Deblock lança conta corrente remunerada a 4%: como funciona?
- O que é a Deblock e como ela oferece 4% ao ano?
- Como a Deblock consegue oferecer esse rendimento?
- Quais são os riscos envolvidos?
- Vale a pena migrar para a Deblock?
- Perguntas Frequentes
Se você está cansado dos juros baixos das contas tradicionais, a Deblock pode ser a solução. A fintech francesa, fundada em outubro de 2022 por ex-funcionários da Revolut e Ledger, acaba de lançar uma conta corrente que rende 4% ao ano, sem condições ou limites de depósito. Com mais de 300 mil clientes e regulamentação dupla (ACPR e licença MiCA da AMF), a Deblock está revolucionando o mercado ao unir serviços bancários e criptomoedas em um único lugar. Neste artigo, explicamos como funciona essa conta, quais são os riscos e como ela se compara a outras opções do mercado. Ah, e detalhe: os juros são creditados diariamente!
O que é a Deblock e como ela oferece 4% ao ano?
A Deblock é uma fintech sediada em Lille, França, que surgiu com a missão de democratizar o acesso a serviços financeiros inovadores. Além da conta corrente com IBAN francês e cartão Visa premium, a plataforma oferece uma carteira de criptomoedas não custodial – ou seja, você tem total controle sobre seus ativos digitais.
O grande diferencial, porém, é a remuneração de 4% ao ano na conta corrente, disponível desde 17 de março de 2026 nos aplicativos iOS e Android. Para ativar o rendimento, basta um clique no app. Os juros são calculados diariamente e creditados na conta, sem taxas de saque ou prazo mínimo. Compare isso com o Livret A, que rende apenas 1,5% (e tem limite de €22.950), ou com as neobancos que impõem condições complexas.
Como a Deblock consegue oferecer esse rendimento?
A mágica acontece nos bastidores, com uma pitada de DeFi (finanças descentralizadas). Quando você ativa a remuneração, seus euros são convertidos em EUR CoinVertible (EURCV), um stablecoin emitido pela SG-Forge (braço blockchain do Société Générale). Esse ativo digital é 100% lastreado em euros e regulamentado pela MiCA, a nova legislação europeia sobre criptoativos.
O EURCV é então depositado no Morpho, um protocolo DeFi de empréstimos construído sobre a Ethereum. Lá, seus fundos são emprestados para outros usuários, gerando os juros que voltam para você. Todo o processo mantém o princípio de self-custody: nem a Deblock nem terceiros podem bloquear ou transferir seu dinheiro sem sua autorização.
Quais são os riscos envolvidos?
Apesar das vantagens, é importante entender os riscos:
- Temporariedade: A taxa de 4% é garantida apenas até 30 de abril de 2026. Depois disso, varia conforme as condições do mercado DeFi.
- Regulação: A parte DeFi do produto não está coberta pela MiCA nem pelo Fundo Garantidor de Depósitos francês (FGDR).
- Tributação: Os rendimentos sofrem a "flat tax" de 31,4% sobre ganhos de capital, em vigor desde janeiro de 2026.
Jean Meyer, CEO da Deblock, defende o produto: "Sempre acreditamos que seu dinheiro deve trabalhar para você. Com essa conta, damos aos usuários o que os bancos tradicionais negaram por décadas: rendimento real, sem condições".
Vale a pena migrar para a Deblock?
Depende do seu perfil. Se você busca rendimento acima da média e não se incomoda com a exposição indireta a criptoativos, pode ser uma boa opção. Mas se prefere segurança absoluta e garantias governamentais, talvez valha a pena ficar com os produtos tradicionais.
Uma coisa é certa: iniciativas como essa mostram como a concorrência das fintechs está forçando o sistema bancário tradicional a se reinventar. Quem ganha com isso, no final das contas, é o consumidor.
Perguntas Frequentes
Como abrir uma conta na Deblock?
O cadastro é feito pelo aplicativo (disponível para iOS e Android) e leva cerca de 2 minutos. Atualmente, a Deblock oferece 3 meses de plano premium grátis para novos usuários.
Posso sacar meu dinheiro a qualquer momento?
Sim! Um dos grandes diferenciais é a liquidez imediata. Você pode resgatar seus fundos quando quiser, sem taxas ou prazos de carência.
Esse produto é seguro?
A parte bancária (conta corrente) é regulamentada e segura. Já a exposição à DeFi envolve riscos típicos do mercado cripto, como volatilidade e falta de garantias governamentais.