Empiricus lança ETF de Bitcoin no Brasil: Oportunidade ou modinha do mercado?
O Brasil acaba de ganhar mais um ETF de Bitcoin, e a Empiricus está por trás da jogada. Será que essa é a chance que os investidores brasileiros estavam esperando?
Com a crescente adoção de criptomoedas no país, o novo ETF promete facilitar o acesso ao Bitcoin sem a necessidade de lidar com exchanges ou carteiras digitais. Mas será que vale a pena confiar em mais um produto financeiro 'revolucionário'?
Enquanto os grandes players globais já abraçaram os ETFs de cripto, o mercado brasileiro ainda está engatinhando. Resta saber se essa novidade vai decolar ou se juntar ao cemitério das boas ideias mal executadas.
Afinal, quando se trata de finanças no Brasil, sempre há um 'mas' escondido nos pequenos print...

A Empiricus Asset, gestora ligada ao BTG Pactual, anunciou nesta quarta-feira (3) o lançamento de um novo fundo de índice (ETF) de Bitcoin no Brasil. Batizado de EBIT11, o produto será negociado na B3 a partir de amanhã e tem como objetivo oferecer exposição direta ao preço do BTC por meio do índice Teva Bitcoin.
De acordo com informações do Valor, o novo fundo chega com aplicação mínima de R$ 100, taxa de administração de 0,39% ao ano e liquidez em D+2. A administração do produto ficará sob responsabilidade do BTG Pactual, uma das maiores instituições financeiras da América Latina.
Segundo João Piccioni, CIO da Empiricus Asset, a proposta central do EBIT11 é consolidar o Bitcoin como uma reserva de valor moderna. Além disso, ele afirma que a gestora já trabalhava com essa visão desde junho de 2023, quando a SEC aprovou os primeiros ETFs da criptomoeda nos Estados Unidos.
Piccioni também ressalta que a volatilidade do BTC diminuiu nos últimos meses, tornando o ativo mais previsível e atrativo para compor carteiras diversificadas.
“Mesmo no pior momento de abril, o Bitcoin se recuperou rápido e sem uma fuga que viria em outros momentos de estresse do mercado”, explicou o executivo.
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Novo ETF de Bitcoin no Brasil
Imagem: Empíricus
A Empiricus aposta que os ETFs de criptomoedas terão papel central na democratização do acesso aos ativos digitais no Brasil. Para Piccioni, os fundos de índice já são dominantes em mercados internacionais e devem ganhar força no cenário brasileiro nos próximos anos.
“O EBIT vai se encaixar totalmente nesse novo ciclo. O fundo surge como uma porta de entrada para pequenos investidores. Além disso, representa uma solução prática para gestores que queiram alocar recursos em cripto sem operar diretamente carteiras digitais”, disse o CIO
Antes do EBIT11, a Empiricus já havia lançado o CRPT11, fundo que acompanha as 20 principais criptomoedas do mercado. O novo ETF, no entanto, foca exclusivamente no desempenho do Bitcoin, reforçando a confiança da gestora na tese de longo prazo da moeda digital.
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