Visa Anuncia Suporte a Liquidações em USDG, PYUSD e EURC: Um Marco para os Stablecoins em 2025
- Por que a Visa está investindo em stablecoins?
- Parcerias estratégicas: Paxos e além
- Expansão para CEMEA e América Latina: Onde os stablecoins fazem diferença
- Desafios e oportunidades na interoperabilidade
- Perguntas e Respostas sobre a Estratégia de Stablecoins da Visa
Em um movimento estratégico que reforça sua liderança no setor de pagamentos digitais, a Visa anunciou em julho de 2025 a expansão de seu suporte a stablecoins, incluindo USDG (Global Dollar), PYUSD (PayPal USD) e EURC (euro digital da Circle). A iniciativa, que também abrange as blockchains Stellar e Avalanche, visa transformar transações internacionais, reduzir custos e melhorar a eficiência em mercados emergentes. Parcerias com a Paxos e a Yellow Card destacam o compromisso da Visa em construir uma infraestrutura multi-cripto e multi-chain. Com mais de US$ 225 milhões em liquidações em stablecoins até o momento, a empresa planeja expandir seus serviços para a América Latina e a região CEMEA, promovendo a adoção de ativos digitais lastreados em moedas fiduciárias.
Por que a Visa está investindo em stablecoins?
A Visa não está apenas acompanhando as tendências do mercado; está moldando o futuro dos pagamentos globais. Em minha experiência, poucas empresas têm a capacidade de unir tradição financeira e inovação como a Visa. A decisão de adicionar suporte a USDG, PYUSD e EURC — além das blockchains Stellar e Avalanche — reflete uma estratégia clara: criar uma rede interoperável que elimine as barreiras históricas do sistema bancário. Rubail Birwadker, líder global de produtos na Visa, resumiu bem: "Stablecoins confiáveis e escaláveis podem revolucionar como o dinheiro se move". Dados da CoinMarketCap mostram que o volume total de transações em stablecoins ultrapassou US$ 10 trilhões em 2024, um sinal claro de que a Visa está mirando no cerne da demanda do mercado.
Parcerias estratégicas: Paxos e além
O anúncio de 31 de julho de 2025 destacou a colaboração com a Paxos, emissora do USDG e PYUSD. "Honrados em trabalhar com a Visa", tuitou a Paxos, acompanhado de uma imagem que viralizou nos círculos cripto. Essa parceria não é acidental. A Paxos tem um histórico de compliance regulatório, algo crítico para a Visa, que opera em 200+ países. Jack Forestell, diretor de produto da Visa, enfatizou que o objetivo é tornar os stablecoins "utilizáveis no dia a dia". Um exemplo prático? O programa de cartões vinculados a stablecoins via API da Bridge, que permite compras em qualquer estabelecimento Visa — do café na esquina ao e-commerce global.
Expansão para CEMEA e América Latina: Onde os stablecoins fazem diferença
Godfrey Sullivan, vice-presidente da Visa para CEMEA, foi direto: "Toda instituição que move dinheiro precisará de uma estratégia para stablecoins". Na África Subsaariana, a parceria com a Yellow Card está trazendo soluções de tesouraria digital para bancos locais. Já na América Latina, países como Argentina e México — onde a inflação histórica corroeu a confiança nas moedas locais — veem os stablecoins como uma âncora. Dados do TradingView mostram que a adoção de USDT na região cresceu 300% entre 2023 e 2025. A Visa capitaliza isso com liquidações 365 dias por ano, incluindo feriados, uma vantagem crucial para remessas transfronteiriças.
Desafios e oportunidades na interoperabilidade
Aqui está um ponto que muitos ignoram: suportar Ethereum, Bitcoin, Stellar e Avalanche simultaneamente é uma tarefa hercúlea. Cada blockchain tem seus padrões de contrato inteligente e velocidades distintas. A Visa admitiu que está construindo uma "plataforma de ativos tokenizados" para facilitar a emissão de stablecoins por bancos tradicionais. Será que veremos um CBDC (moeda digital de banco central) rodando na infraestrutura da Visa? É cedo para dizer, mas o CEO Ryan McInerney deixou uma pista: "Estamos testando no Visa Direct para transações internacionais mais rápidas".
Perguntas e Respostas sobre a Estratégia de Stablecoins da Visa
Quais stablecoins a Visa passará a aceitar?
Além do já suportado USDC, a Visa agora inclui USDG (Global Dollar), PYUSD (PayPal USD) e EURC (euro digital da Circle).
Quais blockchains estão envolvidas?
Ethereum e Bitcoin já eram compatíveis. Agora, Stellar e Avalanche se juntam ao ecossistema.
Como os cartões Visa com stablecoins funcionam?
Através de parcerias como a Bridge, usuários podem vincular carteiras digitais a cartões Visa para gastar stablecoins diretamente no varejo.
Qual o impacto em mercados emergentes?
Redução de custos em remessas e acesso a liquidez em dólar/euro sem necessidade de contas bancárias tradicionais.