Bitcoin despenca para US$ 108,5 mil: Tensões comerciais e fuga de ETFs abalam mercado
O gigante das criptomoedas sofre revés abrupto após meses de ganhos consistentes
Mercado em alerta máximo
Saídas recordes de ETFs combinadas com escalada de tensões geopolíticas criam tempestade perfeita para correção. Investidores institucionais liquidam posições enquanto traders de varejo seguram as pontas.Análise técnica sob pressão
Suporte crítico em US$ 105 mil testado repetidamente - rompimento pode acelerar venda em cascata. Especialistas divergem sobre profundidade da correção, mas concordam: volatilidade voltou com força total.Oportunidade na crise?
História mostra que quedas bruscas precedem rallyes explosivos no universo cripto. Quem compra no desespero alheio costuma colher os maiores frutos - quando Wall Street sangra, a criptoeconomia se fortalece. Bancos tradicionais, é claro, já preveem o 'fim do Bitcoin' pela 487ª vez.
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O Bitcoin (BTC) registrou queda de 2,7% nas últimas 24 horas, sendo negociado a US$ 108.500 no momento da redação desta matéria.
A queda de preço tem relação com as novas tensões comerciais entre Estados Unidos e China e com a redução da alavancagem nos mercados futuros. O movimento foi intensificado pela saída líquida de US$ 104 milhões dos ETFs à vista de Bitcoin listados nos Estados Unidos, de acordo com dados da Farside Investors.
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Preço do Bitcoin hoje – Fonte: CoinGecko
Bitcoin cai e desencadeia liquidações
A perda de suporte em torno de US$ 110 mil desencadeou uma série de liquidações em contratos futuros, totalizando quase US$ 500 milhões em 24 horas. Desse montante, US$ 405 milhões ocorreram na sessão mais recente, conforme informações do Coinglass.
O cenário macroeconômico também pesou sobre o mercado cripto. Isso porque Pequim ampliou as restrições de exportação de terras raras, materiais críticos para os setores de semicondutores, defesa e eletrônicos. As novas medidas têm alcance extraterritorial, aumentando o risco de uma desconexão econômica acelerada entre as duas maiores economias do mundo.
As reações no mercado de risco foram imediatas: o BTC perdeu o piso de US$ 110 mil, ampliando a pressão vendedora. Além disso, a queda levou investidores a adotarem uma postura mais cautelosa.
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Ao mesmo tempo, o ouro atingiu um novo recorde de US$ 4.250, sinalizando uma migração para ativos tradicionais de proteção, movimento que não beneficiou o Bitcoin, apesar de sua recorrente associação como reserva de valor.
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Altcoins acompanham a queda do mercado
A retração do Bitcoin foi acompanhada por outras criptomoedas de grande capitalização. O Ethereum (ETH), por exemplo, recuou 2%, sendo cotado a US$ 3.908, enquanto a Solana (SOL) caiu 3,8%, para menos de US$ 190.
Entre os demais ativos, BNB e XRP tiveram quedas de 1,5% e 3%, cotados a US$ 1.150 e US$ 2,35, respectivamente. Já Cardano (ADA) e Dogecoin (DOGE) registraram de 3,1% e 3,8%, negociadas a US$ 0,65 e US$ 0,19.
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Desempenho das principais criptomoedas nas últimas 24 horas – Fonte: Quantify Crypto
Mercado monitora suporte técnico e demanda institucional
Analistas observam o intervalo entre US$ 107 mil e US$ 110 mil como região decisiva para o próximo movimento do Bitcoin. Uma quebra consistente abaixo desse nível pode gerar nova onda de liquidações, especialmente diante da combinação de menor demanda institucional e incerteza geopolítica.
Com o fluxo de saída dos ETFs e o aumento das tensões entre Washington e Pequim, o mercado segue em compasso de espera, avaliando se o Bitcoin conseguirá manter o suporte atual ou se enfrentará uma nova etapa de correção.
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