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Febraban Tech coloca Drex e criptomoedas no centro do palco em dia inaugural

Febraban Tech coloca Drex e criptomoedas no centro do palco em dia inaugural

Published:
2025-06-10 19:06:24
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O primeiro dia do Febraban Tech não deixou dúvidas: o sistema Drex e o ecossistema cripto roubaram a cena. Enquanto bancos tradicionais ainda brincam de ''blockchain, mas sem Bitcoin'', a indústria avança a todo vapor—com ou sem a bênção dos velhos guardiões financeiros.

Palestras e painéis destacaram a maturação do setor, com cases reais de tokenização e CBDCs. A mensagem? Quem ficar parado vai virar peça de museu—ou pior, um ''legacy system'' caro e ineficiente.

E num tom tipicamente brasileiro: até quando a regulação vai correr atrás da inovação que já saiu do estádio?

Febraban Tech

Com expectativa de reunir cerca de 55 mil pessoas, a 35ª edição da Febraban Tech promete reunir cerca de 500 especialistas em mais de 200 painéis em três dias. No primeiro dia, a indústria cripto esteve presente nos palcos. Entre os destaques, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo falou sobre a plataforma Drex. Ele afirmou que a moeda digital de banco central (CBDC) brasileira não é exatamente uma CBDC, da maneira como a literatura sobre o tema trata.

Galípolo reforçou que o objetivo do Drex não é desintermediar a emissão de moeda por meio de crédito. Mas sim trazer eficiência ao crédito e acesso aos produtos financeiros por meio de uma rede de registro distribuído (DLT), como as blockchains.

Quanto mais avançarmos na redução da percepção de risco de quem está concedendo crédito melhor para a economia, afirmou.

BC avança com Drex

Ainda na Febraban Tech o secretário-executivo do BC, Rogério Antônio Lucca também falou sobre o Drex. Lucca afirmou que após os participantes entregarem os relatórios da segunda fase, o Bacen vai começar a desenvolver a terceira fase.

Sem muitos detalhes, a tokenização de garantias foi citada como ferramenta que dever ser desenvolvida para as instituições financeiras ofertarem mais crédito com menos tarifas.

O cliente tem que ter uma facilidade no uso e uma sensação de segurança para garantir que o sistema financeiro nacional desenvolva serviços e resolva problemas como o alto endividamento em crédito de má qualidade, afirmou no palco da Febraban.

Além de Galípolo, participaram a abertura Isaac Sidney, presidente da Febraban, Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Marcelo Noronha, CEO do Bradesco,  Mario Leão, presidente do Banco Santander, Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal e Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

Cripto “rouba” bilhões do sistema tradicional

Ainda neste primeiro dia, George Marcel Smetana, especialista de estratégia regulatória do Bradesco, disse no palco que é possível perceber o “impacto de bilhões de reais que saíram do sistema financeiro tradicional e foram para o mundo cripto no Brasil e bilhões de dólares no mundo”.

Para o especialista de um dos maiores bancos do país, não está claro se os usuários estão em busca de novas possibilidades para diversificar os investimentos, ou procuram uma alternativa para remessa internacional, ou a descentralização com mais liberdade.

Temos uma necessidade de adaptação e temos adaptações regulatórias também. Antes, ou não havia uma regulação clara, ou precisava de uma regulação nova e isso está mudando, pontuou Smetana.

O artigo Febraban Tech destaca Drex e a indústria cripto no primeiro dia foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

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