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Fintech brasileira lança stablecoin que promete revolucionar pagamentos como um ’Pix global’

Fintech brasileira lança stablecoin que promete revolucionar pagamentos como um ’Pix global’

BeincryptoPT
Hora de publicação:
2026-08-03 10:00:00
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Uma fintech brasileira anunciou hoje o lançamento de uma plataforma que visa transformar stablecoins em um verdadeiro 'Pix global', prometendo transações instantâneas e de baixo custo em escala internacional. A iniciativa, que chega em meio à crescente adoção de criptomoedas no país, busca conectar o sistema financeiro tradicional ao universo digital, oferecendo uma alternativa eficiente para remessas e pagamentos transfronteiriços. Especialistas do setor veem a movimentação como um passo significativo para consolidar o Brasil como hub de inovação em ativos digitais, com potencial para atrair investimentos e ampliar a inclusão financeira em mercados emergentes.

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<p><strong>A fintech brasileira NoxPay quer transformar as stablecoins no que chama de “Pix global”. Segundo a empresa, a moeda de trabalho de negócios que vendem, contratam e pagam fornecedores em vários países deveria ser a stablecoin. Os trilhos locais, como o Pix e os cartões, entrariam apenas na entrada e na saída do dinheiro.</strong></p>



<p>Stablecoin é uma criptomoeda atrelada a um ativo estável, em geral o dólar, criada para evitar a volatilidade de outros ativos digitais.</p>



<p>A proposta replica o que empresas como Brex e Conta Simples fizeram por pequenas e médias empresas. A diferença está na liquidação. No lugar da infraestrutura bancária tradicional, a NoxPay usa dólares digitais.</p>



<h2 id=O que é o CrossRamp, o “Pix global” da NoxPay?

O produto central é o CrossRamp, apresentado pela empresa como um “Pix global”. A ferramenta permite que um cliente pague em reais via Pix. Do outro lado, a empresa recebedora liquida o valor direto em stablecoins como o USDT. Não há passagem por corretora nem conversão manual.

O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Já o USDT é uma stablecoin lastreada no dólar.

Para o CEO da NoxPay, João Paulo Oliveira, os novos negócios já nascem com pensamento global. Ele afirma que não faz sentido depender da infraestrutura bancária legada. “Já recebem na NoxPay via Pix e, com stablecoin, carregam um cartão de crédito internacional instantaneamente”, diz o executivo.

Para quem a NoxPay quer vender stablecoins?

A NoxPay organiza a proposta em torno de três públicos. Todos enfrentam atrito nos pagamentos internacionais.

O primeiro grupo são empresas estrangeiras sem CNPJ no Brasil. Elas esbarram em barreiras regulatórias, falta de conta local, câmbio caro e exigências de compliance para faturar no país.

O segundo grupo são empresas brasileiras que pagam ou recebem do exterior. Elas lidam com câmbio desfavorável, custo alto de remessa e burocracia.

O terceiro grupo são fornecedores de produtos de viagem. Para esse público, a empresa argumenta que a liquidação em cripto reduz o custo de câmbio frente a alternativas como cartões em dólar ou euro.

O ponto em comum é a liquidação entre fronteiras. A aposta da NoxPay é que os trilhos tradicionais são lentos e fragmentados por país. As stablecoins, por outro lado, oferecem liquidação instantânea, mercado aberto 24 horas e transferência sem fronteiras.

Para Oliveira, as stablecoins são a nova infraestrutura financeira. Ele projeta um impacto para as empresas semelhante ao que o Pix trouxe para as pessoas físicas.

Como funcionam os pagamentos com stablecoin na prática?

Do ponto de vista do cliente final, nada muda. Segundo o material da empresa, o cliente paga pelo app do banco e lê um QR Code Pix. Não precisa de carteira digital nem de conhecimento sobre cripto. A conversão acontece dentro do fluxo da NoxPay. O valor chega em moeda digital na carteira da empresa recebedora.

Para os negócios que integram a plataforma, a NoxPay oferece o serviço via API. A API é a interface que conecta sistemas diferentes. O checkout é configurável. A empresa pode escolher a moeda entre USDT, USDC e Bitcoin, selecionar a rede, dividir taxas, personalizar a marca e gerir tudo por templates. Há ainda painéis de métricas, como taxa de conversão, e trilha de auditoria.

O compliance faz parte do produto. A empresa cita KYC, validação de prova de vida no checkout, monitoramento antifraude e gestão da Travel Rule. KYC significa “conheça seu cliente” e reúne as regras de verificação de identidade. A Travel Rule obriga o compartilhamento de dados de origem e destino em transferências de cripto.

O CrossRamp não está sozinho no portfólio. A empresa também opera uma mesa de OTC, um fundo regulado voltado a market making e arbitragem, e uma camada de software batizada de NoxPay OS. OTC é a negociação direta de grandes volumes fora das corretoras. Market making é a atividade de prover liquidez para facilitar as negociações. O NoxPay OS reúne tesouraria, pagamentos, liquidez e compliance. A empresa descreve o conjunto como um “flywheel”, em que cada produto puxa a demanda dos demais.

Quem está por trás da fintech de stablecoins?

João Paulo Oliveira foi um dos primeiros sócios da Foxbit e passou pela XP Investimentos. Na XP, atuou na estruturação de produtos financeiros voltados a criptomoedas. Ele é formado e mestre em ciência da computação. A empresa o aponta como um dos pioneiros de Bitcoin e blockchain no Brasil.

A fundação é dividida com Alyson Vinicius Ferrer, responsável por produto e engenharia. O time executivo reúne nomes com passagem por Barclays, Santander, PagBank, IUGU e REDE.

O que muda com a nova regulação de stablecoins no Brasil?

A NoxPay ancora parte do posicionamento no novo marco regulatório brasileiro. As Resoluções 519, 520 e 521 do Banco Central entraram em vigor em 2 de fevereiro de 2026. As normas criaram o regime de autorização para as Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais, as VASPs. As VASPs são as empresas que intermediam, custodiam ou negociam cripto. Pelas regras, quem já operava no país deve protocolar o pedido de autorização junto ao Banco Central até 30 de outubro de 2026.

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<p>Há um ponto sensível para o modelo. Em abril de 2026, a Resolução 561 proibiu os prestadores de eFX de usar stablecoins ou cripto na liquidação de operações de câmbio entre fronteiras. O eFX é a modalidade de câmbio eletrônico usada por fintechs em remessas ao exterior. A regra vale a partir de 1º de outubro de 2026. Ela restringe parte do uso de câmbio que a Resolução 521 parecia liberar. A NoxPay se posiciona no lado licenciado dessa divisão.</p>



<p>O cenário de adoção reforça a aposta. Segundo Oliveira, as stablecoins já dominam o mercado brasileiro de cripto. O executivo afirma que elas superam 80% do volume total declarado à Receita Federal. Ele cita ainda um crescimento de mais de 150% apenas no primeiro semestre de 2026 na comparação com o ano anterior.</p>



<p>É sobre essa base que a NoxPay pretende construir o que chama de banco sem fronteiras.</p>
<p>O artigo Essa fintech brasileira quer transformar stablecoins em “Pix global” foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.</p></div>
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