PF Apreende R$ 40 Milhões em Criptoativos na Operação Snooker - Recursos Bloqueados em Investigação de Crimes Financeiros
A Polícia Federal acaba de dar um golpe massivo no submundo das finanças digitais, confiscando mais de R$ 40 milhões em criptomoedas de alto valor.
Operação de Alto Impacto
Batizada de Operação Snooker, a ação revela como autoridades estão cada vez mais capacitadas para rastrear e bloquear ativos digitais em investigações criminais. Os valores apreendidos incluem Bitcoin, Ethereum e stablecoins, todos vinculados a esquemas de lavagem de dinheiro.
Nova Era da Fiscalização
O caso prova que a narrativa de 'anonimato absoluto' nas criptomoedas é mito - enquanto reguladores tradicionais ainda debatem se cripto é ativo ou commodity, a PF já está confiscando fortunas digitais. Clássico: bancos levam anos para congelar contas, enquanto blockchains permitem rastreamento em tempo real.
O futuro chegou - e ele vem com cadeado digital.
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A Polícia Federal, em conjunto com a Corregedoria da Receita Federal do Brasil, deflagrou nesta quinta-feira (11/9) a Operação Snooker, voltada a desarticular uma rede criminosa de corrupção, descaminho e lavagem de dinheiro ligada a importações irregulares. Uma das ações foi o bloqueio de R$ 40 milhões em criptoativos.
De acordo com as apurações da Polícia Federal, o grupo atuava desde 2020 em duas frentes principais. A primeira tinha relação com a entrada de produtos vindos da China no Brasil. Enquanto isso, a segunda frente envolvia mercadorias de prata, que eram declaradas de forma fraudulenta como bijuterias. O objetivo era reduzir de maneira significativa a carga tributária incidente sobre as operações.
PublicidadeAs investigações identificaram a participação de agentes públicos e empresários, com a prática de corrupção ativa e passiva. Além disso, constataram crimes de descaminho e fraude à fiscalização aduaneira. Também há indícios de manipulações em documentos periciais, o que configura falsidade ideológica.

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Uso de criptoativos para ocultação de valores
Um dos pontos centrais da investigação é a utilização de criptoativos em valores milionários para a lavagem de dinheiro. Conforme informou a Polícia Federal, os investigados recorreram a empresas de fachada, interpostas pessoas e mecanismos digitais para ocultar a origem ilícita dos recursos.
A ação desta quinta-feira mobilizou equipes em 27 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Fortaleza, Aquiraz, Maranguape, Maracanaú e Salvador, além de Barueri (SP) e do recinto alfandegário do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza.
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A Justiça Federal autorizou ainda o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de envolvimento no esquema. Também determinou o bloqueio de contas bancárias e criptoativos que ultrapassam R$ 40 milhões, além do sequestro de veículos e de uma embarcação de luxo ligados aos investigados.
As medidas adotadas visam interromper o fluxo financeiro da organização criminosa e garantir a preservação de bens que possam futuramente ser usados para reparar os danos causados ao erário.
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