Tajiquistão Declara Guerra à Mineração Ilegal de Criptomoedas: O Que Isso Significa para o Mercado?

As autoridades tajiques estão fechando o cerco. Uma nova ofensiva legislativa transforma a mineração de criptomoedas não autorizada em um crime com consequências severas. O movimento marca uma virada radical na postura do país em relação ao setor.
O Código Penal Recebe um Novo Capítulo
O governo não está apenas impondo multas. A atividade agora figura no Código Penal, com penas que podem incluir prisão. A medida visa combater o uso não regulamentado da infraestrutura energética nacional e supostas perdas fiscais. Um porta-voz do governo descreveu a ação como 'necessária para proteger os recursos do Estado'.
Um Golpe na Sombra ou um Chamado à Ordem?
Para alguns observadores, a criminalização é um passo esperado na maturação do mercado global. Nações estão definindo fronteiras claras, separando operações legítimas das clandestinas. Para outros, soa como mais uma tentativa de controle estatal sobre um setor que, por natureza, desafia intermediários tradicionais. Afinal, qual governo realmente abraça uma tecnologia que pode tornar seu próprio sistema de taxação obsoleto?
O Efeito Dominó nos Mercados Emergentes
A decisão do Tajiquistão é mais um sinal de um fenômeno global: a regulamentação chegou para ficar. Enquanto isso, os mineradores legais no país provavelmente respiram aliviados, vendo a concorrência desleal ser varrida do mapa. O mercado reage a essas notícias com um misto de apreensão e alívio – apreensão pela repressão, alívio pela clareza. No fim, como sempre, o preço é quem dita a próxima jogada.
O Tadjiquistão combaterá a mineração ilegal com multas e penas de prisão.
O governo do Tadjiquistão está introduzindo punições criminais e multas para o consumo não autorizado de eletricidade para a cunhagem de moedas digitais.
Segundo informações da mídia local, emendas legislativas recentemente aprovadas pelo parlamento bicameral do país da Ásia Central foram divulgadas.
Um artigo que tipifica o “uso ilegal de eletricidade para a produção de ativos virtuais” foi adicionado ao Código Penal do país, informou o portal Asia-Plus nesta terça-feira.
Segundo as suas disposições, os indivíduos que utilizam equipamentos de mineração em desacordo com a lei estão sujeitos a uma multa entre 15.000 e 37.000 somoni (aproximadamente US$ 1.600 a US$ 4.000).
No caso de um grupo organizado, seus membros serão multados em até 75.000 somoni (um pouco mais de US$ 8.000). Eles também poderão enfrentar pena de prisão de dois a cinco anos.
O furto de energia elétrica em "escala especialmente grande" com o mesmo propósito acarretará penas mais longas – de cinco a oito anos de prisão, detalhou o veículo de notícias.
Ao apresentar a proposta ao parlamento, o Procurador-Geral do Tadjiquistão, Habibullo Vohidzoda, destacou que o roubo de energia elétrica por meio de fazendas de criptomoedas causou escassez em diversas cidades e regiões.
O fenômeno levou as autoridades a impor restrições ao fornecimento de eletricidade e “criou condições propícias à prática de diversos crimes”, explicou o oficial. Ele também teria declarado:
“A circulação ilegal de ativos virtuais facilita uma série de crimes, como furto de energia elétrica, danos materiais ao Estado, lavagem de dinheiro e outros delitos.”
Vohidzoda destacou os inúmeros casos de fazendas de criptomoedas encontradas conectadas ilegalmente à rede elétrica em toda a antiga república soviética, observando que várias investigações já foram iniciadas.
O procurador alegou que a operação ilícita de equipamentos de mineração com alto consumo de energia no Tadjiquistão é responsável por um prejuízo financeiro para o Estado.
Ele também observou que alguns dos indivíduos envolvidos estavam importando equipamentos para cunhagem de moedas do exterior, infringindo novamente a lei nacional.
As alterações aprovadas visam também prevenir a evasão fiscal por parte daqueles que se dedicam à mineração de criptomoedas, observou Shukhrat Ganizoda, membro do parlamento tajique.
As alterações entrarão em vigor após a aprovação do projeto de lei, que será sancionado pelo presidente dent Rahmon e publicado no Diário Oficial do Tadjiquistão.
Mineiros são responsabilizados pela escassez de energia em toda a região.
Nações da Ásia Central e do antigo espaço soviéticotracmineradores Bitcoin após a decisão de Pequim de impor uma proibição à mineração de criptomoedas alguns anos atrás.
Entre eles estão o Cazaquistão, potência econômica regional, e a Rússia, que faz fronteira com o país ao norte. Em ambas as nações, os mineradores de criptomoedas foram responsabilizados pela escassez de energia elétrica.
O Cazaquistão lidou com o problema introduzindo regulamentações rigorosas e aumentando as tarifas de eletricidade para as empresas de mineração. Recentemente, o país suspendeu algumas restrições ao setor.
A Federação Russa, que só recentemente legalizou a mineração de criptomoedas ao adotar legislação específica em 2024, ainda está tentando conter o problema.
Desde o início do ano, Moscou proibiu ou limitou a mineração em mais de 10 regiões com alta concentração de fazendas de criptomoedas.
No início desta semana, o vice-primeiro-ministro Alexander Novak anunciou que o governo russo pretende criminalizar as atividades de mineração ilegal, conforme noticiado pelo Cryptopolitan.
No mês passado, o Quirguistão, vizinho do norte do Tadjiquistão, fechou todas as instalações de mineração de criptomoedas que operavam em seu território, alegando defi durante os meses frios de inverno.
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