antiga infraestrutura de banco de dados e, em seguida, buscou atrair grandes nomes da computação moderna. A expansão atual está intimamente ligada à construção de um grande data center destinado a suportar cargas de trabalho de IA para a OpenAI .
Entre os principais clientes da plataforma estão o TikTok, da ByteDance, e a Meta Platforms. Esses clientes ajudam a explicar o aumento na demanda por infraestrutura, mesmo com o crescente questionamento sobre o custo de manter esses sites funcionando ininterruptamente.
A pressão sobre os gastos ficou evidente no trimestre. Os investimentos de capital atingiram cerca de US$ 13 bilhões, ante US$ 8,5 bilhões no período anterior. Em setembro, a empresa havia projetado um investimento de capital de US$ 35 bilhões para o ano todo. Os analistas previam apenas US$ 8,25 bilhões para o último trimestre, o que ampliou a diferença entre as expectativas e o valor efetivamente gasto. O maior desembolso reflete os compromissos com terrenos, energia, hardware e rede vinculados a diversos novos locais alugados para expandir a capacidade de computação. Esses locais visam atender à demanda por IA que ainda não se converteu totalmente em vendas contabilizadas.
O CEO Clay Magouyrk afirmou : "A Oracle é excelente em construir e operar data centers em nuvem de alto desempenho e baixo custo", acrescentando que a automação permite a construção e operação de mais sites em escala. As ações caíram 5% no pregão estendido, após fecharem a US$ 223,27 em Nova York. Os papéis acumulam queda de cerca de um terço desde 10 de setembro, quando o entusiasmo em torno da unidade de nuvem impulsionou a empresa a um recorde histórico. Este relatório também foi o primeiro desde que Safra Catz passou o cargo de CEO para Magouyrk e Mike Sicilia.
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