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Celsius entra em guerra jurídica bilionária contra Tether após venda polêmica de 39 mil BTC

Celsius entra em guerra jurídica bilionária contra Tether após venda polêmica de 39 mil BTC

Published:
2025-07-04 14:00:54
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A Celsius Network acaba de acionar o botão do caos no mercado cripto. A plataforma de empréstimos digitais move uma ação bilionária contra a Tether, acusando a stablecoin de desestabilizar sua liquidez com a venda repentina de 39 mil bitcoins.

O processo promete reacender o debate sobre transparência no ecossistema – e, claro, dar mais munição para os reguladores que adoram uma crise no setor.

Detalhes suculentos: A Celsius alega que a manobra da Tether precipitou sua crise de liquidez em 2022. A empresa busca indenização por danos que, segundo fontes, podem ultrapassar a casa dos bilhões.

Enquanto isso, o mercado observa. Mais um capítulo na eterna novela das cripto-empresas que queimam capital alheio – e depois processam os sobreviventes.

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Um juiz de falências dos Estados Unidos decidiu à favor da Celsius Network no caso Celsius x Tether. O juíz determinou que a empresa pode prosseguir com seu processo de US$ 4,3 bilhões contra a Tether, emissora da stablecoin USDT. Este caso se concentra nas alegações de que a emissora da USDT vendeu indevidamente quase 40.000 Bitcoins (BTC) em junho de 2022.

Em documentos judiciais apresentados em Nova York na segunda-feira (30), o Juiz Martin Glenn decidiu que alguns aspectos do processo multibilionário tinham mérito. Com isso a Celsius deve seguir com a ação, na qual busca recuperar os BTC vendidos pela Tether há quase três anos.

O caso Celsius x Tether ocorreu em 2022, quando a Tether liquidou um empréstimo que tinha na Celsius. Na época, o processo estava sobrecolateralizado em 130%, ou seja, a Tether enviou em BTC mais do que o necessário para saldar a dívida. Contudo, a Celsius acusou a empresa de stablecoins de realizar uma “venda relâmpago” de mais de 39.500 BTC.

O colapso da Celsius ocorreu um mês antes dessa operação, mas a empresa alegou que a Tether não seguiu os procedimentos acordados. Essa operação, de acordo com a equipe da Celsius, resultou em perdas superiores a US$ 4 bilhões com base nos preços atuais do Bitcoin.

Celsius vs Tether.Processo entre Celsius e Tether pode chegar a US$ 4 bilhões. Fonte: Court Listener.
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Detalhes do caso Celsius x Tether

A disputa se concentra em uma chamada de margem que a emissora da USDT emitiu durante uma queda nos preços do BTC há três anos. A Celsius afirma que o acordo incluía um prazo de 10 horas para a prestação de garantias adicionais, mas a Tether vendeu os Bitcoins antes que esse prazo expirasse.

De acordo com a Celsius, essas ações violaram o acordo firmado entre as partes, além da “boa-fé e negociação justa” segundo a lei das Ilhas Virgens Britânicas e envolveram transferências fraudulentas e preferenciais que violam o Código de Falências dos Estados Unidos.

Os ativos foram liquidados a um preço médio de US$ 20.656 por BTC, valor abaixo do que o BTC custava á época. A Celsius alegou ainda que os recursos foram posteriormente transferidos para as contas da Tether na Bitfinex. 

Em agosto de 2024, a Tether entrou com um pedido de arquivamento do caso, argumentando que o tribunal não tinha autoridade jurisdicional e que as alegações da Celsius não tinham fundamento legal. A empresa classificou a ação como “infundada” e um “litígio descarado de apropriação indébita de dinheiro”.

O CEO Paolo Ardoino afirmou em um comunicado que os executivos da Celsius haviam instruído sua organização a vender o BTC “para liquidar sua posição de aproximadamente 815 milhões de USDT“. Ele acrescentou que o processo foi uma tentativa da empresa falida de transferir a culpa por sua má gestão.

Vitória e derrota parciais

A equipe da Tether também alegou que o ex-CEO da Celsius, Alex Mashinsky, deu o aval para que a empresa liquidasse os ativos. Mas a equipe da Celsius disse que essa permissão foi “verbal” e nunca esteve presente em nenhum documento assinado pela empresa.

O juiz Martin Glenn deu razão para a Celsius, afirmando que a garantia verbal era “insuficiente”. Glenn acrescentou que a Tether violou o período de carência de 10 horas exigido pela Celsius para a prestação de garantias. E, segundo o juiz, nem a permissão verbal do ex-CEO ameniza essa violação.

O juiz também afirmou que o fato de Tether estar ciente da insolvência da Celsius na época não lhe dava base legal para agir de forma independente. No entanto, o juiz Glenn também rejeitou ações da Celsius movidas contra certas entidades da Tether devido à falta de jurisdição pessoal.

Alegações que se baseiam na aplicação da lei de falências dos EUA fora do país também foram rejeitadas. O juiz decidiu ainda que a Celsius não provou que a Tether havia violado seus deveres sob a lei das Ilhas Virgens Britânicas (BVI).

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