Ações dos EUA despencam em 2025 após dados fracos do mercado de trabalho e novas tarifas de Trump
- Como os índices das bolsas dos EUA performaram?
- O que há de tão ruim nos dados de emprego?
- Quais setores foram mais atingidos?
- E na Europa, como ficou a situação?
- O que Trump tem a ver com isso?
- O que isso significa para os juros nos EUA?
- O que os especialistas estão dizendo?
- Perguntas frequentes sobre a queda do mercado
Nesta sexta-feira, os mercados financeiros globais foram sacudidos por uma combinação perigosa: dados decepcionantes do emprego nos EUA e o anúncio de novas tarifas comerciais pelo ex-presidente Donald Trump. O resultado foi um dos piores dias para as bolsas americanas neste ano, com quedas generalizadas em todos os principais índices.
Como os índices das bolsas dos EUA performaram?
Os números foram feios para os investidores. O Dow Jones Industrial Average caiu 640 pontos, uma queda de 1,4%. O S&P 500 não ficou atrás, recuando 1,6%, enquanto o Nasdaq Composite foi o mais atingido com uma queda de 2,1%. Foi como se alguém tivesse puxado o tapete sob os pés dos traders - todo mundo correu para reduzir exposição a riscos assim que os números saíram.
O que há de tão ruim nos dados de emprego?
O relatório de emprego de julho foi um balde de água fria. Apenas 73 mil novas vagas foram criadas, muito abaixo das 100 mil que os economistas esperavam. Para piorar, os meses anteriores foram revisados para baixo. O mercado de trabalho parece estar desacelerando rápido - em julho, as empresas anunciaram 62.075 cortes de empregos, um aumento assustador de 140% em relação ao ano passado. Desde o início de 2025, já são mais de 800 mil demissões anunciadas, o maior número para o período desde 2020.
Quais setores foram mais atingidos?
Os bancos levaram a pior. Ações do JPMorgan Chase despencaram quase 4%, com Bank of America e Wells Fargo perdendo mais de 3% cada. O medo é simples: menos empregos significa menos gente pegando empréstimos. Empresas industriais como GE Aerospace e Caterpillar também sofreram, caindo cerca de 3% cada.
E na Europa, como ficou a situação?
Curiosamente, a inflação europeia trouxe alguma surpresa positiva, ficando em 2% em julho, ligeiramente acima do esperado. Mas isso não impediu o Stoxx 600 de cair 1,8%, seu pior dia desde abril. Bancos europeus caíram quase 3%, e ações de viagens derreteram 2,7%.
O que Trump tem a ver com isso?
O ex-presidente voltou a causar turbulência com novos anúncios de tarifas comerciais contra vários países. O dólar levou um tombo, com o Bloomberg Dollar Spot Index caindo 1%. O iene japonês aproveitou para subir 2,2%, enquanto o euro ganhou mais de 1%.
O que isso significa para os juros nos EUA?
Aqui está a reviravolta interessante. Antes dos dados, o presidente do Fed, Jerome Powell, dizia que não via razão para cortar juros em setembro. Mas depois do relatório, o mercado começou a apostar pesado no oposto - as chances de um corte saltaram de 40% para 75,5% em um dia! Beth Hammack, do Fed de Cleveland, admitiu que os números foram "decepcionantes", mas alertou contra reações exageradas.
O que os especialistas estão dizendo?
Jimmy Cramer, o conhecido comentarista do CNBC, foi direto ao ponto: "Temos quase nenhum crescimento de empregos e os salários não sobem. Então você tem que cortar [juros]". Ele ainda cutucou Powell: "Jay, você não deveria ter esperado". Enquanto isso, os títulos do Tesouro americano refletiam o clima, com yields caindo para cerca de 4,25%, o menor nível em quase um mês.
Perguntas frequentes sobre a queda do mercado
Por que os dados de emprego afetam tanto o mercado?
O mercado de trabalho é um dos principais termômetros da economia. Quando os números decepcionam, os investidores temem uma desaceleração econômica, o que geralmente leva a vendas de ações.
As novas tarifas de Trump vão impactar muito a economia?
Historicamente, medidas protecionistas tendem a criar volatilidade nos mercados. O real impacto dependerá da resposta dos outros países e de como as empresas se adaptam.
O Fed realmente vai cortar juros agora?
O mercado está precificando essa possibilidade, mas o Fed pode esperar mais dados antes de tomar uma decisão. Lembre-se que o banco central americano valoriza muito a inflação, que ainda não está totalmente controlada.