Reino Unido registra os menores investimentos do G7 em 2025, apesar de estímulos econômicos
- Por que o Reino Unido está ficando para trás no G7?
- O que a Itália está fazendo diferente?
- Como os investidores estão reagindo?
- O que isso significa para o cidadão comum?
- Perguntas e Respostas
lidera o ranking dos países do G7 com os menores níveis de investimento, mesmo após esforços do governo para reaquecer a economia. Dados do Office for National Statistics (ONS) revelam que o fluxo de capitais no país está estagnado em 18,6% do PIB, abaixo até mesmo da Alemanha, que vive sua pior fase desde a Segunda Guerra Mundial. Enquanto isso, Itália e Japão surpreendem com políticas agressivas para atrair capital estrangeiro. Neste artigo, mergulhamos nas causas, consequências e reações do mercado a esse cenário – incluindo a fuga de gigantes como AstraZeneca e Eli Lilly.
Por que o Reino Unido está ficando para trás no G7?
Os números não mentem: o investimento fixo britânico representa apenas 18,6% do PIB, contra 27,4% do Japão e 21,3% da Itália. Tera Allas, do Instituto de Produtividade, aponta que o problema é crônico: "Há décadas priorizamos o curto prazo. Nossas empresas têm aversão a risco e o sistema de planejamento urbano é um labirinto". Um exemplo? Projetos como o centro de pesquisa de £200 milhões da AstraZeneca em Cambridge foram cancelados por burocracia. Enquanto isso, a Alemanha, mesmo em recessão, mantém investimentos 20% superiores.
O que a Itália está fazendo diferente?
Surpreendentemente, a Itália virou o jogo em 2025. A Premier Giorgia Meloni cortou gastos sociais e criou incentivos fiscais para expatriados ricos – resultado? Saltou para o topo do G7 em crescimento de IED. "Eles entenderam que atrair talentos globais gera efeito cascata", comenta Marco Russo, economista do BTCC Research. O país oferece agora taxas de 15% para pesquisadores e 30% de desconto em impostos para investimentos em infraestrutura verde.
Como os investidores estão reagindo?
A fuga de capitais já é visível:
- Eli Lilly congelou £279 milhões em um laboratório em Londres
- Merck abandonou um centro de pesquisa de £1 bilhão
- Startups de fintech migram para Berlim (12 só em 2025)
Jonathan Oppenheimer, bilionário sul-africano, foi direto: "O Reino Unido se tornou um pesadelo regulatório". Dados da TradingView mostram que os ETFs focados no UK caíram 7% no ano, enquanto os da Zona Euro subiram 12%.
O que isso significa para o cidadão comum?
O impacto já aparece no dia a dia:
| Indicador | Variação 2025 |
|---|---|
| Gastos com cartões | -0.2% |
| Empregos em tecnologia | -3.1% |
| Aluguel em Londres | +8% |
Fonte: Barclays e ONS
Paradoxalmente, os britânicos continuam gastando em pequenos luxos – Starbucks e cinemas tiveram alta de 4%. "É a síndrome do 'pequeno prazer' em tempos difíceis", analisa a psicóloga econômica Sarah Harper.
Perguntas e Respostas
Quais setores foram mais impactados?
Farmácia e tecnologia lideram os cancelamentos, mas o setor imobiliário comercial também sofreu, com £4.2 bilhões em projetos congelados.
Existem políticas para reverter isso?
O governo Labour simplificou regras de zoneamento e criou "supervistos" para investidores, mas especialistas dizem que são medidas tardias.
Como comparar com a crise de 2008?
Em 2008, o problema era liquidez. Agora é estrutural – o UK precisa reformar seu sistema tributário e de planejamento urbano para competir.