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Novo Nordisk vs. Eli Lilly em 2025: Quem está ganhando a guerra das injeções para emagrecer?

Novo Nordisk vs. Eli Lilly em 2025: Quem está ganhando a guerra das injeções para emagrecer?

Published:
2025-09-28 18:17:01
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O mercado farmacêutico está testemunhando uma das batalhas mais acirradas da década. De um lado, a dinamarquesa Novo Nordisk, pioneira no desenvolvimento de medicamentos GLP-1 para diabetes e obesidade. Do outro, a americana Eli Lilly, que em 2025 deu um salto impressionante com seus produtos Zepbound e Mounjaro, conquistando participação de mercado e deixando os investidores em suspense. Enquanto a Lilly revisa suas projeções financeiras para cima, a Novo Nordisk enfrenta desafios com crescimento desacelerado e reestruturação de pipeline. Este artigo mergulha nos números, estratégias e perspectivas futuras dessa disputa bilionária.

Qual empresa está liderando o mercado de medicamentos para obesidade em 2025?

O ano de 2025 marcou uma virada histórica no setor. A Eli Lilly, que por anos ficou atrás da Novo Nordisk, conquistou 53,3% das prescrições no mercado americano de GLP-1 no primeiro trimestre, superando a concorrente dinamarquesa. O segredo? A superioridade clínica do tirzepatida (vendido como Zepbound para obesidade e Mounjaro para diabetes), que atua em dois receptores (GIP e GLP-1) contra apenas um do semaglutida da Novo (Wegovy/Ozempic).

Os números do segundo trimestre de 2025 são reveladores: enquanto a Lilly registrou crescimento de 38% nas receitas (US$ 15,6 bilhões), a Novo Nordisk reportou aumento de apenas 16% nas vendas em coroas dinamarquesas. A diferença se explica pelo desempenho estelar do Zepbound, que gerou impressionantes US$ 3,38 bilhões apenas nos EUA no período.

Indicador Novo Nordisk (1º sem 2025) Eli Lilly (Q2 2025)
Receita 154,9 bilhões DKK (US$ 22,6 bi) US$ 15,6 bilhões
Crescimento +18% (anual) +38% (anual)
Principal motor Wegovy (+78%) Zepbound & Mounjaro

Quais são as estratégias de cada empresa?

A Eli Lilly está no modo "ataque total". Em julho de 2025, anunciou investimento de US$ 6,5 bilhões em uma nova fábrica no Texas para aumentar a produção, incluindo o aguardado medicamento oral Orforglipron. A estratégia é clara: aproveitar a vantagem competitiva atual para criar uma liderança inalcançável.

Já a Novo Nordisk adotou postura defensiva. Em agosto, descontinuou dois candidatos experimentais para obesidade, mesmo com resultados positivos em estudos de fase 2. A empresa agora concentra esforços no desenvolvimento do CagriSema (combinação de semaglutida com amylin) e Amycretin, apostas para recuperar terreno perdido.

Quais os riscos e oportunidades para cada lado?

Para a Lilly, o principal desafio é executar sua ambiciosa expansão de capacidade sem tropeços. O recente cancelamento do estudo com Bimagrumab (setembro/2025) lembra que nem todos os projetos dão certo. Já a Novo Nordisk precisa provar que sua próxima geração de medicamentos pode superar a eficácia do Zepbound, enquanto lida com problemas crônicos de capacidade produtiva.

Curiosamente, a Novo tem um trunfo: os comprovados benefícios cardiovasculares do Wegovy, diferencial importante para médicos e planos de saúde. Enquanto isso, a Lilly aposta no potencial disruptivo do Orforglipron oral, que pode democratizar o acesso se aprovado.

Perguntas e Respostas sobre o duelo farmacêutico

Qual empresa tem o produto mais eficaz para perda de peso?

Atualmente, o Zepbound (tirzepatida) da Eli Lilly demonstrou superioridade em ensaios clínicos, promovendo em média 3-5% mais perda de peso que o Wegovy da Novo Nordisk. Dados de 2025 mostram que essa vantagem está se traduzindo em domínio de mercado.

Por que a Novo Nordisk está perdendo participação?

Três fatores principais: 1) Eficácia menor do Wegovy frente ao Zepbound; 2) Problemas crônicos de abastecimento; 3) Estratégia menos agressiva de marketing. A empresa também sofreu com a redução nas projeções de crescimento em 2025.

Quem tem a pipeline mais promissora?

A Lilly lidera com Orforglipron oral, mas a Novo Nordisk pode surpreender com CagriSema e Amycretin. Analistas do BTCC destacam que a disputa pela próxima geração de tratamentos está longe de ser decidida.

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