Hashdex revoluciona o mercado brasileiro com ETF inédito que combina Bitcoin e ouro
Em um movimento ousado, a Hashdex acaba de lançar um ETF que funde dois ativos considerados 'refúgios' por investidores – Bitcoin e ouro. A estratégia? Oferecer exposição dupla à digitalização do dinheiro e ao metal mais cobiçado da história.
Bitcoin e ouro: casamento perfeito ou jogada de marketing? Enquanto puristas torcem o nariz, investidores pragmáticos já estão de olho na liquidez 24/7 do crypto e na estabilidade milenar do metal. Afinal, diversificação nunca fez mal a ninguém – exceto, talvez, aos bancos tradicionais que ainda cobram taxas absurdas por ETFs ultrapassados.
O lançamento chega em um momento onde o Brasil consolida sua posição como hub de inovação financeira na América Latina. Resta saber se os reguladores vão acompanhar o ritmo – ou se vão continuar presos a manuais escritos na era do ouro físico.

A Hashdex, em parceria com a Buena Vista Capital, acaba de anunciar o lançamento de um novo ETF que promete chamar atenção dos investidores brasileiros. O fundo, batizado de GBTC11, combina dois dos ativos mais buscados em momentos de incerteza: ouro e Bitcoin. O produto de investimento surge como uma alternativa de proteção patrimonial diante de cenários econômicos instáveis.
O novo ETF estará disponível na B3 a partir de 29 de julho. Com gestão passiva e rebalanceamento automático, a estratégia ajusta a exposição entre os ativos conforme as condições do mercado.
“O GBTC11 entrega uma solução robusta para quem busca proteção e, ao mesmo tempo, potencial de valorização”, afirma Henry Oyama, diretor de Estratégias da Hashdex.
A proposta é simples, mas eficiente. Em momentos de maior volatilidade no mercado cripto, o fundo aumenta a exposição no ouro. Enquanto isso, quando o mercado tradicional sofre mais, cresce a alocação em Bitcoin.
O ETF segue o índice “FTSE Bitcoin and Gold Risk Weighted”, que revisa os pesos trimestralmente para garantir equilíbrio.
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Novo ETF Hashdex de Bitcoin e ouro
Imagem: Divulgação
Além disso, o custo de administração será de 0,98% ao ano. O valor estimado de cada cota no lançamento gira em torno de R$ 30.
“Nosso objetivo é tornar acessível ao investidor brasileiro uma estratégia que já é adotada globalmente”, destaca Renato Nobile, gestor da Buena Vista Capital.
Esse movimento reflete uma tendência crescente. Empresas e investidores estão cada vez mais atentos à combinação de ativos tradicionais e digitais para enfrentar períodos de alta inflação, juros elevados e conflitos geopolíticos.
O lançamento do ETF ocorre em meio a movimentos importantes nos dois mercados. O preço do ouro, por exemplo, caiu nos últimos dias e atualmente testa a região de US$ 3.300, pressionado pela expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos.
De acordo com Manish Chhetri, uma retomada acima de US$ 3.400 poderia gerar um novo impulso de alta. Caso contrário, pode buscar suportes em US$ 3.228.
Por outro lado, o Bitcoin mostra força após o cessar-fogo entre Irã e Israel e uma postura mais branda do Federal Reserve em relação ao setor cripto. A criptomoeda se estabiliza em torno de US$ 105 mil e pode buscar o topo histórico em US$ 111.980, se mantiver o ritmo atual.
Os dados também indicam forte entrada institucional no BTC, com ETFs americanos recebendo mais de US$ 350 milhões em aportes somente na última semana.
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