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BC Paralisa Inovações do Pix para Combater Fraudes e Ataques Cibernéticos

BC Paralisa Inovações do Pix para Combater Fraudes e Ataques Cibernéticos

Published:
2025-09-04 14:00:48
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O Banco Central trava avanços do sistema de pagamentos instantâneos em movimento estratégico contra crimes digitais.

Prioridade Absoluta na Segurança

Enquanto golpes financeiros disparam no ecossistema digital tradicional, o BC sacrifica evolução tecnológica para proteger usuários - uma jogada defensiva que revela vulnerabilidades sistêmicas alarmantes.

O sistema financeiro convencional mostra mais uma vez suas entranhas enferrujadas: precisa parar de inovar para conseguir proteger o que já existe. Enquanto isso, as criptomoedas seguem batendo recordes de segurança e adoção sem precisar de pausas para respirar.

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Em meio a uma crise de segurança desencadeada por operações policiais que revelaram conexões entre instituições financeiras e o crime organizado, somada a uma série de ataques cibernéticos de grande magnitude, o Banco Central (BC) decidiu interromper temporariamente sua agenda de inovação do Pix a fim de priorizar medidas emergenciais de proteção ao sistema.

Entretanto, com um orçamento restrito e diante da dificuldade de aprovação da PEC que concederia autonomia financeira à autarquia, o órgão regulador concentrará esforços na implementação de um sistema avançado de rastreamento de valores (MED 2.0) e na revisão da regra de imediaticidade para transações de alto valor, na tentativa de frear a escalada de golpes e garantir a integridade do sistema de pagamentos instantâneos.

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Combate a lavagem via Pix

A Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, expôs uma fragilidade grave no sistema financeiro. De acordo com a investigação, há uma engenhosa infiltração do crime organizado em instituições reguladas pelo Banco Central. Foram revelados esquemas de lavagem de dinheiro que colocaram na mira do BC diversas entidades financeiras que serviam como ponte para o crime organizado. Este caso foi apenas o estopim de uma série de eventos que forçaram uma mudança de prioridades no órgão regulador.

Em julho, um ataque à C&M Software resultou no desvio de cerca de R$ 800 milhões. Na última semana, a Sinqia – empresa provedora de serviços tecnológicos para instituições financeiras – foi violada, com prejuízo inicial de R$ 710 milhões. Portanto, esses incidentes, que exploraram brechas em empresas terceirizadas, evidenciaram a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos tecnológica do sistema.

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BC foca no combate a fraudes

Além disso, o cenário de crise coincide com uma dificuldade institucional. O BC enfrenta restrições orçamentárias, com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede autonomia financeira e orçamentária ao órgão enfrentando resistência e sem previsão de aprovação no curto prazo. Sem recursos extras, a agenda de inovação, que incluía o desenvolvimento de funcionalidades como o Pix por aproximação, por exemplo, foi temporariamente suspensa.

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Dessa forma, o regulador decidiu realocar seus esforços para uma resposta de segurança. Duas medidas emergem são prioritárias. A primeira é a revisão da imediaticidade para transações de alto valor. Transferências vultosas, na casa dos milhões, devem deixar de ser liquidadas em 10 segundos, passando por um período de análise para verificação de licitude.

A segunda e mais crucial medida é a ampliação do Mecanismo Especial de Devolução (MED) para o chamado MED 2.0. O novo sistema permitirá o rastreamento de recursos desviados por até cinco níveis de transferências, indo muito além da conta inicial que recebe o valor fraudado.

A ferramenta, que se tornará obrigatória em fevereiro do ano que vem, tem o objetivo de aumentar drasticamente a taxa de recuperação de valores, que hoje é de apenas 7%. Portanto, a prioridade imediata do BC é conter a hemorragia e restaurar a confiança no sistema, ainda que isso signifique adiar o futuro das inovações.

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