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Caixa Econômica faz história: primeiro imóvel tokenizado com Drex é negociado

Caixa Econômica faz história: primeiro imóvel tokenizado com Drex é negociado

Published:
2025-07-02 20:00:06
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O futuro chegou - e veio com um token imobiliário. A Caixa Econômica Federal acaba de realizar a primeira transação de um imóvel tokenizado usando a plataforma Drex, marcando um divisor de águas para os ativos digitais no Brasil.

Tokenização imobiliária: quando bricks viram bytes

O sistema financeiro tradicional sempre tratou imóveis como ativos pesados e ilíquidos. Agora, a tokenização promete transformar propriedades em frações digitais negociáveis 24/7 - porque quem precisa de horário bancário quando se tem blockchain?

Drex na jogada: o real digital mostra seus músculos

A plataforma Drex, desenvolvida pelo Banco Central, provou ser mais do que um experimento teórico. Ao viabilizar essa transação pioneira, coloca o Brasil no mapa global da tokenização de ativos reais - enquanto Wall Street ainda debate regulamentação.

O mercado imobiliário nunca mais será o mesmo. Com liquidez instantânea e custos reduzidos, a tokenização pode finalmente trazer transparência a um setor famoso por seus 'acordos criativos' de valuation. A Caixa acaba de abrir as portas - será que o mercado está pronto para entrar?

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A Caixa Econômica Federal anunciou nesta semana a realização da primeira transação completa de imóveis tokenizados usando o Drex, a moeda digital do Banco Central. De acordo com os detalhes da transação, a operação ocorreu durante os testes da Fase 2 do piloto da CBDC brasileira e reuniu um consórcio formado por Banco do Brasil, Elo, ONR. Além disso, contou com a participação de cooperativas como Sicredi, Sicoob e Ailos.

Conforme com reportagem do Valor, na simulação, um comprador adquiriu um imóvel com financiamento vindo de outra instituição financeira. Além disso, a operação utilizou um token RWA (real world asset) atrelado à certidão do imóvel e foi executada com contratos inteligentes em uma plataforma descentralizada, seguindo o modelo de entrega contra pagamento (DvP).

Os envolvidos destacaram a importância do avanço:

“Os primeiros experimentos indicam ganhos potenciais de eficiência e redução de custos, mesmo sem mudanças regulatórias significativas”, disseram os membros do consórcio.

Apesar do sucesso técnico, a tokenização de imóveis no Brasil ainda enfrenta um vácuo regulatório.

Os órgãos reguladores não classificam imóveis tokenizados como valores mobiliários. Por isso, a CVM não regula esse mercado, e o Banco Central também não interfere, já que os registros de imóveis estão fora de sua competência. Dessa forma, as empresas do setor operam com autorregulação, enfrentando limitações jurídicas bem definidas.

Yuri Nabeshima, presidente da Comissão de Inovação do Ibradim, afirma com clareza:

“Hoje, a lei não permite comprar imóveis diretamente com tokens. Por isso, trabalhamos com estruturas legais alternativas que representem direitos sobre o imóvel.”

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Imóveis tokenizados no Drex

DrexImagem: Banco Central do Brasil

Já Marcus Fonseca, especialista em ativos digitais, complementou que a tokenização não garante a posse do imóvel.

“Quem compra o token não adquire o imóvel em si, mas um direito relacionado a ele — seja de uso, remuneração ou futura conversão em propriedade, conforme exigido.”

Diante da ausência de legislação específica a Ribus utiliza a Lei de Multipropriedade para oferecer frações de direitos econômicos sobre imóveis.

“O investidor tem direito a participar dos lucros com aluguéis, valorização ou venda futura do bem”, disse Eduardo Galvão, diretor da Ribus.

Nesse cenário em expansão, a tecnologia blockchain ganha protagonismo como ferramenta de segurança e rastreabilidade. Inclusive em discussões sobre como combater riscos como a infiltração do crime organizado no mercado formal.

A inovação envolvendo o Drex também impulsionou o lançamento da Index, a primeira bolsa de imóveis tokenizados do mundo. Criada por Andrea Blazoudakis (Netspaces) e Tony Volpon (CF Inovação), a plataforma já está ativa desde 6 de junho e promete transformar o modo como imóveis são negociados no Brasil.

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