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Grupo Lazarus da Coreia do Norte acusado de roubo de US$ 23 milhões em criptomoedas da Lykke do Reino Unido em 2025

Grupo Lazarus da Coreia do Norte acusado de roubo de US$ 23 milhões em criptomoedas da Lykke do Reino Unido em 2025

Published:
2025-08-18 12:48:02
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Um dos maiores roubos de criptomoedas do ano atingiu a Lykke, uma plataforma de negociação britânica, com o grupo hacker norte-coreano Lazarus sendo o principal suspeito. O ataque, que ocorreu em 2024, resultou no desaparecimento de US$ 22,8 milhões em Bitcoin e Ethereum, dinheiro que pode estar financiando o programa nuclear de Pyongyang. A Lykke, fundada por um herdeiro de um banco suíço, entrou em liquidação após o ataque, deixando clientes no prejuízo. Veja como tudo aconteceu e por que o Lazarus continua sendo uma ameaça global.

Quem é o grupo Lazarus e por que eles são tão perigosos?

O Lazarus Group, ligado ao governo da Coreia do Norte, é um dos hackers mais ativos no mundo das criptomoedas. Especialistas em segurança cibernética, como os analistas da BTCC, apontam que esse grupo já roubou bilhões em ativos digitais nos últimos anos. Eles operam com técnicas sofisticadas, muitas vezes explorando vulnerabilidades em exchanges e protocolos DeFi. Desta vez, a Lykke foi o alvo, mas no passado, eles já atacaram a Coincheck e a KuCoin.

Segundo dados da Chainalysis, apenas em 2023, os hackers norte-coreanos moveram mais de US$ 1 bilhão em criptomoedas roubadas. O dinheiro é lavado através de mixers e exchanges não regulamentadas, dificultando o rastreamento. "Eles são meticulosos. Usam plataformas que ignoram regras de AML (anti-lavagem de dinheiro)", explica um relatório da Whitestream.

Como o ataque à Lykke aconteceu?

A Lykke, uma plataforma de negociação fundada em 2015 por Richard Olsen, descendente do banqueiro suíço Julius Baer, operava na "Crypto Valley" de Zug, na Suíça, mas estava registrada no Reino Unido. A empresa prometia negociações sem comissões, atraindo muitos investidores pequenos. No entanto, em 2024, um ataque cibernético drenou US$ 22,8 milhões de suas carteiras.

O Escritório de Sanções Financeiras do Reino Unido (OFSI) atribuiu o ataque a "agentes cibernéticos da Coreia do Norte". A Lykke tentou se recuperar, mas em dezembro de 2024, a plataforma congelou as negociações e encerrou as operações. Em março de 2025, um tribunal britânico ordenou a liquidação da empresa após mais de 70 clientes processarem para recuperar seus fundos perdidos.

O que aconteceu com os fundos roubados?

Os hackers transferiram o dinheiro para duas plataformas de criptomoedas conhecidas por facilitar a lavagem de dinheiro, segundo a Whitestream. Esses serviços, chamados de "mixers", embaralham transações para dificultar o rastreamento. Apesar disso, especialistas em blockchain conseguiram identificar parte do fluxo de fundos.

O dinheiro roubado provavelmente está sendo usado para financiar o programa nuclear e militar da Coreia do Norte. Pyongyang já foi acusado anteriormente de usar criptomoedas para contornar sanções internacionais. "É uma forma eficaz de levantar fundos sem depender do sistema bancário tradicional", explica um analista da BTCC.

Quais foram as consequências para a Lykke e seus clientes?

A Lykke não conseguiu se recuperar do ataque. Em janeiro de 2025, Richard Olsen, seu fundador, foi declarado falido no Reino Unido e agora enfrenta investigações criminais na Suíça. A empresa-mãe suíça também entrou em liquidação.

Os clientes da Lykke perderam cerca de £5,7 milhões (aproximadamente US$ 7,2 milhões) quando a plataforma faliu. Muitos deles estavam negociando na plataforma mesmo após um aviso da Financial Conduct Authority (FCA) em 2023, que alertou que a Lykke não tinha licença para operar no Reino Unido.

Por que o Lazarus continua impune?

O grupo opera a partir da Coreia do Norte, um país isolado que não coopera com investigações internacionais. Além disso, a natureza descentralizada das criptomoedas facilita a lavagem de dinheiro. "Eles são pacientes. Podem esperar meses ou até anos antes de mover os fundos", diz um especialista em segurança cibernética.

Alguns pesquisadores, no entanto, questionam se há provas suficientes para culpar diretamente a Coreia do Norte. "Pode ser um falso-positivo. Outros grupos também usam técnicas semelhantes", argumenta um analista anônimo.

O que os investidores podem aprender com esse caso?

Primeiro, sempre verifique se a exchange está regulamentada. A Lykke operava sem licença no Reino Unido, o que deixou os clientes sem proteção. Segundo, diversifique suas carteiras. Manter todos os fundos em uma única plataforma é arriscado. Terceiro, fique atento a avisos de órgãos reguladores.

Este caso também mostra como as criptomoedas estão se tornando um campo de batalha geopolítico. Enquanto a Coreia do Norte continuar usando esses ativos para financiar seu regime, ataques como esse provavelmente persistirão.

Perguntas frequentes sobre o caso Lykke e o Lazarus Group

Quanto a Lykke perdeu no ataque?

A Lykke perdeu US$ 22,8 milhões em Bitcoin e Ethereum no ataque atribuído ao Lazarus Group.

O dinheiro foi recuperado?

Não. Os fundos foram lavados através de mixers e exchanges não regulamentadas, tornando a recuperação extremamente difícil.

A Lykke ainda existe?

Não. A empresa foi liquidada em março de 2025 após não conseguir se recuperar financeiramente do ataque.

Os clientes da Lykke serão reembolsados?

É improvável. Com a empresa em liquidação, os clientes estão no final da fila de credores.

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