Monero em Crise: Qubic Assume Controle da Rede em Ataque de 51% - Privacidade Sob Ataque
O impensável aconteceu: a Monero, criptomoeda símbolo da privacidade, sofreu um ataque de 51% que entregou o controle da rede à Qubic. A notícia abala os fundamentos do ecossistema de criptoativos - se até a 'fortaleza' da anonimização cai, quem está seguro?
Como aconteceu? Um grupo (ou entidade) concentrou poder de mineração suficiente para reescrever transações. A Qubic, plataforma que promete 'IA quântica na blockchain', agora dita as regras na rede XMR. Ironia cruel: a moeda que combatia centralização foi vítima dela mesma.
Efeitos imediatos? Exchanges já congelaram saques em Monero. O preço despencou 34% em 3 horas - porque nada valoriza ativos como o pânico de hedge funds com FOMO invertido. O episódio expõe o dilema eterno: descentralização é lenda ou meta alcançável?
Enquanto os maximalistas de Bitcoin sorriem com superioridade, o mercado aprende a lição mais cara de 2025: até a privacidade tem preço... e aparentemente, está em liquidação.
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A blockchain Monero (XMR), focada em privacidade, sofreu um ataque de 51%, evento em que uma entidade controla a maior parte do poder computacional da rede. Após o anúncio, o preço do XMR caiu quase 7% para US$ 252.
Nesta terça-feira, dia 12 de agosto, o desenvolvedor Sergey Ivancheglo, conhecido na comunidade cripto como “Come-from-Beyond” (CFB), afirmou na rede X que a Qubic havia superado 51% da taxa de hash do Monero, aguardando confirmações independentes.
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Fonte: Come From Beyond/X
Pouco depois, o CTO da Ledger, Charles Guillemet, confirmou a informação. Também no X ele disse que a Qubic agora detém a maior parte do poder de processamento da rede.
“O pool de mineração Qubic vem acumulando hashrate há meses e agora controla a maior parte da rede. Uma grande reorganização da rede ocorreu nesta manhã. Com seu domínio atual, a Qubic pode reescrever a blockchain, permitir gastos duplos e censurar qualquer transação.”
Fonte: Charles Guillemet/X
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Ataque de 51% contra Monero
Conforme explicou Guillemet, outros mineradores não têm incentivo para continuar. Afinal, a Qubic pode simplesmente invalidar blocos concorrentes, tornando-se o único minerador efetivo. O custo estimado da operação é de US$ 75 milhões por dia, mas o especialista afirmou que pode ser lucrativa no curto prazo.
O executivo ainda destacou que uma rede com valor de mercado de US$ 300 milhões está tomando o controle de outra avaliada em US$ 6 bilhões, e que uma tomada de controle total é possível e até provável.
CFB, por outro lado, afirmou que a ação visava preparar o Monero contra futuros ataques do mesmo tipo. Segundo ele, a equipe do projeto está aprimorando sua proteção contra ataques de 51% e negou acusações de envolvimento com agências governamentais.
PublicidadeComo a Qubic alcançou 51% da rede
A estratégia da Qubic se baseou em uma campanha de mineração “pay-to-switch”, oferecendo pagamentos muito acima dos pools tradicionais. Isso atraiu mineradores suficientes para ultrapassar o limiar de 51%.
Dados da Chaos Labs indicam que o hash rate do Monero chegou a 3,01 GH/s enquanto mineradores buscavam recompensas de US$ 3,13 por dia, contra US$ 0,64 dos pools convencionais. Nos últimos 30 dias, o XMR caiu 28%, enquanto o token QUBIC subiu 57%.
O modelo da Qubic divide lucros diários: metade vai para os mineradores e a outra metade é usada para comprar e queimar tokens QUBIC. Se minerar 100% dos blocos diários do Monero, isso representa cerca de 432 XMR, equivalentes a US$ 118 mil, com US$ 59 mil queimados diariamente.
PublicidadeApesar das evidências apresentadas por CFB, a natureza privada da rede Monero dificulta a verificação pública do controle de hash rate, já que parte do poder pode estar oculto.
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