Berkshire Hathaway Adquire 17,8 Milhões de Ações da Alphabet por US$ 4,9 Bilhões – Mas Warren Buffett Não Foi o Responsável
- Quem Está Por Trás da Compra de Ações da Alphabet pela Berkshire?
- Por Que a Berkshire Reduziu Suas Participações na Apple e Bank of America?
- O Que Revela o "Thanksgiving Letter" de Buffett Sobre a Sucessão?
- Quais São as Maiores Apostas da Berkshire Fora dos EUA?
Em um movimento surpreendente, a Berkshire Hathaway adquiriu uma participação massiva na Alphabet (Google), desviando-se da tradicional aversão de Warren Buffett a apostas em tecnologia. A transação, avaliada em US$ 4,9 bilhões, foi a maior adição ao portfólio da Berkshire no terceiro trimestre de 2025. Especula-se que Greg Abel, futuro CEO, ou os gestores Ted Weschler e Todd Combs tenham liderado a decisão. Enquanto isso, a Berkshire reduziu posições na Apple e no Bank of America, reforçando uma mudança estratégica. Buffett, em seu "Thanksgiving Letter", brincou sobre sua aposentadoria, mas confirmou sua confiança em Abel. Detalhes curiosos, como a coleta de digitais de freiras na infância de Buffett, acrescentam um toque humano ao relatório financeiro.
Quem Está Por Trás da Compra de Ações da Alphabet pela Berkshire?
A Berkshire Hathaway surpreendeu o mercado ao adquirir 17,8 milhões de ações da Alphabet (Google) no terceiro trimestre de 2025, totalizando US$ 4,9 bilhões. O curioso? Warren Buffett, conhecido por evitar apostas em tecnologia (exceto Apple), provavelmente não foi o responsável. Em 2019, Buffett e Charlie Munger admitiram ter "errado feio" ao ignorar a Alphabet anos atrás, quando suas ações valiam US$ 59. Agora, com a Alphabet subindo 51,3% em 2025, a aposta parece tardia – mas estratégica. Analistas do BTCC sugerem que Greg Abel, que assumirá o cargo de CEO em 2026, ou os gestores Ted Weschler e Todd Combs (com histórico em tech) podem ter puxado o gatilho. Abel, livre do "arrependimento histórico" de Buffett, tem mais flexibilidade para inovar.
Por Que a Berkshire Reduziu Suas Participações na Apple e Bank of America?
Enquanto aumentava na Alphabet, a Berkshire vendeu 15% de sua posição na Apple (US$ 10,6 bilhões) e 6,1% no Bank of America (US$ 1,9 bilhões). Apesar dos cortes, a Apple ainda representa 21% do portfólio da Berkshire, valendo US$ 64,9 bilhões. Desde 2023, a empresa reduziu sua exposição à Maçã em 74%. Fontes do TradingView destacam que a movimentação pode refletir uma rotação setorial, com a Berkshire buscando equilíbrio entre tech e setores tradicionais. "Buffett sempre tratou a Apple como uma marca de consumo, não como tech. A Alphabet é uma aposta diferente", comenta um analista.
O Que Revela o "Thanksgiving Letter" de Buffett Sobre a Sucessão?
Em um tom descontraído, Buffett escreveu: "Vou me aposentar. Mais ou menos." O bilionário confirmou que Greg Abel assumirá a comunicação com acionistas em 2026, mas continuará enviando suas cartas anuais. O texto, de 7 páginas (o dobro do ano anterior), misturou conselhos sobre felicidade, histórias de infância (como coletar digitais de freiras "para casos criminais futuros") e elogios a Abel: "um líder incansável e honesto". Ele também aumentou doações para fundações familiares em 17%, totalizando US$ 1,3 bilhão.
Quais São as Maiores Apostas da Berkshire Fora dos EUA?
O relatório destacou posições significativas no Japão (Itochu e Mitsubishi) e Hong Kong, com preços convertidos de iene para dólar até 30 de setembro de 2025. A diversificação geográfica reforça a estratégia de Buffett de buscar valor em mercados maduros. Dados da CoinMarketCap mostram que a Berkshire manteve-se conservadora em criptomoedas, preferindo ativos tangíveis.