Ações dos EUA despencam em 2025 após dados fracos de emprego e tarifas de Trump
- Por que o mercado entrou em pânico nesta sexta-feira?
- Como os bancos e industriais reagiram?
- O que as novas tarifas de Trump têm a ver com isso?
- A Fed vai mesmo cortar juros em setembro?
- Perguntas frequentes sobre a queda do mercado
O mercado acionário americano enfrentou uma das piores quedas do ano nesta sexta-feira, com os principais índices recuando mais de 1,5% após um relatório de emprego desastroso e novas tarifas comerciais anunciadas pelo governo Trump. O desemprego em julho surpreendeu negativamente, com apenas 73 mil vagas criadas – bem abaixo das expectativas – enquanto as demissões bateram recordes. Bancos e industriais lideraram as perdas, e até a moeda americana sofreu. Enquanto isso, os traders já apostam em um corte de juros da Fed para conter o estrago. Vamos destrinchar o que aconteceu e por que isso importa.
Por que o mercado entrou em pânico nesta sexta-feira?
Os números do emprego em julho foram um balde de água fria para investidores que esperavam sinais de estabilidade econômica. O Departamento do Trabalho dos EUA revelou a criação de apenas 73 mil postos de trabalho, contra projeções de 100 mil – e pior: os dados dos meses anteriores foram revisados para baixo. Para completar, as demissões dispararam 140% na comparação anual, com o governo liderando os cortes (292 mil vagas), seguido por tecnologia (89 mil) e varejo (80 mil). É o pior acumulado desde 2020.
O efeito foi imediato. O Dow Jones caiu 1,4%, perdendo 640 pontos, enquanto S&P 500 (-1,6%) e Nasdaq (-2,1%) afundaram junto. "Isso aqui é sinal vermelho para a economia", comentou um analista do BTCC. "Quando até o setor público está demitindo em massa, é porque a coisa está feia."
Como os bancos e industriais reagiram?
O setor financeiro foi um dos mais castigados. JPMorgan Chase despencou quase 4%, com Bank of America e Wells Fargo perdendo mais de 3% cada. O medo? Que a desaceleração econômica reduza a demanda por crédito. No setor industrial, GE Aerospace e Caterpillar caíram cerca de 3%, pressionadas por expectativas de menor atividade.
Curiosamente, a Europa até que segurou bem a inflação (estável em 2%), mas não escapou do efeito dominó. O índice Stoxx 600 europeu teve seu pior dia desde abril, com bancos (-2,9%) e viagens (-2,7%) no vermelho. Tudo por causa...
O que as novas tarifas de Trump têm a ver com isso?
Ah, sim, o elefante na sala. A Casa Branca anunciou novas barreiras comerciais contra vários países, incluindo aumentos de tarifas em setores estratégicos. Resultado? Vendas em massa de ativos globais e uma fuga para moedas seguras. O dólar caiu 1% – pior dia desde abril – enquanto iene (+2,2%) e euro (+1%) valorizaram.
"Trump está reacendendo a guerra comercial num momento péssimo", analisou uma fonte do mercado. "Com o emprego fraco, era hora de estímulos, não de mais conflitos."
A Fed vai mesmo cortar juros em setembro?
Os mercados agora dão 75,5% de chance de um corte em setembro – contra 40% antes do relatório. Jerome Powell, presidente do Fed, havia dito que não via motivos para baixar taxas, mas os números mudaram o jogo. Até membros mais conservadores do comitê, como Christopher Waller, já falam em flexibilização.
Os títulos públicos refletem o clima: o rendimento do Tesouro a 10 anos caiu para 4,25%, mínimo em um mês. "A Fed não tem escolha", opinou Jimmy Cramer da CNBC. "Quando empregos e salários estagnam, é hora de agir."
Perguntas frequentes sobre a queda do mercado
Quanto os principais índices caíram?
O Dow Jones perdeu 1,4% (640 pontos), S&P 500 caiu 1,6%, e Nasdaq recuou 2,1%.
Por que os dados de emprego assustaram?
Apenas 73 mil vagas foram criadas em julho, bem abaixo das 100 mil esperadas, com revisões negativas para meses anteriores e demissões em alta recorde.
Como o dólar se comportou?
O índice Bloomberg Dollar Spot caiu 1%, seu pior desempenho desde 21 de abril, com fuga para iene (+2,2%) e euro (+1%).
Quais setores mais sofreram?
Bancos (JPMorgan -4%), industriais (GE -3%) e varejo foram os mais atingidos nos EUA. Na Europa, viagens (-2,7%) e bancos (-2,9%) lideraram quedas.