Pentágono amplia acordos minerais em meio a restrições de exportação de Pequim (2025)
- Por que o Pentágono está correndo para comprar minerais?
- O impacto das novas restrições chinesas
- Os números da corrida mineral americana
- A resposta de Trump e o jogo político
- Investimentos de longo prazo em minerais estratégicos
- Perguntas frequentes
Enquanto o mundo assiste a uma crescente tensão geopolítica entre EUA e China, o Pentágono está acelerando seus esforços para reduzir a dependência de minerais estratégicos chineses. Com novas restrições à exportação de terras raras impostas por Pequim, os EUA estão correndo para fortalecer suas reservas nacionais de cobalto, antimônio e outros metais cruciais para a defesa. Este artigo explora os detalhes dessa corrida estratégica, os impactos nos mercados globais e as recentes manobras políticas de Trump.
Por que o Pentágono está correndo para comprar minerais?
Nos últimos anos, os EUA tornaram-se perigosamente dependentes da China para suprimentos de minerais essenciais à produção de armamentos, tecnologia de radar e componentes de caças. Segundo dados do Departamento de Defesa, em 2023 os estoques estratégicos valiam US$ 1,3 bilhão - valor que está sendo rapidamente expandido. "É uma aceleração sem precedentes", comentou um ex-funcionário do Pentágono ao Financial Times.
O impacto das novas restrições chinesas
As recentes limitações à exportação de terras raras anunciadas por Pequim causaram pânico nos mercados ocidentais. O preço do trióxido de antimônio quase dobrou, enquanto exportações de germânio despencaram. Fabricantes de automóveis estão especialmente preocupados, buscando alternativas desesperadamente. "Isso terá um efeito direto e palpável na capacidade dos EUA", alertou Stephanie Barna, advogada da Covington & Burling.
Os números da corrida mineral americana
Os documentos mais recentes da DLA (Agência de Logística de Defesa) revelam planos ambiciosos: • US$ 500 milhões em cobalto • US$ 245 milhões em antimônio da US Antimony Corporation • US$ 100 milhões em tântalo de fornecedores domésticos • US$ 45 milhões em escândio da Rio Tinto e APL Engineered Materials
A resposta de Trump e o jogo político
O ex-presidente Trump reagiu rapidamente às medidas chinesas, ameaçando tarifas de 100% sobre importações - embora tenha adiado a implementação para 1º de novembro, logo após seu possível encontro com Xi Jinping na Coreia do Sul. Analistas interpretaram o adiamento como hesitação, com um ex-funcionário zombando: "Trump sempre recua". Enquanto isso, Pequim parece ver essas oscilações como sinal de fraqueza.
Investimentos de longo prazo em minerais estratégicos
A lei "One Big Beautiful Bill" de Trump destina US$ 7,5 bilhões para minerais críticos, incluindo US$ 2 bilhões para reforçar os estoques de defesa nacional até 2026/2027. Outros US$ 5 bilhões estão reservados para investimentos na cadeia de suprimentos. "Os escritórios estão nadando em dinheiro", brincou um ex-funcionário.
Perguntas frequentes
Quais minerais estão no centro desta disputa?
Os mais críticos são cobalto, antimônio, terras raras, tântalo e escândio - essenciais para tecnologia militar e produtos eletrônicos.
Como o mercado reagiu às restrições chinesas?
Com pânico: preços de antimônio dobraram, estoques de germânio caíram e empresas ocidentais correm para encontrar alternativas.
Qual o tamanho dos estoques atuais dos EUA?
Em 2023, valiam US$ 1,3 bilhão em ligas, minérios e metais preciosos, armazenados em depósitos pelo país.