Escritório de advocacia no centro do escândalo: acusado de auxiliar FTX em desvio bilionário de fundos de clientes
Um dos maiores escândalos do criptoverso ganha novos contornos. Um escritório de advocacia está sob os holofotes após acusações de facilitar o desvio de bilhões em fundos de clientes da FTX.
Detalhes sujos emergem. Fontes revelam que a estrutura jurídica teria sido usada como fachada para operações questionáveis - enquanto investidores comuns ficavam segurando a bag.
O caso expõe o lado podre da indústria: quando os 'guardadores da lei' viram cúmplices. Resta saber quantos outros bilhões sumiram nesse esquema de 'contabilidade criativa'.
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Um grupo de investidores da FTX moveu uma ação judicial contra o renomado escritório norte-americano de advocacia Fenwick & West. Alegação é de que a firma estava “profundamente envolvida em quase todos os aspectos” do colapso da corretora de criptomoedas.
O processo, que parte de uma litigância multidisciplinar que inclui mais de 130 empresas que trabalharam com a FTX, acusa o escritório de não apenas ter facilitado a fraude de Sam Bankman-Fried, mas também de ter ajudado a projetá-la.
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Credores já haviam feito essa denúncia dias atrás. Fonte: X.com
De acordo com a denúncia, a Fenwick & West é acusada de ter “conhecimento real” do esquema fraudulento da corretora. Além disso, os investidorers afirma que o escritório prestou “assistência substancial” para torná-lo possível.
O processo busca responsabilizar o escritório sob as leis federais de racketeering (RICO), argumentando que a firma não apenas forneceu consultoria jurídica inadequada, mas participou ativamente da fraude.
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Escritório do crime
Entre as principais alegações, os investidores afirmam que o escritório projetou estruturas corporativas que permitiram a Bankman-Fried e outros executivos desviarem centenas de milhões em fundos de clientes por meio de “empréstimos” fraudulentos.
Eles alegam também que o grupo de advogados criou empresas de fachada para disfarçar depósitos e saques de clientes. Uma elas é a como a North Dimension, que foi utilizada pela FTX para evitar fiscalização regulatória.
A denúncia também pede a condenação do escritório por ter legitimado a FTX perante investidores, mesmo ciente dos riscos de insolvência. Os investidores afirma que o escritório usou sua reputação no Vale do Silício para atrair mais de US$ 1,3 bilhão em financiamento.
PublicidadeDocumentos comprovam participação
O Examinador Independente do caso de falência da FTX analisou mais de 200 mil documentos e concluiu que a Fenwick & West estava “profundamente envolvida em quase todos os aspectos das irregularidades do grupo FTX“.
O relatório destacou que o escritório mantinha “relacionamentos excepcionalmente próximos” com os executivos da corretora e facilitou transações que desviaram ativos de clientes.
Nishad Singh, ex-diretor de engenharia da FTX e colaborador da Justiça, testemunhou que informou a Fenwick sobre o uso indevido de fundos de clientes e que o escritório aconselhou como facilitar e ocultar essas ações. Caroline Ellison, ex-CEO da Alameda Research, também admitiu que a FTX usou dinheiro de clientes para cobrir perdas da Alameda.
PublicidadeA FTX entrou com pedido de falência em novembro de 2022 após a revelação de seus problemas financeiros. Sam Bankman-Fried foi condenado a 25 anos de prisão e mantém sua inocência, enquanto busca recorrer da decisão.
Dessa forma, o caso pode ser um novo capítulo no caso da FTX. Além de estabelecer um precedente importante sobre a responsabilidade de escritórios de advocacia em esquemas de fraude corporativa, especialmente no ainda incipiente setor de criptomoedas.
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