BlackRock expande portfólio na B3 com novos ETFs, mas ignora criptomoedas em movimento estratégico
BlackRock avança na B3 com lançamento de novos ETFs—mas mantém distância segura do mercado cripto.
Estratégia ou miopia financeira?
Enquanto gestores tradicionais brincam com ETFs convencionais, o futuro dos ativos digitais segue conquistando espaço global. A gigante dos investimentos prefere navegar em águas conhecidas, deixando de lado a revolução blockchain que redefine o setor.
Os novos produtos chegam à bolsa brasileira em meio a um mercado faminto por diversificação—mas ainda preso aos paradigmas do século passado.
Enquanto isso, Bitcoin e Ethereum continuam batendo recordes históricos, provando que a inovação não espera por quem tem medo de arriscar.
Mais uma jogada conservadora de quem prefere seguir o rebanho—enquanto visionários colhem os frutos da disrupção financeira.
A BlackRock, em parceria com a B3, anunciou a listagem de 29 novos ETFs globais disponíveis a partir desta segunda-feira (15). Com isso, a gestora passa a oferecer 181 fundos de índice no Brasil, cobrindo diferentes geografias, setores e estratégias de investimento.
ETFs globais não incluem cripto
O lançamento ocorreu durante a ETF Week, evento da B3 voltado a tendências e oportunidades no mercado de fundos de índice. Do total, 28 ETFs são de renda variável e 1 de renda fixa, atendendo à crescente procura por exposição internacional. Entre eles, há opções focadas em países como Holanda, Indonésia, Peru e Turquia, além de fundos setoriais e fatoriais.
Estamos lançando ETFs focados em países, mas também há alguns fatoriais, que é uma estratégia super conhecida lá fora”, diz Cindy Shimoide, Investment Executive na BlackRock. Então, realmente permite ao investidor criar carteiras muito mais completas. Você vai ter todo o ferramental necessário para criar uma carteira bem robusta.
Entre os destaques estão, por exemplo, o TOPB39, que reúne as 20 maiores empresas do S&P500, e o QTOP39, que dá acesso às 30 maiores companhias do Nasdaq-100, incluindo gigantes da tecnologia. Também chegam ao mercado estratégias fatoriais como o BGAR39, que combina crescimento, valor e qualidade em companhias dos Estados Unidos (EUA).
Democratização de portfólio global
Segundo Bruno Barino, Country Manager da BlackRock Brasil, a iniciativa reforça o objetivo da gestora de democratizar o acesso a portfólios internacionais por meio dos iShares.
Com essas novas alternativas, é possível construir alocações internacionais ainda mais granulares, seja por países, setores ou fatores, com a mesma liquidez e acessibilidade que já caracterizam os ETFs iShares”, disse Barino.
Para Thalita Forne, superintendente de Produtos de Equities da B3, investir em ativos globais é essencial para diversificação, agora com mais praticidade e sem a necessidade de abrir conta no exterior.
Oferecemos uma variedade de produtos que permitem esse acesso de forma descomplicada e transparente, sem a necessidade de abertura de conta no exterior e operações de câmbio, e trabalhamos para ampliar cada vez mais as opções à disposição dos investidores, reforça a superintendente de Produtos de Equities da B3.
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