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Rússia usa criptomoedas para movimentar US$ 51 bilhões e escapar de sanções, revela Chainalysis

Rússia usa criptomoedas para movimentar US$ 51 bilhões e escapar de sanções, revela Chainalysis

Published:
2025-08-18 11:00:39
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A Rússia está usando criptomoedas em larga escala para contornar sanções internacionais, movimentando mais de US$ 51 bilhões, segundo um relatório da Chainalysis.

Como funciona o esquema? Transações em cripto são quase impossíveis de rastrear — perfeitas para driblar reguladores.

O mercado negro digital: exchanges descentralizadas e mixers de privacidade estão sendo usados para lavar fundos. Bancos tradicionais ficam no escuro.

E o futuro? Enquanto governos tentam fechar a torneira, a Rússia prova que cripto é o novo playground da geopolítica financeira. Bancos centrais, tomem nota: o jogo mudou.

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A Rússia desenvolveu discretamente uma rede de pagamentos baseada em criptomoedas para contornar as sanções impostas por países ocidentais desde o início da guerra na Ucrânia, de acordo com relatório da empresa de análise blockchain Chainalysis.

A investigação identificou a criação de uma “economia cripto-sombra”, que a Rússia vem estruturando nos últimos anos a fim de evitar restrições financeiras impostas pelos Estados Unidos e seus aliados. Entre os ativos utilizados, destacou-se o token A7A5, vinculado a empresas russas que buscam negociar de forma discreta.

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De acordo com dados da Chainalysis, o A7A5 — lastreado no rublo russo — movimentou mais de US$ 51,1 bilhões em transações desde o seu lançamento até o fim de julho. As operações ocorreram em um número reduzido de exchanges, muitas delas com fortes ligações com a Rússia.

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Uso de criptomoedas na Rússia

Uma das principais plataformas utilizadas foi a Garantex, alvo de sanções pelos EUA em 2022. Já a Grinex, fundada em 2024 por ex-funcionários da Garantex para evitar sanções, também foi alvo de bloqueios pelo governo norte-americano nesta semana.

token-russia Token A7A5 – Fonte: Chainalysis

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O emissor do A7A5, Old Vector, com sede no Quirguistão e ligado ao banco estatal russo Promsvyazbank, igualmente recebeu sanções.

A Chainalysis observou que as negociações com o token ocorriam principalmente durante a semana, com queda acentuada nos volumes aos finais de semana. Isso indica uso majoritário por empresas em transações comerciais. O padrão se alinha à legislação russa que busca facilitar transferências internacionais de empresas por meio de criptomoedas.

Nos últimos anos, a Rússia legalizou a mineração de criptoativos e autorizou pagamentos internacionais em cripto. A medida, conforme apontou a Chainalysis, visa criar infraestrutura financeira alternativa para mitigar os impactos das restrições econômicas.

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Token A7A5 

O relatório afirma que o caso do A7A5 mostra como o país está colocando em prática essas novas rotas de pagamento.

“O A7A5, respaldado por instituições russas sancionadas, oferece um novo caminho para contornar as sanções cada vez mais rígidas contra a Rússia”, diz o documento.

Desde 2022, a Rússia intensificou o uso de ouro e criptomoedas como alternativas para manter o comércio exterior. Em julho, o principal regulador financeiro do país afirmou que as transações internacionais da Rússia cresceram com países do Oriente Médio, Sudeste Asiático e Ásia Central, e que a participação russa no comércio global de cripto e ouro também aumentou.

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