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Elo e CAIXA revolucionam pagamentos: Blockchain offline chega a áreas sem internet

Elo e CAIXA revolucionam pagamentos: Blockchain offline chega a áreas sem internet

Published:
2025-06-24 13:58:37
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Fintechs brasileiras estão derrubando a última barreira da inclusão financeira.

Pagamentos sem conexão? Sim, e já está sendo testado.

Enquanto bancos tradicionais ainda discutem taxas, Elo e CAIXA mostram como a tecnologia blockchain pode funcionar até no meio do sertão - literalmente.

O sistema promete transações seguras mesmo quando a única 'conexão' disponível é um burro carregando um celular.

Claro, alguém ainda vai reclamar do spread cambial nas transações offline...

Pagamentos Offline

Os resultados do consórcio Drex já podem ser colhidos antes do projeto ser implementado. Sim. A solução de pagamentos digitais offline foi construída em parceria com a Elo em ambiente de testes, mas chegou já à realidade dos brasileiros.

Solução criada dentro do Drex

O Brasil, com certeza, é um país de muitas oportunidades e, sobretudo, de grandes paradoxos. Por exemplo, até abril de 2025, cerca de 57% dos brasileiros não têm acesso de alta qualidade à internet – mais da metade da população, portanto. Apenas 22% dos cidadãos têm acesso considerado pleno e estável.

Esses números do estudo “Conectividade significativa: proposta para mediação e o retrato da população no Brasil”, lançam um grande desafio para as empresas que operam na economia, sobretudo na interface entre o físico e o digital. 

A Caixa, que historicamente tem um papel social no Brasil, se uniu com a Elo, empresa brasileira de tecnologia de pagamentos, e com a IDEMIA Secure Transactions. Juntas estão desenvolvendo o projeto para “viabilizar transações financeiras em regiões de vulnerabilidade econômica e acesso restrito à rede. “

Município ribeirinho é o escolhido para validar iniciativa

O teste robusto para a solução de pagamento offline aconteceu em 04 de abril de 2025, no município de São Sebastião da Boa Vista, no Pará, um dos símbolos da cultura ribeirinha do país. Aliás, o atendimento aos beneficiários de programas sociais, realizado pela CAIXA, é feito exclusivamente por meio da Agência-Barco, que presta serviços de forma itinerante.

O sucesso da iniciativa tem o potencial de melhorar a maneira como a população local recebe, envia, consome ou mesmo guarda dinheiro, especialmente em áreas com pouca conectividade e acesso limitado a serviços financeiros.


A CAIXA está comprometida em oferecer soluções que melhorem a vida das pessoas, independentemente de onde elas estejam. Iniciativas como essa demonstraram o potencial da tecnologia em possibilitar transações seguras e eficientes, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social de nosso país, explica o Superintendente Nacional de Benefícios Sociais da CAIXA, Marcelo Viana Paris.

Veneza da Ilha de Marajó se beneficia da blockchain

A cobertura de internet na região é carente. Segundo a ANATEL (2024), em torno de 54% da população rural e urbana do município de São Sebastião da Boa Vista tem cobertura de internet. Mas não só isso: o município é conhecido como a “Veneza da Ilha de Marajó”, pela sua exuberância de canais de água e pelas casas de palafita – construções da cultura popular que se adaptam ao poderoso regime climático do local, que registra altos índices pluviométricos.

O primeiro destaque da operação é a presença da Agência-Barco da CAIXA, criada justamente para o atendimento de populações ribeirinhas da Amazônia e da região norte do país, em toda a sua variedade de desafios, oferecendo periodicamente os mesmos serviços de uma agência convencional em terra, exceto os de movimentação de dinheiro em espécie.

Temos a missão de explorar a tecnologia de pagamento offline para ampliar a inclusão financeira, oferecendo o que há de mais avançado para melhorar a vida das pessoas, dentro da possibilidade de desenvolver negócios em todos os territórios do país, complementou Rafael Dias Silva, superintendente Nacional de Administração Financeiras da CAIXA.

Infraestrutura tecnológica: do simples ao altamente complexo

O funcionamento do pagamento offline ganha vida a partir da tecnologia blockchain. Isso porque a solução envolve o uso de carteiras digitais que armazenam as chaves dos usuários e permitem o acesso à nova moeda em versão tokenizada (que é um ativo financeiro convertido em token). Essa nova lógica de negócio abre possibilidades de transações com segurança, agilidade e sem atritos.

Trata-se de um circuito implementado em blockchain, em formato totalmente protegido por criptografia. Em suma, o projeto contém camadas de inovação, infraestrutura descentralizada e design da jornada do cliente que asseguram a integridade das transações, mesmo em ambientes de acesso restrito à internet, e em qualquer outra modalidade oficial de pagamento, afirma Eduardo Merighi, o vice-presidente de Tecnologia e Soluções da Elo.

Segundo um comunicado da Elo, as carteiras digitais, que estão na base do processo, podem ser acessadas nas modalidades online ou offline, em dispositivos móveis habilitados com a tecnologia do pagamento offline aptos a realizar transações em pontos de venda que acolhem as opções de pagamento por tecnologia de aproximação (NFC), QR Codes e até mesmo cartões biométricos.

O Brasil reserva lições que estão muito além dos protocolos padronizados de mercado. Aprendemos que a inovação pode ser aplicada em circunstâncias de máxima simplicidade. Portanto, criar serviços cada vez mais simples, eficientes – em um um contexto de avanço tecnológico – é um mantra para quem toca o dia a dia da empresa reconhecida como o cartão do brasileiro, finaliza Eduardo Merighi.

O artigo Elo e CAIXA testam pagamento offline via blockchain em regiões sem conectividade foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

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