ETF de XRP no Brasil afunda 10% na estreia – ’Diversificação’ que só diversifica prejuízos
O tão aguardado ETF de XRP no Brasil estreou com desempenho pífio, acumulando queda de 10% em sua primeira semana de negociação.
Investidores que esperavam surfar na onda das criptomoedas agora nadam contra a maré de um mercado que parece ter aprendido nada com 2022.
Enquanto isso, os grandes bancos seguram o riso - afinal, quem precisa de volatilidade artificial quando se tem spreads bancários reais?

O primeiro ETF de XRP à vista do mundo, o XRPH11, negociado no Brasil, começou com o pé esquerdo na bolsa de valores B3. Após um início promissor, o fundo caiu quase 10% em apenas uma semana, acompanhando a desvalorização da criptomoeda no mercado internacional.
Na última sexta-feira, 5 de maio, o ETF encerrou o pregão a R$ 19,30, o que representou uma queda diária de 3,5%. Além disso, somando os últimos cinco dias úteis, o recuo acumulado foi de 8,7%, conforme dados do TradingView. A desvalorização acontece em meio à volatilidade geral do mercado de criptoativos e ao enfraquecimento da demanda por XRP.
No mesmo período, o próprio XRP também sofreu. A criptomoeda recuou mais de 2% nas últimas 24 horas, sendo negociada a US$ 2,09 no momento da apuração. Em sete dias, o ativo recuou 8,3%, praticamente espelhando o desempenho do ETF listado no Brasil, de acordo com o CoinGecko.
Gráfico de preço do XRP – Fonte: CoinGecko
Especialistas, como Mike Ermolaev, da Outset PR, atribuem o fraco desempenho à combinação entre baixa liquidez do mercado brasileiro e pressão de venda internacional sobre o token da Ripple. Ainda assim, investidores observam o fundo como uma possível porta de entrada institucional, especialmente se os Estados Unidos aprovarem um produto similar.
Imagem: Trandingview
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Expectativa cresce para decisão sobre o ETF de XRP nos EUA
Enquanto isso, os olhos do mercado se voltam para os EUA. Isso porque a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) adiou para 17 de junho sua decisão sobre o ETF de XRP da gestora Franklin Templeton. Curiosamente, esse prazo cai dois dias após o órgão apresentar uma atualização no processo judicial envolvendo a Ripple.
Nas redes sociais o clima entre os influencers é que a data pode ser estratégica. Uma eventual resolução judicial pode destravar o caminho para aprovação de ETFs similares nos Estados Unidos, algo que o mercado espera há anos.
Apesar da ausência de um ETF spot aprovado no país, a SEC já autorizou três ETFs de futuros de XRP da ProShares. O lançamento, previsto inicialmente para 30 de abril, foi adiado e deve ocorrer no próximo dia 14 de maio, segundo a própria gestora.
De acordo com o site Polymarket, as chances de aprovação de um ETF spot de XRP até o fim de 2025 chegaram a 74% nesta segunda-feira, 6 de maio. O dado reforça o otimismo do mercado, mesmo diante do início turbulento no Brasil.
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