36 analistas revelam previsões para ações da NVIDIA antes do balanço de agosto: alerta de correção de 10% agita mercado
Atenção investidores: um grupo de 36 analistas emitiu um alerta preocupante sobre as ações da NVIDIA (NVDA) antes do balanço de agosto, projetando uma possível correção de 10% no curto prazo. O aviso chega em um momento crítico, com o mercado monitorando de perto os resultados da gigante de semicondutores, que segue sendo uma peça-chave para o setor de IA e, consequentemente, um termômetro para o mercado de criptomoedas e ativos digitais. A projeção negativa, divulgada na véspera do relatório trimestral, contrasta com o otimismo do mercado e eleva a volatilidade esperada para as próximas sessões. Especialistas destacam que, apesar do alerta, a NVIDIA continua sendo uma empresa fundamental para a infraestrutura tecnológica global, com impacto direto em projetos descentralizados que dependem de processamento de alto desempenho, mantendo a atenção dos investidores de portfólios diversificados e focados em inovação (FSA).
Às vésperas do balanço em 26 de agosto, a ação da Nvidia segue valorizada. Praticamente todos os analistas que acompanham o papel recomendam compra. O desempenho dos papéis foi positivo na última semana, mês e ano, e a expectativa é quase dobrar o lucro da companhia.
Superficialmente, não há alertas visíveis. Porém, o principal risco não aparece no gráfico de preços. Ele está inserido justamente na demanda que motiva a euforia, e Michael Burry, investidor conhecido por prever o colapso imobiliário de 2008, quantificou esse perigo.
O cenário da Nvidia parece inabalável
O mercado oferece aos otimistas tudo o que eles esperam. A Nvidia (NVDA) acumula alta próxima de 11% neste ano, saindo de uma mínima na primavera em torno de US$ 164 para aproximadamente US$ 208, mesmo permanecendo abaixo do recorde de US$ 236 alcançado em maio. A trajetória é o elemento central.
Atualmente, a ação ganha força à medida que se aproxima do balanço (a partir de 29 de julho) e não sinaliza recuo, o que normalmente indica que o mercado espera resultados positivos.
Os analistas também mantêm convicção. Das 37 casas que avaliam a Nvidia, 36 recomendam compra, uma sugere manter e nenhuma aponta venda, resultando em consenso raro de Compra Forte.
Os preços-alvo apontam para o mesmo lado. A média é de US$ 309, cerca de 49% acima do valor atual. As projeções vão de US$ 250 até US$ 500. Duas instituições de peso, Bernstein e Wells Fargo, inclusive reafirmaram o objetivo de US$ 315 dias antes do balanço.
O mercado financeiro dos Estados Unidos também prevê que a companhia praticamente dobre o lucro em relação ao ano anterior. Além disso, as opções precificam uma variação esperada de quase 6% no período após o balanço.
A análise sobre a ação da Nvidia em julho destacou o mesmo otimismo. Com quase todos já posicionados para boas notícias, até mesmo um trimestre sólido pode decepcionar. Tudo depende de uma única premissa: a demanda é autêntica. É essa suposição que Burry contesta.
O risco está nos resultados
Burry analisou a origem da procura pelos produtos da Nvidia. A empresa teria garantido cerca de US$ 250 bilhões em dívidas ligadas aos data centers da OpenAI, ajudando a financiar justamente os clientes que adquirem seus chips. Em outras palavras, é como se uma loja emprestasse o dinheiro para a pessoa comprar nela mesma, contabilizando a venda como receita mesmo quando os recursos vêm do próprio vendedor.
Burry alertou que esse ciclo de gastos circulares atinge proporções gigantescas, uma engrenagem onde as vendas da Nvidia e suas próprias garantias se sustentam mutuamente.
🚨 The man who predicted the 2008 crash is now betting everything against the AI bubble.
Michael Burry warns the AI and semiconductor rally has further to fall, disclosing a fresh round of short positions on his latest Substack.
Burry believes much of the current and future AI… pic.twitter.com/vyeYRHAJVf
O ponto preocupante é quem compartilha dessa visão.
Stacy Rasgon, do Bernstein, cuja equipe mantém a recomendação de compra a US$ 315, também apontou o mesmo risco referente ao financiamento circular.
Quando o principal otimista e o maior crítico descrevem a mesma dinâmica, a receita divulgada em 26 de agosto se torna mais difícil de ser aceita sem questionamentos. Esse cenário remete aos problemas de financiamento de chips da OpenAI ocorridos no início do ano.
Duas rachaduras menores estão abaixo disso. A China ainda mantém até US$ 5 bilhões em vendas que uma mudança de política poderia eliminar, enquanto pessoas com informações privilegiadas venderam cerca de US$ 410 milhões em ações nos últimos três meses durante o período em que o preço esteve elevado. O financiamento representa apenas metade da preocupação. A outra é se a vantagem tecnológica da Nvidia é realmente tão segura quanto aparenta.
A ameaça à liderança da Nvidia?
Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, argumentou em declarações que circularam online que novas ferramentas podem reduzir as barreiras do CUDA, o ecossistema de software que mantém desenvolvedores vinculados ao hardware da Nvidia. Ele destacou o sistema Atlas 950 da Huawei como uma forma de assumir parte dos workloads da Nvidia, apesar de admitir que a Huawei ainda está cerca de dois anos atrás nesse segmento.
DeepSeek’s Liang Wenfeng laid out a strong Nvidia bear case in a leaked investor call.
DeepSeek is partnering closely with Huawei. It aims to secure around 16,000 Huawei AI chips and is using its own compiler plus TileLang to reduce reliance on Nvidia’s CUDA ecosystem.
Even… https://t.co/FHnCyFP1Wa
Ao somar os chips customizados que Google, Amazon e Meta desenvolvem internamente, a hegemonia da Nvidia enfrenta uma pressão gradual, não uma ruptura repentina.
Essa é a mesma dúvida que recentemente pesou sobre as ações do setor de semicondutores, que vinham acumulando quedas. No entanto, o capital não deixou o segmento, transformando esse contexto em um impasse e não em um veredito.
O que o grande capital ainda faz com as ações da Nvidia?
Mesmo com os alertas se acumulando, os dados de fluxo mostram um cenário mais estável. O índice Chaikin Money Flow, que avalia se o capital institucional está entrando ou saindo de uma ação, indica que a Nvidia está em processo de acumulação, não de saída.
Ou seja, ainda há compradores atuando. Além disso, no momento desta reportagem, trata-se de uma das duas ações de chips que continuam recebendo aportes institucionais.
O papel também opera em patamares próprios, ficando atrás do índice setorial SOXX em termos de força relativa. Em resumo, grandes investidores seguem comprando a Nvidia por suas características, mesmo com questionamentos sobre os chips. Essa divisão representa o cenário às vésperas da divulgação dos resultados.
A Nvidia supera estimativas há anos e seu volume de demanda permanece expressivo. Mesmo assim, a ação é negociada acima de 30 vezes o lucro, sem margem para erros, e está em alta conforme se aproxima a divulgação dos resultados, não se ocultando do mercado.
É justamente nessas situações que pequenas rachaduras podem causar os maiores impactos. Em 26 de agosto, a dúvida relevante não é se a Nvidia irá superar as previsões, mas sim se a demanda por trás desse resultado é tão sólida quanto sugerem as 36 recomendações de compra.
O artigo 36 analistas compartilham suas previsões para as ações da NVIDIA antes do balanço de agosto foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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