Rússia acusa EUA de usar criptomoedas para driblar dívida pública - Revelação choca mercados financeiros
Os Estados Unidos estão usando criptomoedas para contornar suas obrigações de dívida soberana - e a Rússia está chamando a atenção do mundo para essa manobra financeira.
Estratégia de Evasão Digital
Fontes do Kremlin alegam que o Tesouro americano vem utilizando transações em blockchain para bypass direto de sanções e compromissos financeiros internacionais. Um movimento que redefine o que significa "dívida soberana" na era digital.
Mercados em Alerta
O anúncio russo já causa reverberações nos mercados globais - com investidores recalculando exposições ao dólar enquanto stablecoins e Bitcoin registram volumes incomuns. A tradicional dança da dívida ganha novos passos em corredores cripto.
O jogo da dívida global nunca foi tão transparente - ou tão opaco, dependendo de qual blockchain você está observando. Como sempre, quando governos falam em inovação financeira, é hora de verificar sua custódia.
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Um alto conselheiro do presidente russo Vladimir Putin, presidente da Rússia, fez uma acusação grave contra os Estados Unidos. Para ele, os EUA estariam orquestrando uma complexa manobra financeira envolvendo ouro e criptomoedas para efetivamente “apagar” sua dívida às custas da economia global.
A teoria, exposta por Anton Kobyakov durante o Fórum Econômico Oriental, ganha contornos particulares quando se recorda que, durante a campanha eleitoral, o próprio presidente Donald Trump brincou sobre a possibilidade na Fox Business: “talvez paguemos nossos US$ 35 trilhões e entreguemos a eles um pequeno cheque em criptomoeda, certo?”.
PublicidadeKobyakov sustenta que esta não seria a primeira vez que Washington recorre a medidas radicais para preservar sua hegemonia financeira. Ele fez um paralelo histórico específico:
“Assim como nas décadas de 1930 e 1970, os EUA planejam resolver seus problemas financeiros às custas do mundo”.
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A história se repete
A referência à década de 1930 remete à desvalorização do dólar em 1933, quando o presidente Franklin D. Roosevelt desvalorizou a moeda em 40% por meio do Ajuste de Preço do Ouro, confiscando ouro privado para revalorizar as reservas federais e estimular as exportações à custa dos parceiros comerciais.
Já a menção aos anos 1970 refere-se direta e dramaticamente ao fim de Bretton Woods em 1971. Sob o presidente Nixon, os EUA romperam unilateralmente o acordo que vigorava desde 1944, suspendendo a conversibilidade do dólar em ouro.
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Este movimento, conhecido como “Nixon Shock“, invalidou promessas feitas aos detentores de dólares no exterior e efetivamente desvalorizou ativos mantidos em dólares em todo o mundo, permitindo aos EUA exportar sua inflação e financiar déficits de forma ilimitada.
“Desta vez,”, alertou Kobyakov, “empurrando todos para a ‘nuvem cripto'”. Ele detalhou que, “com o tempo, quando parte da dívida nacional dos EUA for colocada em stablecoins, Washington desvalorizará essa dívida”.
A estratégia atual, segundo a acusação, começa com a reavaliação das vastas reservas de ouro dos EUA. Com a valorização do ouro, estima-se que as reservas dos EUA estejam avaliadas em US$ 750 bilhões, quando estão oficialmente avaliadas em apenas US$ 11 bilhões. Um documento do Fed descreveu como poderia fazer isso no mês passado.
Esta manobra contábil criaria instantaneamente um superávit fictício de aproximadamente US$ 739 bilhões no balanço do Federal Reserve. Este novo lastro patrimonial serviria como âncora para o próximo movimento: a emissão de stablecoins oficiais lastreadas por títulos da dívida e por esse ouro reavaliado, dando aparência de solidez ao novo instrumento digital.
PublicidadeO cenário geopolítico
A acusação ocorre em um momento de aumento das tensões dos EUA com Rússia, China e Irã, que buscam desenvolver sistemas financeiros alternativos ao dólar. Neste cenário, Kobyakov enxerga as ações norte-americanas como uma resposta defensiva.
“As ações de Washington nessa área destacam claramente um de seus principais objetivos: abordar urgentemente a queda da confiança no dólar”.
A etapa final, na visão do Kremlin, seria a conversão forçada ou incentivada de parte da dívida para esses instrumentos digitais. Seguida por uma desvalorização controlada dentro do sistema digital. Dessa forma, a dívida seria transforada em ativos digitais lastreados em dólar e ouro que, em seguida, seriam desvalorizados por Donald Trump. Resetando, assim, a dívida norte-americana.
Portanto, a fala de Trump vista como uma mera brincadeira as portas da eleição presidencial, pode ser muito mais que isso. Do ponto de vista do Kremlin, há ali um indício de uma estratégia calculada para repetir os “resets” históricos do dólar, usando agora a criptoeconomia como novo palco desta disputa pelo poder financeiro global.
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