Hong Kong avança com 3ª emissão de títulos verdes em blockchain: multi-moeda e disruptivo

Hong Kong está prestes a sacudir os mercados financeiros tradicionais - e desta vez, a blockchain está no assento do motorista.
O governo anunciou planos para seu terceiro lote de títulos verdes digitais, desta vez em quatro moedas diferentes. Porque ficar só no dólar de Hong Kong seria muito... convencional?
Os detalhes:
- Tecnologia blockchain garantindo rastreabilidade imutável
- Multi-moeda: diversificação sem pedir permissão aos bancos
- Mesmo discurso 'verde' de sempre, mas agora com um ledger distribuído para provar
Enquanto os bancos tradicionais ainda debatem protocolos de KYC, Hong Kong está construindo a infraestrutura financeira do século 21. Ironicamente, com tecnologia que esses mesmos bancos juraram que nunca funcionaria.
O takeaway? Quando até os governos abraçam a disrupção, o velho sistema financeiro pode começar a parecer tão relevante quanto um cheque em papel.
Títulos digitais em Hong Kong
Segundo diversas fontes, o governo de Hong Kong está comercializando seu terceiro lote de títulos verdes "nativos digitais". Esses títulos são instrumentos de dívida emitidos, negociados e liquidados por meio de plataformas blockchain ou DLT (Distributed Ledger Technology).
São chamados de títulos verdes porque os recursos são direcionados, ou pelo menos rotulados, para projetos ambientalmente amigáveis ou relacionados ao clima. Esse rótulo é parte do atrativo para investidores nos setores ambiental, social e de governança (ESG).
Esses títulos estarão disponíveis em USD, HKD, EUR e CNY offshore. O preço dos títulos poderá ser definido já na segunda-feira, segundo fontes.
Antes disso, Hong Kong já havia emitido pelo menos dois títulos digitais desde 2023. A plataforma DLT, que será responsável pela emissão, negociação e liquidação desses títulos, será fornecida pelo HSBC Holdings Plc.
A ascensão dos ativos tokenizados
Hong Kong parece estar se posicionando para aproveitar o crescente interesse em ativos tokenizados. A cidade já possui uma basetronde emissão de títulos internacionais tradicionais, que representa cerca de 30% das emissões de títulos internacionais na Ásia. Ativos tokenizados, como títulos mobiliários, stablecoins e infraestrutura cripto, podem então alavancar essa base e expertise.
A emissão de títulos baseada em blockchain ou DLT (Distributed Ledger Technology) pode oferecer liquidação mais rápida, maior transparência e custos potencialmente menores, em comparação com os títulos tradicionais, e a emissão de títulos em múltiplas moedas permite a participação de investidores globais, apoiando a ambição de Hong Kong de se tornar um centro financeiro.
Para que a iniciativa seja bem-sucedida, Hong Kong precisará desenvolver um arcabouço legal e regulatório claro para títulos tokenizados. Os sistemas existentes são projetados apenas para títulos tradicionais e geram preocupações para os investidores.
Hong Kong também precisa atrair investidores em detrimento de concorrentes de outras jurisdições, como Singapura e Dubai.
Pelo menos seis emissões de títulos digitais por empresas em Hong Kong captaram cerca de US$ 1 bilhão, sendo que quatro delas atingiram esse marco este ano. Entre as emissoras estão empresas chinesas com apoio estatal, como a Shenzhen Futian Investment Holdings e o Shandong Hi-Speed Holdings Group.
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