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Influenciador de criptomoedas é preso por suposto golpe que afetou 3.000 investidores

Influenciador de criptomoedas é preso por suposto golpe que afetou 3.000 investidores

Published:
2025-11-11 10:00:03
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Mais um escândalo abala o mundo das criptomoedas: polícia prende figura conhecida do setor acusada de desviar recursos de milhares.

O esquema — que prometia retornos absurdos — deixou um rastro de prejuízos e dúvidas sobre a autorregulação do mercado.

Enquanto isso, os grandes players do setor continuam lucrando com as taxas de transação. Algumas coisas, aparentemente, nunca mudam.

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A Justiça espanhola deteve preventivamente Álvaro Romillo, o influenciador digital com foco em cripto conhecido nas redes sociais como “CryptoSpain”, sem direito a fiança. As autoridades suspeitam que ele operou um esquema de pirâmide que alegadamente fraudou cerca de 3.000 investidores, causando prejuízos que chegam a US$ 300 milhões.

O Tribunal Nacional de Madrid ordenou a detenção, após uma investigação da Guarda Civil que vinculou Romillo a uma conta bancária em Singapura com 29 milhões de euros, supostamente provenientes da operação fraudulenta.

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O magistrado José Luis Calama acatou o argumento do Ministério Público de que o acusado representa um “elevado risco de fuga”, dada a complexidade internacional do caso e o volume de fundos já movimentados para o exterior.

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Esquema do influenciador cripto prometia retornos garantidos

Segundo as autoridades, Álvaro Romillo operava o esquema por meio do Madeira Invest Club (MIC), um suposto clube de investimentos privados que ele mesmo fundou. A plataforma captava recursos do público — com um investimento mínimo de 2.000 euros — e prometia retornos anuais fixos de cerca de 20%.

“Os contratos foram estruturados como compras de objetos de arte digital, que o clube se comprometia a recomprar a um preço predeterminado. No entanto, de acordo com a investigação, não houve atividade econômica real — os lucros dos primeiros investidores foram pagos com os fundos dos novos investidores.”

O esquema direcionava as aplicações para ativos de luxo, como obras de arte tokenizadas, carros, iates e ouro. Contudo, a investigação concluiu que estes ativos simplesmente não existiam. A Unidade Operacional Central da Guarda Civil afirmou que a operação seguia o modelo clássico de um esquema Ponzi: os depósitos de novos participantes financiavam os lucros pagos a investidores iniciais, sem qualquer atividade econômica real por trás.

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Ligações políticas e recuperação de ativos

O caso ganhou contornos adicionais com a revelação das ligações políticas de Romillo. O influenciador admitiu ter doado 100.000 euros em dinheiro não declarado para a campanha eleitoral de 2024 do eurodeputado Luis “Alvise” Pérez, que também está sob investigação por financiamento de campanha. Os procuradores agora analisam se o esquema canalizou fundos desviados do MIC para a esfera política.

Enquanto isso, as autoridades prosseguem com a recuperação de ativos. Diversos bens de luxo, incluindo veículos Ferrari e imóveis ligados ao esquema, já foram apreendidos. Associações de investidores afetados começaram a coordenar ações judiciais civis para tentar recuperar os fundos perdidos.

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