Rússia usa criptomoedas para movimentar US$ 51 bilhões e escapar de sanções, revela Chainalysis
A Rússia está usando criptomoedas em larga escala para contornar sanções internacionais, movimentando mais de US$ 51 bilhões, segundo um relatório da Chainalysis.
Como funciona o esquema? Transações em cripto são quase impossíveis de rastrear — perfeitas para driblar reguladores.
O mercado negro digital: exchanges descentralizadas e mixers de privacidade estão sendo usados para lavar fundos. Bancos tradicionais ficam no escuro.
E o futuro? Enquanto governos tentam fechar a torneira, a Rússia prova que cripto é o novo playground da geopolítica financeira. Bancos centrais, tomem nota: o jogo mudou.
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A Rússia desenvolveu discretamente uma rede de pagamentos baseada em criptomoedas para contornar as sanções impostas por países ocidentais desde o início da guerra na Ucrânia, de acordo com relatório da empresa de análise blockchain Chainalysis.
A investigação identificou a criação de uma “economia cripto-sombra”, que a Rússia vem estruturando nos últimos anos a fim de evitar restrições financeiras impostas pelos Estados Unidos e seus aliados. Entre os ativos utilizados, destacou-se o token A7A5, vinculado a empresas russas que buscam negociar de forma discreta.
PublicidadeDe acordo com dados da Chainalysis, o A7A5 — lastreado no rublo russo — movimentou mais de US$ 51,1 bilhões em transações desde o seu lançamento até o fim de julho. As operações ocorreram em um número reduzido de exchanges, muitas delas com fortes ligações com a Rússia.
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Uso de criptomoedas na Rússia
Uma das principais plataformas utilizadas foi a Garantex, alvo de sanções pelos EUA em 2022. Já a Grinex, fundada em 2024 por ex-funcionários da Garantex para evitar sanções, também foi alvo de bloqueios pelo governo norte-americano nesta semana.
Token A7A5 – Fonte: Chainalysis
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O emissor do A7A5, Old Vector, com sede no Quirguistão e ligado ao banco estatal russo Promsvyazbank, igualmente recebeu sanções.
A Chainalysis observou que as negociações com o token ocorriam principalmente durante a semana, com queda acentuada nos volumes aos finais de semana. Isso indica uso majoritário por empresas em transações comerciais. O padrão se alinha à legislação russa que busca facilitar transferências internacionais de empresas por meio de criptomoedas.
Nos últimos anos, a Rússia legalizou a mineração de criptoativos e autorizou pagamentos internacionais em cripto. A medida, conforme apontou a Chainalysis, visa criar infraestrutura financeira alternativa para mitigar os impactos das restrições econômicas.
PublicidadeToken A7A5
O relatório afirma que o caso do A7A5 mostra como o país está colocando em prática essas novas rotas de pagamento.
“O A7A5, respaldado por instituições russas sancionadas, oferece um novo caminho para contornar as sanções cada vez mais rígidas contra a Rússia”, diz o documento.
Desde 2022, a Rússia intensificou o uso de ouro e criptomoedas como alternativas para manter o comércio exterior. Em julho, o principal regulador financeiro do país afirmou que as transações internacionais da Rússia cresceram com países do Oriente Médio, Sudeste Asiático e Ásia Central, e que a participação russa no comércio global de cripto e ouro também aumentou.
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