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Brasil em Debate Histórico: Bitcoin Pode Integrar Reservas de US$ 330 Bilhões do Banco Central

Brasil em Debate Histórico: Bitcoin Pode Integrar Reservas de US$ 330 Bilhões do Banco Central

Published:
2025-08-19 15:00:58
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O Banco Central do Brasil está considerando uma jogada ousada que pode redefinir as reservas internacionais do país.

RUMORES DE ALOCAÇÃO

Fontes próximas ao governo indicam que técnicos do BC avaliam incluir criptomoedas na composição das reservas de US$ 330 bilhões - uma discussão que ganha força enquanto economistas tradicionais torcem o nariz.

IMPACTO GEOPOLÍTICO

A medida colocaria o Brasil na vanguarda da adoção institucional de ativos digitais, potencialmente desencadeando um efeito dominó entre economias emergentes. Bancos centrais de outros países já monitoram o movimento com atenção renovada.

VOLATILIDADE OU OPORTUNIDADE?

Críticos argumentam que a volatilidade do Bitcoin contradiz o propósito tradicional das reservas. Defensores contra-atacam: 'Ouro também oscila, e ninguém questiona seu valor como reserva há séculos'.

Enquanto isso, banqueiros de Wall Street já preparam relatórios especiais explicando por que, dessa vez, é diferente - como sempre fazem quando reguladores finalmente acordam para inovações que eles mesmos ignoraram por anos.

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A Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara dos Deputados promove, nesta quarta-feira (20), uma audiência pública para debater a viabilidade de o Brasil se tornar a primeira grande economia emergente a incluir o Bitcoin em suas reservas internacionais.

RESBITCâmara discute incluir Bitcoin nas reservas internacionais do Brasil. Fonte: Câmara dos Deputados

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A discussão gira em torno do Projeto de Lei 4501/24, de autoria do deputado Eros Biondini (PL-MG), que propõe a criação da Reserva Estratégica Soberana de Bitcoins (RESBit). O projeto foi apresentado no fim de 2024 e, recentemente, foi encaminhado para deliberação em audiência pública.

Composição atual das reservas brasileiras

As reservas internacionais brasileiras funcionam como a poupança do país em moeda estrangeira. Além de servirem como garantia para obrigações externas e proteção contra crises. Sua gestão e composição segue o tripé estabelecido pelo Banco Central do Brasil: segurança, liquidez e rentabilidade.

No caso brasileiro, a espinha dorsal é o dólar americano, que corresponde a cerca de 78% do total das reservas. Logo atrás, 3% estão alocados em ouro, o ativo de refúgio tradicional.

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Outras moedas significativas também fazem parte das reservas internacionais brasileiras — todas elas importantes para o fluxo de comércio internacional do país. São elas: o Renminbi Chinês com 5,31%, o Euro com 5,23%, a Libra Esterlina com 3,69% e o Iene Japonês com 1,73%.

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Proposta é alocar 5% em Bitcoin

A proposta do deputado Eros Biondini (PL-MG) sugere uma alocação de até 5% desse montante, equivalente a US$ 16,5 bilhões, em Bitcoin. Esta alocação potencial posicionaria a criptomoeda acima de ativos consolidados como ouro e libra esterlina em termos de importância no portfólio nacional, representando uma mudança radical de estratégia.

Na justificativa do projeto, Biondini argumenta que a medida tem como objetivo “diversificar os ativos financeiros do Tesouro Nacional. Além disso, irá “proteger as reservas internacionais contra flutuações cambiais e riscos geopolíticos”.

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O parlamentar também defende que a iniciativa pode “fomentar o uso de tecnologias blockchain no setor público e privado”, modernizando a infraestrutura financeira do país.

Convidados para a audiência

A audiência está agendada para começar às 16h da quarta-feira (20), e contará com a presença confirmada de alguns dos principais nomes do setor no país. Pelo sistema financeiro tradicional, estarão presentes Rubens Sardenberg, Economista-Chefe da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), e Luis Guilherme Siciliano, Chefe do Departamento de Reservas Internacionais do Banco Central do Brasil (BACEN).

Também participarão da audiência Diego Kolling, Head da Estratégia Bitcoin do Méliuz, e Julia Rosim, Coordenadora do Grupo de Trabalho de Policy da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto).

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Completando o leque de perspectivas, Pedro Henrique Giocondo Guerra, Chefe de Gabinete do Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O Ministério da Fazenda também foi convidado, mas seu representante ainda aguarda confirmação.

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