França Taxa “Vermögen Improdutivo”: Novo Imposto de 1% sobre Criptomoedas e Ativos de Luxo a Partir de 2026
- O Que é a Taxa sobre "Vermögen Improdutivo"?
- Como Funcionará na Prática?
- Por Que a França Está Fazendo Isso?
- Riscos e Críticas
- Perguntas Frequentes
Em uma decisão polêmica, a Assembleia Nacional da França aprovou a expansão do imposto sobre grandes fortunas (IFI) para incluir criptomoedas, ouro, arte e outros bens considerados "improdutivos". A medida, que deve entrar em vigor em 2026, prevê uma alíquota de 1% sobre patrimônios líquidos acima de €2 milhões – incluindo ganhos não realizados. O projeto ainda precisa passar pelo Senado, mas já gera debates sobre impactos na economia e possível fuga de capitais.
O Que é a Taxa sobre "Vermögen Improdutivo"?
Batizada de "IFI 2.0", a proposta classifica como "improdutivo" qualquer ativo que não gere empregos ou crescimento econômico direto. Na prática, isso inclui:
- Carteiras de criptomoedas (incluindo holdings em wallets estrangeiras)
- Ouro e metais preciosos
- Iates e veículos de luxo
- Obras de arte
- Imóveis desocupados
Dados do CoinMarketCap mostram que a capitalização de mercado global de cripto atingiu €2.3 trilhões em 2025, com 5.5 milhões de franceses investindo no setor.
Como Funcionará na Prática?
Imagine um investidor com €3 milhões em Bitcoin. Como o limite isento é €2M, ele pagará 1% sobre €1 milhão – ou €10.000/ano, mesmo sem vender os ativos. Pela regra atual (flat tax de 30% só sobre vendas), esse valor seria zero.
| Cenário | Antes (2025) | Depois (2026*) |
|---|---|---|
| Patrimônio em BTC | €3 milhões | €3 milhões |
| Imposto (sem venda) | €0 | €10.000/ano |
*Sujeito à aprovação do Senado
Por Que a França Está Fazendo Isso?
O governo argumenta que:
- Esses ativos não contribuem para a economia real
- Beneficiam principalmente especuladores
- Equilibra a carga tributária (imóveis já pagam IFI desde 2018)
Mas críticos como Éric Larchevêque, cofundador da Ledger, rebatem: "Isso penaliza quem usa Bitcoin e ouro como proteção contra inflação".
Riscos e Críticas
Analistas do BTCC apontam três problemas potenciais:
- Vendas forçadas: Em mercados voláteis, liquidar ativos para pagar o imposto pode ser arriscado
- Fuga de capitais: A França já tem altas alíquotas (até 45% para renda)
- Efeito dominó: Outros países da UE podem copiar o modelo
Um relatório do TradingView mostra que 68% dos investidores considerariam realocar ativos para jurisdições mais amigáveis.
Perguntas Frequentes
Quem será afetado pelo novo imposto?
Indivíduos com patrimônio líquido acima de €2 milhões em cripto, ouro, arte ou outros bens classificados como improdutivos.
Como declarar criptomoedas em wallets estrangeiras?
Será obrigatório reportar todos os holdings globais anualmente, com multas de até 80% por omissão.
Isso vale para pequenos investidores?
Atualmente não, mas há preocupação que o limite possa ser reduzido no futuro.