Visa e Bridge Expandem Programa de Cartões em Stablecoins para Mais de 100 Países em 2026
- Como Visa e Bridge estão democratizando o acesso a stablecoins?
- Por que os pagamentos em stablecoins estão crescendo exponencialmente?
- Qual a inovação no sistema de liquidação da Visa?
- Quais os impactos dessa expansão para o ecossistema financeiro?
- Perguntas Frequentes
Em um movimento ambicioso, Visa e Bridge anunciaram a expansão global de seu programa de cartões vinculados a stablecoins, alcançando mais de 100 países até o final de 2026. Esta iniciativa representa um marco significativo na adoção de criptomoedas para pagamentos cotidianos, com potencial para revolucionar as transações transfronteiriças e a inclusão financeira. Detalhamos abaixo os principais aspectos desta expansão, incluindo dados recentes sobre o uso de stablecoins em mercados emergentes e a integração pioneira de blockchain na infraestrutura da Visa.
Como Visa e Bridge estão democratizando o acesso a stablecoins?
No dia 3 de março de 2026, as empresas revelaram que o programa - atualmente disponível em 18 países através da infraestrutura da Bridge (subsidiária da Stripe) - será estendido para Europa, Ásia-Pacífico, África e Oriente Médio. Os portadores poderão liquidar compras diretamente em stablecoins em 175 milhões de estabelecimentos Visa globais. Plataformas como Phantom e MetaMask já utilizam esta solução, transformando stablecoins em moeda de uso corrente.
Por que os pagamentos em stablecoins estão crescendo exponencialmente?
O relatório "Stablecoin Utility Report 2026" (YouGov/BVNK) revela dados impressionantes: 60% dos usuários de cripto em mercados emergentes detêm stablecoins, índice que salta para 79% na África. Comparativamente, em economias desenvolvidas (EUA, Reino Unido), 45% dos usuários mantêm reservas médias de US$1.000 em stablecoins - valor 12x maior que a média de US$85 nos mercados emergentes. A pesquisa com 4.600 participantes de 15 países identificou que 77% adotariam carteiras de stablecoins se oferecidas por seus bancos.
Qual a inovação no sistema de liquidação da Visa?
Através de parceria com Lead Bank (participante do piloto Visa desde início de 2026), as transações agora podem ser liquidadas diretamente em blockchains compatíveis - substituindo processos bancários tradicionais. Zach Abrams, CEO da Bridge, enfatiza: "Estamos em um projeto plurianual para ajudar empresas a dominar sua situação financeira". Cuy Sheffield da Visa complementa: "Integramos a velocidade e transparência das stablecoins no processo de liquidação".
Quais os impactos dessa expansão para o ecossistema financeiro?
Esta iniciativa consolida três tendências irreversíveis: (1) Redução de custos em remessas internacionais, (2) Maior eficiência na reconciliação de pagamentos via blockchain, e (3) Preparação da infraestrutura Visa para lidar com trilhões em transações com stablecoins. Dados do CoinMarketCap mostram que o volume agregado de stablecoins já supera US$150 bilhões em março de 2026, com crescimento médio de 30% ao ano desde 2023.
Perguntas Frequentes
Quais países terão acesso prioritário à expansão?
Prioridade para nações com alta adoção de criptomoedas como Nigéria, Vietnã, Brasil e Filipinas, além de centros financeiros como Singapura e Dubai.
Como funcionam as taxas nas transações com stablecoins?
Em média 60% mais baratas que remessas tradicionais, segundo análise do TradingView sobre fluxos P2P em 2025-2026.
Quais stablecoins são aceitas no programa?
USDC e USDT inicialmente, com planos para incluir moedas locais estáveis em 2027.
Há riscos regulatórios para os usuários?
Este artigo não constitui aconselhamento financeiro. Consulte reguladores locais, pois alguns países restringem stablecoins.