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Dólar despenca para mínima de 14 meses enquanto Bolsa dispara: Ethereum avança e Bitcoin recua em movimento surpreendente

Dólar despenca para mínima de 14 meses enquanto Bolsa dispara: Ethereum avança e Bitcoin recua em movimento surpreendente

Published:
2025-08-12 19:57:53
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O mercado financeiro vive um dia de extremos: enquanto o dólar mergulha para seu nível mais baixo em mais de um ano, a Bolsa de Valores decola com força total.

No front cripto, a Ethereum mostra vigor com ganhos expressivos, enquanto o Bitcoin - sempre o centro das atenções - surpreende com uma retração inesperada. Traders ficam de cabelo em pé tentando decifrar os movimentos.

Os números não mentem: o dólar americano registra sua cotação mais fraca desde junho de 2024, um presente para importadores e um pesadelo para os gurus do 'dolarômetro'. Enquanto isso, o Ibovespa escala novos patamares, provando mais uma vez que o mercado brasileiro adora uma contradição.

No universo das criptomoedas, a Ethereum rouba a cena com sua alta consistente, deixando os maximalistas do Bitcoin com um gosto amargo na boca. O rei das criptos, por sua vez, mostra que até os ativos digitais precisam respirar - mesmo que isso faça os HODLers suarem frio.

E assim segue o circo financeiro: onde um ativo cai, outro sobe, e os analistas continuam fingindo que sabem exatamente o porquê. Pelo menos as criptos trazem emoção - coisa que os títulos do Tesouro nunca conseguirão oferecer.

Drex, Smart Summit, VASPs, regulamentação

O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira (12) em queda de 1,06%, cotado a R$ 5,3864, o menor valor desde junho de 2024. O recuo foi impulsionado por dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos que reforçaram a expectativa de cortes nas taxas de juros ainda neste ano. No mesmo dia, o Ibovespa avançou 1,69%, fechando aos 137.911 pontos. Enquanto os ativos tradicionais reagiram com alta expressiva, o mercado de criptomoedas apresentou comportamento misto, com o Ethereum (ETH) registrando ganhos relevantes e o Bitcoin (BTC) operando em leve retração.

Alívio no câmbio e otimismo no mercado acionário

A desvalorização do dólar ocorreu desde a abertura dos negócios, intensificando-se ao longo do dia. A moeda norte-americana chegou a ser negociada próxima de R$ 5,41 pela manhã e atingiu mínima de R$ 5,38 no fechamento. No mercado de turismo, a queda foi ainda maior, com a cotação recuando cerca de 2%. A melhora do cenário foi atribuída à combinação de inflação controlada e perspectiva de redução dos juros internacionais, o que aumentou a atratividade do real frente a outras moedas.

O Ibovespa acompanhou o movimento e teve alta consistente ao longo da sessão. O índice chegou a superar os 138 mil pontos na máxima intradiária, sustentado pela valorização de ações dos setores bancário, de commodities e de energia. O volume financeiro negociado superou os R$ 23 bilhões, indicando apetite por risco por parte dos investidores.

Inflação em desaceleração e expectativas para o Fed

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) avançou 0,2% em julho, alinhado às projeções e abaixo do resultado anterior. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 2,7%, reforçando as apostas de que o Federal Reserve poderá iniciar um ciclo de cortes de juros já na próxima reunião de setembro. No Brasil, o IPCA também veio abaixo das expectativas, com alta de 0,26% no mês, desacelerando frente ao mês anterior, apesar da pressão do aumento na conta de energia elétrica.

O cenário ampliou o diferencial entre os juros brasileiros, atualmente em 15% ao ano, e as taxas nos Estados Unidos, favorecendo operações de carry trade e aumentando o fluxo de capital estrangeiro para o mercado local. A perspectiva de redução do custo do crédito nos EUA também tende a beneficiar ativos de risco, como as ações negociadas na B3.

Criptomoedas seguem trajetória própria

No mercado de criptoativos, o dia foi marcado por movimentos distintos entre os principais ativos. O Bitcoin registrou leve queda, sendo negociado próximo de US$ 119.900, após oscilar em uma faixa estreita durante o dia. A criptomoeda mais negociada do mundo manteve sua capitalização de mercado acima de US$ 2,3 trilhões, mas perdeu parte do fôlego visto na semana anterior.

O Ethereum, por sua vez, apresentou forte valorização, ultrapassando os US$ 4.400. O movimento foi impulsionado por compras institucionais e pela expectativa positiva em torno da aprovação de fundos negociados em bolsa (ETFs) lastreados no ativo. Esse desempenho levou a participação do Ethereum no valor total de mercado das criptomoedas a se aproximar de 13%.

Apesar do avanço do Ethereum, o mercado cripto como um todo mostrou uma leve retração, reflexo de ajustes pontuais após semanas de forte alta. A capitalização global dos criptoativos permaneceu próxima de US$ 4 trilhões, com alta liquidez e interesse constante de investidores de longo prazo.

Descompasso entre mercados

O contraste entre a forte valorização dos ativos tradicionais e o desempenho misto das criptomoedas reflete a diferença de fatores que impulsionam cada segmento. Enquanto o câmbio e a bolsa respondem diretamente a dados macroeconômicos e expectativas de política monetária, o mercado cripto mantém dinâmicas próprias, influenciadas por avanços tecnológicos, regulação e fluxo de capital de investidores especializados.

Ainda assim, o comportamento desta terça-feira mostrou que, mesmo com trajetórias diferentes, ambos os mercados permanecem interligados pelo apetite global por ativos de maior risco, sobretudo em um cenário de juros mais baixos à frente.

O artigo Dólar cai ao menor nível em 14 meses e Bolsa sobe; Ethereum avança e Bitcoin recua foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

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