Tether Anuncia Fim do Suporte a USDT em 5 Blockchains "Heranças": O Que Isso Significa para o Mercado?
- Por que a Tether está removendo o USDT dessas blockchains?
- Quais são as blockchains afetadas e como migrar seus USDT?
- Como a Tether está se reposicionando no mercado DeFi?
- Perguntas Frequentes
A Tether, emissora da maior stablecoin do mundo, decidiu descontinuar o suporte ao USDT em cinco blockchains consideradas "heranças" a partir de 1º de setembro. A medida visa otimizar recursos e focar em redes com maior adoção, como TRON e Ethereum. Embora o impacto seja limitado (apenas 0,06% do suprimento total de USDT está nessas redes), a decisão reflete a evolução do ecossistema DeFi e a busca por escalabilidade. Este artigo detalha os motivos por trás da mudança, as alternativas para os detentores afetados e como a Tether planeja expandir sua presença em Layer 2s competitivas.
Por que a Tether está removendo o USDT dessas blockchains?
A Tether justifica a decisão como uma "otimização estratégica". As cinco redes afetadas – Omni Layer, Bitcoin Cash SLP, Kusama, EOS e Algorand – representam juntas apenas US$ 93 milhões em USDT, menos de 0,1% dos US$ 160 bilhões em circulação. Para Paulo Ardoino, CEO da Tether, "o suporte a essas chains herdadas consome recursos que poderiam impulsionar inovações em plataformas com maior atividade de desenvolvedores e engajamento comunitário".
Dados do CoinGlass mostram que, enquanto o TRON processa mais de 2 milhões de transações diárias com USDT, a rede EOS mal ultrapassa 1.000 – uma diferença abissal que explica a mudança. "É como manter estações de trem em vilarejos fantasmas", compara um analista da BTCC.
Quais são as blockchains afetadas e como migrar seus USDT?
Confira o detalhamento das redes e os valores remanescentes:
| Blockchain | USDT Circulante | % do Total |
|---|---|---|
| Omni Layer | US$ 87 milhões | 0,054% |
| EOS | US$ 4,3 milhões | 0,002% |
| Algorand | US$ 841 mil | 0,0005% |
| Kusama | US$ 239 mil | 0,0001% |
| Bitcoin Cash SLP | US$ 1 milhão | 0,0006% |
Os detentores têm até 31 de agosto para:
- Trocar os tokens por USDT em outras redes através de bridges autorizadas
- Solicitar resgate direto à Tether (com taxas variáveis)
- Negociar em exchanges como a BTCC que ainda oferecem pares nessas redes
Como a Tether está se reposicionando no mercado DeFi?
A estratégia tem dois eixos:
1. Consolidação em redes dominantes: TRON (US$ 57 bi em USDT) e Ethereum (US$ 52 bi) concentrarão 90% das emissões. Só em 2025, a Tether cunhou US$ 22 bilhões adicionais no TRON.
2. Expansão para Layer 2s: A empresa avalia novas chains como Base e Arbitrum, onde o USDC tem vantagem. "Queremos replicar nosso sucesso no TRON nesses ecossistemas emergentes", revelou Ardoino em entrevista ao CoinDesk.
Curiosamente, enquanto o USDT cresceu 2,42% no último mês, o USDC teve alta de 2,01% – sinal de que a "guerra das stablecoins" está longe do fim.
Perguntas Frequentes
Meus USDT em EOS ficarão inacessíveis após 1º de setembro?
Não exatamente. Os tokens permanecerão em sua carteira, mas não poderão ser movimentados ou resgatados diretamente com a Tether. Você precisará usar bridges de terceiros.
Por que a Algorand está na lista sendo uma blockchain moderna?
Apesar da tecnologia avançada, a Algorand não conquistou tração significativa no ecossistema DeFi. Seu volume diário de USDT é 300x menor que o do TRON, segundo dados do TradingView.
A Tether planeja suportar outras blockchains no futuro?
Sim, mas com critérios rigorosos: atividade de desenvolvedores, TVL (valor total bloqueado) acima de US$ 200 milhões e integração com principais exchanges. Redes como Solana e Polygon são candidatas naturais.