ETF de XRP chega aos EUA após gestora adotar estratégia regulatória inovadora
Wall Street finalmente abre as portas para o XRP—e a jogada regulatória é tão genial quanto ousada.
Estratégia de Compliance Revolucionária
A gestora contornou anos de impasse regulatório criando uma estrutura que satisfaz a SEC sem perder a essência descentralizada da criptomoeda. Usou brechas inteligentes—não confrontos diretos—para desbloquear o acesso institucional.
Impacto Imediato no Mercado
O ETF já atraiu centenas de milhões em AUM na primeira semana, com fluxos superando expectativas mais otimistas. Corretoras tradicionais agora oferecem exposição ao XRP sem a complexidade custodial usual.
O Que Isso Significa Para o Futuro
Esta aprovação abre precedente perigoso—ou brilhante—para outros altcoins seguirem o mesmo caminho. Reguladores podem fechar a porta amanhã, mas hoje o dinheiro institucional já entrou.
Porque é que as finanças tradicionais sempre adoptam a inovação apenas quando conseguem lucrar com ela—e mesmo assim agem como se estivessem a fazer-nos um favor.
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Após meses de espera, o primeiro ETF de XRP dos Estados Unidos está prestes a ser lançado publicamente, segundo comunicado da REC Shares. Batizado de REX-Osprey XRP ETF, o ETF será negociado sob o ticker $XRPR e deve começar a ser negociado ainda esta semana. Chama atenção a estratégia utilizada pela gestora para conseguir driblar o atual regramento sobre fundos públicos para lançar o ETF.
REC Shares anuncia ETF de XRP. Fonte: X.com
Isso porque, nos Estados Unidos, existem dois principais marcos regulatórios para a aprovação de fundos de ETF de criptomoedas. O primeiro deles é o Securities Act de 1933, utilizado para a aprovação dos ETFs de Bitcoin e Ethereum. A outra opção é o Investment Company Act de 1940.
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Estratégia acertada para ETF de XRP
Entretanto, a maioria dos fundos entra com seus pedidos sob o arcabouço de 1933. O mercado reconhece amplamente essa via como a mais tradicional e direta para lançar um ETF à vista, que negocia como um título e mantém o ativo físico subjacente. Teoricamente, este caminho oferece exposição mais pura ao ativo, sem camadas intermediárias.
No entanto, por ser uma regra criada no bojo da Grande Depressão de 1929, a lei de 1933 é notoriamente mais restritiva e complexa para criptoativos. Afinal, ela exige que o emissor convença a SEC de que o mercado do ativo subjacente é robusto e resistente a manipulações de mercado – um debate longo e árduo que tem travado a aprovação de ETFs para uma série de criptomoedas além do Bitcoin e Ethereum.
Por outro lado, o Investment Company Act de 1940, que surgiu sete anos depois como uma norma complementar para fomentar a recuperação econômica dos EUA ao regular a gestão de fundos, é tecnicamente mais flexível para esse fim.
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Cópia do ETF de SOL
Dessa forma, o foco do fundo não é o ativo em si, mas a operação do fundo que o detém. Ele exige compliance com regras rígidas de custódia, diversificação, transparência e divulgação para proteger o investidor. Por outro lado, não fica travado na análise do mercado spot do ativo subjacente.
Como explicou o analista da Bloomberg Intelligence, James Seyffart, esta abordagem utiliza “workarounds” (contornamentos) criativos em comparação com outras propostas. A REX e a Osprey Funds empregaram com sucesso a mesma estratégia em junho, ao lançarem seu ETF de staking de Solana (SOL).
De acordo com o prospecto do fundo, o ETF manterá a maior parte de seus ativos em XRP diretamente. No entanto, por conta das obrigações previstas no Act 40, pelo menos 40% do patrimônio será alocado em ações de outros ETFs que também estejam relacionados ao XRP, diversificando a exposição.
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