Executivo da Mantra sugere queima de tokens alocados à equipe como medida para conter crise
Em meio a um cenário de instabilidade, o CEO da Mantra, projeto de criptomoedas, apresentou uma proposta drástica para recuperar a confiança dos investidores: a queima dos tokens destinados à equipe interna. A medida, que visa reduzir a oferta circulante e sinalizar compromisso com a sustentabilidade do projeto, surge como resposta às pressões do mercado e à desvalorização recente do ativo. Especialistas avaliam que a iniciativa pode impactar positivamente a percepção de valor a longo prazo, embora ressalvem a necessidade de transparência no processo. A comunidade aguarda detalhes operacionais e cronograma para implementação.

O cofundador e CEO da Mantra fez uma declaração polêmica nesta semana. Para solucionar a crise do token OM, John Patrick Mullin prometeu “queimar todos os seus tokens de equipe” alocados em uma tentativa de restaurar a confiança no projeto.
A medida ocorre dias após o token OM cair 90% em uma hora, sofrendo um colapso total. Desde então, o token ainda não se recuperou, mas segue em forte desvalorização. De acordo com o CoinGecko, o OM opera em queda de 5,7% nesta quarta-feira (16), valendo US$ 0,72.
Preço do token OM nas últimas 24 horas. Fonte: CoinGecko.
Mullin escreveu um tuíte na terça-feira (15) afirmando que queimaria pelo menos 90% dos tokens destinados à equipe da Mantra. Para dar o exemplo, o CEO afirmou que vai começar queimando 100% dos seus próprios tokens.
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Distribuição de tokens
De acordo com o site da Mantra, os tokens da equipe (descritos como Team and Core Contributor) correspondem a 300 milhões de OM. Esses tokens estão bloqueados e, a princípio, os seus detentores não poderiam sacá-los antes de abril de 2027.
Os detalhes exatos sobre o tamanho da queima ainda estão sendo definidos, confirmou Mullin em uma resposta. Mas ele quer que seja “o maior que [ele] puder fazer”.
A queima dos tokens inutilizaria esses OM em definitivo, o que pode reduzir pelo menos 17% da oferta total do OM.
Distribuição da oferta total de tokens OM. Fonte: site oficial.
Entenda o caso Mantra
O token OM da Mantra caiu de US$ 6 para menos de US$ 0,40 em apenas uma hora no final do domingo. A princípio, os investidores acreditaram que a equipe do projeto impôs um rug pull, aplicando um golpe em seus investidores.
Mas logo na segunda-feira (14), a equipe da Mantra afirmou que a queda ocorreu por causa de “liquidações imprudentes“. Ou seja, vários investidores que venderam o token em massa e fizeram o preço cair nas exchanges.
Segundo dados do CoinGecko, o OM era o 23º maior token em valor de mercado na sexta-feira (11), com US$ 6,46 bilhões na sexta-feira. Mas a queda o retirou do Top 100 e o token vale apenas US$ 740 milhões no momento da finalização deste texto.
“A equipe da Mantra não vendeu um único OM”, disse Mullin em entrevista ao Coffeezilla, acrescentando que “a equipe também não foi liquidada, não temos posições alavancadas em corretoras, não fazemos isso”.
Só que na mesma entrevista, Mullin admitiu que a Mantra vendeu de US$ 20 a US$ 30 milhões em OM no mercado de balcão (OTC, na sigla em inglês) para um grupo ou indivíduo não identificado. A rede usou os fundos para realizar recompras de US$ 5 a US$ 10 milhões por meio de seus formadores de mercado.
A Coffeezilla enquadrou isso como manipulação de preços, enquanto Mullin alegou que isso foi feito simplesmente para manter um mercado saudável em cenários de baixa liquidez.
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