Méliuz Capitaliza Queda do Bitcoin com Agressivo Programa de Recompra de Ações
Empresa de cashback surpreende mercado com movimento estratégico durante volatilidade cripto
OPORTUNIDADE NO CAOS
Enquanto investidores tradicionais fugiam das criptomoedas, a Méliuz identificou uma janela única. O programa de recompra anunciado coincide precisamente com o momento mais desvalorizado do Bitcoin nos últimos meses—movimento que já mostra sinais de gerar valor para os acionistas.
ESTRATÉGIA CONTRA-INTUITIVA
A decisão desafia a lógica convencional do mercado. Enquanto corretoras tradicionais congelam ante a volatilidade, a empresa brasileira avança—prova de que timing no mercado cripto frequentemente recompensa os ousados que ignoram o histerismo coletivo.
Os puristas das finanças tradicionais provavelmente torcem o nariz, mas esqueceram quantas vezes Bitcoin enterrou seus obituários prematuros.
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A Méliuz S.A. (B3: CASH3) anunciou um programa de recompra de ações nesta quarta-feira (8). De acordo com o comunicado oficial, a empresa planeja recomprar cerca de 10% da oferta total de suas ações, sendo o total máximo de recompra estipulado em 9.131.725 ações ordinárias.
Com a recompra, a empresa vai retirar essas ações de circulação, gerando mais valor aos acionistas. O objetivo da empresa, além desse, é aproveitar o baixo mNAV, que recentemente chegou a menos de 1. O mNAV é um indicador obtido pela divisão do valor de mercado da empresa pela quantidade de Bitcoins (BTC) que ela possui.
PublicidadeNo caso da Méliuz, a companhia possui atualmente 604,69 Bitcoins que a preço de hoje correspondem a aproximadamente R$ 397,3 milhões. Além disso, a empresa possui R$ 71,5 milhões em caixa, conforme divulgado no último resultado divulgado referente ao segundo trimestre de 2025 (2T25).
“A Companhia possui um business operacional que nos últimos doze meses, findos no 2T25, gerou R$ 75,6 milhões de EBITDA e R$ 47,9 milhões de lucro líquido; (iii) a Companhia não possui endividamento; e (iv) o valor de mercado atual da Companhia é de aproximadamente R$ 479,0 milhões”, disse a Méliuz em seu comunicado.
Indicadores da Méliuz. Fonte: Relação com Investidores.
Nos últimos dias, o mNAV da empresa se recuperou e atingiu 1,06, mas por vários dias ficou abaixo de 1. A retirada de ações do mercado e a redução do seu marketcap é uma forma de gerar valor ao acionista e, ao mesmo tempo, elevar esse indicador sem fazer novas compras de Bitcoin.
“Com um mNAV abaixo de 1, a empresa está negociando com um desconto, ou seja, mais barato que o valor de face de seus bitcoins. Dessa forma se torna economicamente sensato comprar suas próprias ações”, disse Felipe Demartini, conhecido como “Namcios”, em sua conta no X.
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Objetivo da recompra
De acordo com a empresa, o Programa de Recompra visa maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente da sua alocação de capital. Esta alocação envolve a recompra e retirada de circulação das ações, beneficiando os acionistas que mantiverem seus papéis.
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“Com relação a seus efeitos econômicos, o Programa de Recompra poderá proporcionar aos acionistas um eventual aumento do percentual de participação na Companhia e, com isso, um aumento do número de Bitcoin por ação, na hipótese de cancelamento das ações a serem mantidas em tesouraria”, disse a empresa.
O programa vai adquirir até 9.131.725 ações ordinárias, representativas de até 10% das ações em circulação. Em seguida a Méliuz manterá essas ações em tesouraria, retirando-as do mercado.
Atualmente, a companhia não possui ações em tesouraria, e este é o primeiro programa de recompra após a adoção da tesouraria de Bitcoin. Ela chegou a ser a maior Bitcoin Treasury Company do Brasil e da América Latina, mas perdeu o posto para a OranjeBTC nesta semana.
Os acionistas que desejarem vender suas ações poderão fazê-lo através da própria B3. A Méliuz informou que divulgará os detalhes a respeito da recompra em breve. Com o anúncio, as ações da Méliuz se valorizam 4,45% nesta terça-feira e estão cotadas a R$ 4,42.
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