Brasil, Venezuela e Argentina Dominam a Adoção de Criptomoedas na América Latina, Revela Chainalysis
Três gigantes latino-americanos estão reescrevendo as regras financeiras—e deixando os bancos tradicionais para trás.
Ranking Regional de Adoção
Brasil lidera com infraestrutura robusta e volume de exchanges institucionais. Venezuela segue com hiperinflação que força adoção pragmática—cripto virou salvação econômica, não apenas investimento. Argentina completa o pódio com cidadãos usando stablecoins como refúgio contra pesos em colapso.
Movimento Macro
Remessas cross-border explodem enquanto custos caem 80%. Agricultura e commodities migram para contratos inteligentes em blockchain. Governos testam CBDCs mas população prefere descentralização real.
Futuro Financeiro
Regulação avança—Brasil lança marco legal, Venezuela mantém paradoxo de mineração estatal versus adoção orgânica. Bancos tradicionais correm para oferecer custódia cripto antes de ficarem irrelevantes. Porque quando a inflação chega a 300%, ninguém quer ouvir sobre 'ativo especulativo'—querem solução.
Enquanto isso, em Wall Street: ainda debatendo se Bitcoin é 'classe de ativo legítima'.
A adoção de criptomoedas na América Latina está passando por um momento de contrastes. O relatório da Chainalysis de 2025 revela que apenas Brasil, Venezuela e Argentina permanecem no top 20 global, enquanto o México caiu para a 23ª posição após estar em 14º lugar em 2024.
Essa queda reflete a aceleração da adoção global na Ásia e em outras regiões, que deslocaram o México no ranking, apesar de ainda ser um mercado cripto relevante na América Latina.
América Latina no ranking global de criptomoedas: Brasil, Venezuela e Argentina no Top 20
O Índice Global de Adoção de Criptomoedas de 2025 destaca o papel crescente da América Latina como a segunda região com maior expansão no uso de criptoativos. Segundo a Chainalysis, o volume de transações na região subiu de 53% em 2024 para 63% em 2025.
O Brasil ocupa a 5ª posição globalmente, consolidando sua posição como líder regional. A Venezuela está em 18º lugar graças ao uso de criptomoedas para contornar restrições econômicas, enquanto a Argentina está em 20º lugar, impulsionada pela inflação e pela crescente demanda por stablecoins.
O Brasil é o único país da América Latina no top 20 em adoção global de criptomoedas. Fonte: X/@chainalysis
Em contraste, o México caiu nove posições para o 23º lugar, deslocado pelo crescimento acelerado na Ásia-Pacífico e na América do Norte. Nos Estados Unidos, a adoção subiu de 42% para 49% em 2025, impulsionada por regulamentações mais claras e pela entrada de investidores institucionais.
“Comparado ao ano anterior, este ciclo registrou crescimento acelerado em quase todas as regiões, com aumentos especialmente expressivos na APAC e na América Latina. No ano passado, a APAC cresceu apenas 27%, mas no período mais recente, esse número mais que dobrou, atingindo 69%. Da mesma forma, a América Latina passou de 53% para 63% ano a ano, consolidando a trajetória da região como um dos centros de crescimento mais rápido no campo das criptomoedas”, afirma o relatório da Chainalysis.
Crescimento na adoção de criptomoedas por região – 2025 vs 2024. Fonte: Chainalysis
Stablecoins: a chave para o mercado global
O relatório da Chainalysis também confirma a hegemonia das stablecoins no ecossistema cripto. USDT (Tether) e USDC (Circle) concentram a maioria do volume de transações em operações globais.
Entre junho de 2024 e junho de 2025, o USDT processou mais de 1 trilhão de dólares mensalmente, atingindo um pico de 1,14 trilhão em janeiro de 2025. Enquanto isso, o USDC variou entre 1,24-3,29 trilhões mensalmente, com um aumento expressivo em outubro de 2024.
Esses dados mostram que stablecoins como USDT e USDC não apenas dominam os pagamentos transfronteiriços, mas também se tornaram ativos essenciais para a liquidez institucional. Na Venezuela e na Argentina, sua adoção está diretamente ligada à desvalorização de suas moedas locais.
Volume total ajustado de stablecoins por mês. Fonte: ChainalysisEm resumo
O Índice Global de Adoção de Criptomoedas de 2025 da Chainalysis confirma que apenas Brasil, Venezuela e Argentina estão no top 20 global. O México caiu para a 23ª posição. Stablecoins como USDT e USDC dominam o mercado global, processando trilhões de dólares mensalmente em transações.
O artigo Chainalysis: Brasil, Venezuela e Argentina lideram adoção cripto na América Latina foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.