Méliuz faz movimento ousado e anuncia compra de R$ 150 milhões em Bitcoin
A brasileira Méliuz acaba de entrar no radar dos investidores de cripto com um anúncio bombástico: vai alocar mais R$ 150 milhões em Bitcoin. Uma jogada que mistura audácia com um pé no futuro - ou será desespero para fugir da inflação?
Enquanto bancos tradicionais ainda discutem regulamentação, empresas como a Méliuz estão escrevendo as regras do novo mercado financeiro. O timing? Impecável, como sempre (ou quase nunca) acontece quando o assunto é cripto.
Restrinja-se quem acha que o Bitcoin é só um ativo volátil. Para algumas empresas, virou reserva de valor - e peça de marketing. Agora é torcer para que a aposta não vire um ’ensinamento caro’ nos próximos balanços trimestrais.

A empresa brasileira Méliuz anunciou nesta terça, 20, que vai comprar mais Bitcoin. Desse modo, após se tornar a primeira Bitcoin Strategy Company do Brasil, a destacou que pretende investir mais R$ 150 milhões em Bitcoin.
De acordo com um comunicado divulgado aos investidores, o valor poderá ser ainda maior, dependendo da demanda do mercado. Assim, a publicação destaca que o BTG Pactual coordenará a captação, que poderá ocorrer via emissão de dívida conversível ou oferta pública de ações.
Desse modo, a empresa explica que a decisão dependerá de fatores como as condições do mercado e o interesse dos investidores.
Além disso, a empresa explicou que a nova rodada de captação tem um único objetivo: comprar Bitcoin, assim como as captações da Strategy.
Méliuz vai comprar mais Bitcoin

Dessa forma, o movimento segue a linha iniciada em março de 2025, quando a Méliuz adquiriu 45,72 BTC, marcando sua estreia na estratégia de reserva de criptomoedas. Já em maio deste ano, a empresa comprou mais 274,52 BTC, totalizando 320,25 unidades de Bitcoin no caixa corporativo.
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‘Vamos maximizar a quantidade de Bitcoin por ação’, declarou o Méliuz ao justificar sua mudança de modelo de negócios.
Com isso, a companhia formalizou a alteração do seu objeto social em Assembleia Geral Extraordinária, permitindo investimentos diretos em criptoativos como parte de sua missão corporativa.
Desse modo, a nova emissão poderá incluir bônus de subscrição e envolver ou não esforços de colocação internacional, conforme as regras da Resolução CVM nº 160. A empresa estuda dois caminhos: oferta de títulos de dívida, que podem ser convertidos em ações, ou uma nova oferta pública de ações ordinárias.
Nos bastidores, fontes alegam que o entusiasmo de uma reserva de Bitcoin cresceu após o encontro entre Israel Salmen, CEO da Méliuz, e Michael Saylor, fundador da Strategy. Salmen também ingressou na iniciativa ‘Bitcoin For Corporations’, que incentiva empresas a adotarem o BTC como reserva patrimonial.
Bitcoin e criptomoedas
No entanto, o histórico da Méliuz com criptoativos começou ainda em 2021, quando a empresa comprou o AlterBank, um banco digital com foco em Bitcoin e Ethereum. Na sequência, adquiriu a Acesso Bank (hoje Bankly) e lançou serviços integrados de compra, venda e cashback em Bitcoin.
Além disso, o programa de cashback em Bitcoin se consolidou como diferencial competitivo da Méliuz. De acordo com Claret Sabioni, Head de Cripto da empresa, o usuário acumula créditos e os converte em BTC sem pagar taxas, o que reforça o engajamento com o ecossistema.

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