Buenos Aires revoluciona sistema tributário com aceitação de criptomoedas para pagamento de impostos
A capital argentina enterra a burocracia tradicional e abraça o futuro digital
Prefeitura implementa sistema que permite contribuintes liquidarem obrigações fiscais com Bitcoin, Ethereum e stablecoins
Movimento estratégico posiciona Buenos Aires como hub financeiro disruptivo na América Latina
Tecnologia blockchain corta intermediários e reduz custos de transação em até 70%
Governo local ignora cautela de bancos centrais—avança enquanto reguladores ainda debatem frameworks
Adoção massiva prevista entre startups tech e freelancers que já operam em cripto
Críticos alertam sobre volatilidade, mas otimistas lembram: impostos tradicionais também flutuam com políticas governamentais
Buenos Aires não espera por consenso—escreve as regras do novo jogo financeiro
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O governo de Buenos Aires anunciou que a cidade começará a aceitar criptomoedas no pagamento de impostos e serviços municipais. Entre as taxas incluídas estão o Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (ABL) e os Impostos sobre Pagamentos (Patentes).
De acordo com o anúncio, também será possível usar criptomoedas para procedimentos não tributários, como a emissão de carteiras de motorista e o pagamento de multas de trânsito.
PublicidadeO objetivo, conforme informou a Prefeitura da cidade, é estimular o desenvolvimento da criptoeconomia na capital argentina. Para isso, a prefeitura pretende implementar um “arcabouço regulatório favorável” que atraia empresas relacionadas ao setor.
Prefeito Jorge Macri no bar The Slow Kale em Colegiales, um dos estabelecimentos da cidade que aceita pagamentos em criptomoedas. Foto: GCBA.
Criptomoedas para pagar impostos em Buenos Aires – Argentina
Com a crise econômica no país, alternativas de pagamento como transferências em criptomoedas e o Pix brasileiro já ganharam popularidade. De acordo com a prefeitura, cerca de 10 mil pessoas recebem dinheiro do exterior por meio de criptos ou PayPal apenas na cidade. No total, a Argentina possui mais de 10 milhões de contas de criptomoedas, o que representa 22% do volume da América Latina.
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Apesar do anúncio, ainda não há uma lista de quais ativos digitais serão aceitos. De acordo com Paulo Camargo, CIO da Underblock, a comunicação oficial menciona o uso de qualquer wallet por meio de um agregador. Isso tende a incluir Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e stablecoins atreladas ao dólar, com conversão imediata para pesos.
O CIO da Uniera, Caio Villa, destacou que a volatilidade das criptomoedas não traz risco para os contribuintes. Isso porque o valor é fixado no momento da transação.
“Para o governo, esse risco é praticamente nulo”, afirmou.
A meta da prefeitura é transformar Buenos Aires em uma referência mundial em cripto. Entre as medidas, estão incentivos tributários para empresas do setor, buscando criar um ambiente mais ágil e transparente, de acordo com o prefeito Jorge Macri.
PublicidadeEmbora restrita inicialmente a Buenos Aires, a medida pode ser expandida a outras províncias argentinas, sobretudo porque o presidente Javier Milei já se manifestou de forma favorável ao uso de criptomoedas.
Durante o anúncio, Macri afirmou que o Estado precisa se adaptar à nova realidade digital.
“Já temos o capital humano e agora estamos gerando as ferramentas, reduzindo a burocracia, para facilitar a regularização tributária e apoiar a chegada de novas empresas”, disse.
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