Senador brasileiro propõe revolução no setor público com blockchain: ’A tecnologia do futuro, hoje’
Enquanto o governo ainda debate orçamento para impressoras de 2008, um senador aposta alto na descentralização.
Blockchain não é só cripto—é a chave para acabar com filas, fraudes e papelada.
Setor público na era digital: transações imutáveis, contratos autônomos e zero intermediários sugando recursos.
Clássico do Brasil: enquanto o mercado privado já usa smart contracts, o Estado gasta milhões com sistemas 'trancados' em planilhas de Excel.
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O senador Carlos Portinho defendeu o uso da tecnologia blockchain em diversas áreas do serviço público brasileiro. Durante sua fala no primeiro dia do evento Blockchain Rio 2025, na quarta-feira (06), o parlamentar afirmou que o país precisa superar os medos e avançar com responsabilidade na transformação digital.
Segundo ele, sua experiência como gestor estadual e municipal evidenciou a ausência de soluções tecnológicas eficientes no cotidiano da administração pública.
Publicidade“A gestão pública precisa de soluções modernas, e essas soluções estão na tecnologia,” afirmou Portinho com firmeza.
Para ele, o blockchain pode trazer mais transparência, eficiência e rastreabilidade aos processos administrativos.
Durante o evento, o senador também sugeriu o uso da tecnologia no sistema eleitoral, não para mudar as urnas eletrônicas, mas para reforçar a segurança e a inviolabilidade dos dados que sustentam o processo de votação.
“O voto é inviolável, mas o sistema também deve ser”, declarou, ao propor a aplicação da blockchain nos bastidores da apuração.
Além disso, Portinho reafirmou seu apoio à agenda digital do Banco Central, especialmente ao Drex, a moeda digital brasileira.
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Imagem: Divulgação
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Blockchain no serviço publico
Como relator do tema no Senado, ele defendeu que o debate aconteça com clareza, sem tabus ou receios infundados. De acordo com o senador, o novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, segue o caminho de inovação iniciado por Roberto Campos Neto. Ambos, em sua visão, posicionaram o Brasil entre os líderes da transformação financeira global, mesmo com o Drex ainda em fase de testes e sem arcabouço legal completo.
O senador também destacou a importância de incluir o Congresso nesse debate. Para ele, discutir blockchain, stablecoins e moedas digitais soberanas deve envolver a sociedade de forma ampla e participativa. Ele criticou o silêncio político sobre o assunto e reforçou que a população já pressiona o governo por inovação.
“A gente não pode ficar para trás,” concluiu Portinho.
O evento também contou com elogios de Juan Carlos Reyes, presidente da Comissão Nacional de Ativos Digitais de El Salvador, que afirmou estar impressionado com o avanço do Brasil no setor de criptomoedas e chamou o país de “um dos ecossistemas mais relevantes do mundo”.
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