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Operação Civil desmantela rede que lucrava com dados roubados e lavagem via criptoativos

Operação Civil desmantela rede que lucrava com dados roubados e lavagem via criptoativos

Published:
2025-11-07 11:00:34
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Operação policial mira grupo especializado em crimes digitais e lavagem de dinheiro usando criptomoedas.

Autoridades fecham o cerco contra esquema que movimentou milhões através de ativos digitais.

Como funcionava: Os criminosos vendiam dados roubados na dark web e 'limpavam' os ganhos com transações em cripto.

O velho conto do crime 2.0 - só que agora com blockchain para dar um ar de sofisticação à ganância tradicional.

lavagem-de-dinheiro-bitcoin-criptmoedas-ia-Samourai WalletSiga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu na manhã de terça-feira (4) um mandado de prisão preventiva em Planaltina, no âmbito da Operação Medici Umbra IV – CEO e Insider. A ação nacional teve a coordenação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS). De acordo com nota da PCDF, a operação busca desarticular uma organização criminosa de alcance nacional envolvida em invasões de sistemas, fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro com criptoativos e comércio ilícito de dados.

O alvo preso no Distrito Federal, um homem de 31 anos, trabalhava em uma empresa de tecnologia da informação e atuava como insider. Ou seja, ele utilizava seu acesso a sistemas bancários para extrair e vender informações sigilosas a outros integrantes do grupo.

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Conforme a nota, a operação, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE) da PCRS, também cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão em municípios de São Paulo, como Barueri e Franca. Além disso, promoveu o bloqueio de contas bancárias e criptoativos ligados à quadrilha.

apreensoesApreensões na operação. Fonte: Polícia Civil

Estrutura do grupo e uso de criptoativos para ocultar ganhos

As investigações apontam que a organização criminosa tinha estrutura hierárquica e atuação profissionalizada, operando com funções definidas. O líder, identificado como o “CEO” era um homem de 39 anos residente em Barueri (SP). Ele financiava as operações e contratava programadores para desenvolver ferramentas de invasão, APIs de dados e sistemas de extração de informações.

O insider, localizado em Planaltina, utilizava seu cargo legítimo em uma empresa de TI a fim de acessar bases de dados de instituições financeiras e comprovar o acesso com imagens internas de sistemas. Enquanto isso, jovens entre 18 e 28 anos atuavam como fornecedores e gerentes.

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Os jovens eram os responsáveis por comercializar APIs ilícitas, intermediar pagamentos em criptomoedas e administrar repositórios de dados roubados, que somavam mais de 1,2 terabyte de informações, incluindo cadastros da Serasa e dados de CNPJs.

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Quarta fase da Operação Medici Umbra

Esta é a quarta fase da Operação Medici Umbra, iniciada após fraudes eletrônicas contra médicos no Rio Grande do Sul. Em etapas anteriores, realizadas em São Paulo, Pará, Espírito Santo e Pernambuco, a polícia prendeu mais de 15 integrantes, entre executores e desenvolvedores de sistemas usados nos crimes.

A partir da análise de materiais apreendidos nas fases anteriores, os investigadores conseguiram identificar a cadeia hierárquica do grupo, incluindo líderes e principais fornecedores de dados.

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A denominação desta fase, “CEO e Insider”, faz referência direta às figuras centrais do esquema: o chefe que estruturava o grupo como uma empresa e o funcionário que, de dentro de uma instituição legítima, fornecia as informações sigilosas.

Participaram da ação policiais civis dos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. Eles contaram com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da PCDF. As medidas judiciais incluem apreensão de equipamentos eletrônicos, buscas em endereços residenciais e bloqueio de ativos financeiros e criptoativos. O objetivo, de acordo com as autoridades, é descapitalizar a organização e coletar novas provas.

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