Malásia vira campo fértil para criptomoedas - reguladores abrem torneira enquanto bancos tradicionais torcem o nariz
A onda cripto chegou com tudo no Sudeste Asiático. A Malásia acaba de entrar no radar global de ativos digitais após a Autoridade de Serviços Financeiros (FSA) flexibilizar regras para exchanges - ironicamente, no mesmo ano em que bancos malaios reportaram lucros recordes cobrando taxas abusivas.
Binance e OKX lideram a corrida pelo mercado local, com volumes negociados batendo ATHs semanais. O BNB disparou 18% após o anúncio, enquanto stablecoins como USDT viram adoção massiva por comerciantes.
O governo garante que ’medidas antifraude estão em vigor’, mas especialistas apontam brechas regulatórias que lembram os primeiros dias do Bitcoin em 2013. Enquanto isso, corretoras locais já oferecem alavancagem de 100x - porque nada diz ’adopção responsável’ como apostar o aluguel em dogecoins.

A Malásia decidiu entrar de vez no mapa global das criptomoedas. Nesta semana, o primeiro-ministro Anwar Ibrahim anunciou que o país iniciou uma parceria estratégica com Changpeng Zhao (CZ), fundador e ex-CEO da Binance. A declaração, feita na rede X, mostra que o país quer liderar a transformação digital na região do sudeste asiático, com foco na blockchain e ativos digitais.
De acordo com Anwar, o encontro com CZ foi “produtivo” e abriu caminho para novas iniciativas voltadas à tokenização de ativos financeiros e digitalização de processos públicos. De acordo com o premiê, o sucesso dessa transformação depende de colaboração entre diferentes órgãos do governo, incluindo o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários e o Ministério da Economia Digital.
Além disso, durante a reunião, CZ e o governo discutiram ações concretas para acelerar a adoção da tecnologia blockchain em sistemas financeiros, além de avaliar o desenvolvimento de políticas públicas mais modernas para ativos digitais. Anwar destacou que liderança governamental é essencial para estimular a inovação de forma responsável.
“A Malásia pode liderar essa transformação global se der os passos certos agora”, disse.
A fala mostra que o país não quer apenas participar da revolução digital, mas se posicionar como referência regional nesse novo cenário tecnológico. CZ também comentou brevemente sobre o encontro:
“Ótimas discussões na Malásia”, escreveu em seu perfil.
Imagem: X
O plano da Malásia sinaliza uma guinada no posicionamento regulatório do país, com o objetivo de atrair investimentos, fomentar startups locais e consolidar um ambiente seguro e inclusivo para criptomoedas. Especialistas acreditam que essa aproximação com CZ pode acelerar o desenvolvimento de infraestruturas robustas de blockchain.
Outros países também contam com o apoio de CZ
Além da Malásia, o Quirguistão e o Paquistão também firmaram parcerias com CZ para modernizar seus ecossistemas digitais. No Quirguistão, o fundador da Binance foi nomeado conselheiro oficial para blockchain, Web3 e criptomoedas. O governo local quer usar a tecnologia para atrair investimentos estrangeiros e criar um sistema financeiro mais eficiente.
No Paquistão, CZ assumiu o cargo de conselheiro estratégico do Conselho de Criptoativos. Ele atuará diretamente no desenvolvimento de políticas públicas, educação digital e regulamentação. Esses movimentos indicam que, mesmo fora da liderança da Binance, CZ continua exercendo influência direta nas decisões globais sobre o futuro das criptomoedas.
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